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Acionistas vão decidir sobre a compra do Hermes Pardini pelo Fleury no próximo dia 18 de agosto; ações subiram forte após anúncio do negócio
Em mais um passo dentro do negócio que vai criar uma nova gigante do setor de medicina diagnóstica, Fleury (FLRY3) e Hermes Pardini (PARD3) marcaram para o dia 18 de agosto as assembleias de acionistas que vão decidir sobre a combinação de negócios das companhias.
As ações do Fleury e do Hermes Pardini subiram forte na B3 após o anúncio da aquisição. O Fleury ofereceu R$ 2,15 em dinheiro e mais 1,2135 ação FLRY3 por cada papel do Pardini — aproximadamente R$ 2,8 bilhões nas cotações atuais.
Juntos, Fleury e Hermes Pardini formarão um grupo com 487 unidades de atendimento e 24 áreas técnicas, espalhadas por 12 Estados e o Distrito Federal; há sobreposição apenas em São Paulo e Rio de Janeiro; em geral, as duas companhias possuem áreas de atuação bastante complementares.
Do lado financeiro, Fleury e Hermes Pardini registraram uma receita somada de R$ 6,1 bilhões nos três primeiros meses de 2022 — o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) é de R$ 1,6 bilhão.
A estimativa de Fleury e Hermes Pardini é que a união traga ganhos de sinergia de R$ 160 milhões a R$ 190 milhões no Ebitda por ano. Contudo não está claro se esses ganhos viriam do aumento de receita, da redução de custos operacionais ou de uma combinação de ambos.
Mas antes disso as empresas terão custos para tirar o negócio do papel. O Fleury estima que vai gastar R$ 32 milhões com avaliações, assessoria jurídica e financeira, além de demais assessorias para implementação da operação. Do lado do Hermes Pardini, os custos devem ficar em R$ 1,150 milhão.
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Em termos de capital social, a família Pardini, que hoje é dona de 64,7% da Hermes Pardini, passará a deter 21,9% da nova empresa, enquanto os acionistas de referência do Fleury ficarão com 33,2% — os 44,9% restantes estarão diluídos entre outros investidores. Leia mais detalhes sobre a união nesta matéria.
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