Por que o dólar deve seguir se valorizando contra o euro e outras moedas nos próximos meses
A alta dos juros nos Estados Unidos e aspectos locais pressionam o dólar para cima e levam o euro, iene e yuan às mínimas históricas

Euro abaixo da paridade do dólar e o fortalecimento da moeda americana frente aos seus principais pares globais tem sido a tendência ao longo de 2022 — e não parece que essa tendência deve se reverter em breve. Muito pelo contrário.
A moeda americana está fadada a seguir pressionada pelas tentativas do Federal Reserve de controlar a inflação do país. Com a próxima reunião de política monetária se aproximando e a probabilidade do quinto ajuste consecutivo, o dólar deve seguir em trajetória de alta.
Recentemente, o US Dollar Index atingiu a sua máxima em mais de 20 anos, com um ganho anual de mais de 14%, e o euro, tradicionalmente uma divisa mais forte, voltou a cair abaixo de US$ 1, com os especialistas projetando que essa siga sendo uma realidade pelo menos até o primeiro trimestre de 2023.
Em 2022, o euro acumula queda de mais de 11% ante o dólar, enquanto o iene japonês chegou a cair mais de 20%. O yuan chinês também vem sofrendo forte desvalorização e recua mais de 8% no ano.
Apesar de a atuação do Fed ser um gatilho importante para a valorização da moeda americana, já que estimula uma migração de capital para os EUA em virtude dos juros mais altos, aspectos locais também pressionam os principais pares da divisa e abrem um espaço ainda maior nos desempenhos das moedas.
Como o Fed afeta o euro, o iene e o yuan
Na Europa, os países não só precisam lidar com os efeitos herdados da pandemia do coronavírus como também com os efeitos prolongados da guerra na Ucrânia.
Leia Também
Ibovespa cai 17%, dólar vai a R$ 5,50, mas nem todo mundo perde — entenda o caos nos mercados hoje
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
Com a dependência do bloco europeu do gás russo, o continente se vê diante de uma grave crise energética. A proximidade do inverno e a falta de combustíveis pode levar a região a uma inflação ainda mais alta, já que o custo de produção e as tarifas de energia devem subir, e uma forte contração da economia é esperada como efeito direto do racionamento que deve ser aplicado aos setores industrial e de serviços.
Apesar de a moeda do Velho Continente apresentar um desgaste histórico, especialistas acreditam que a situação deve piorar com a chegada do inverno, já que o cenário mais pessimista ainda não se encontra precificado.
Na China, a dificuldade de a economia retomar o seu caminho de crescimento após a política severa de combate ao coronavírus também leva a uma forte depreciação da moeda local, com o governo se vendo obrigado a sustentar as políticas fiscais e monetárias de estímulos em um momento em que o Banco Central Europeu e o Fed aceleram o passo para controlar a inflação galopante.
A elevação dos juros nos Estados Unidos também afeta o Japão, onde o banco central vem tentando manter a sua curva de juros sob controle ao estimular uma elevação nos preços. Com o Fed elevando a taxa básica para o campo dos 4%, os títulos do Tesouro americano são muito mais atrativos para os investidores, pressionando uma nova queda do iene.
*Com informações da Business Insider
REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS
Depois de lucrar com a alta do Ibovespa, tubarões se protegem no mercado, de olho em eleição mais acirrada
23 de outubro de 2026 - 17:53MERCADO DE FIIs
Fundo imobiliário ALZR11 vai ao mercado em busca de até R$ 530,5 milhões; veja os detalhes
23 de outubro de 2026 - 14:28SMALL CAPS EM ALTA
10 small caps que saltaram mais de 50% em outubro e lideram rali histórico na bolsa
23 de outubro de 2026 - 13:13NOVAS VITRINES
Allos (ALOS3) mira gestão de fundos imobiliários e vende fatias de shoppings à Kinea; confira os detalhes da parceria
23 de outubro de 2026 - 12:30AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU
SpaceX salta 10% após balanço, mas duas linhas do resultado servem para manter investidores ‘com os pés no chão’, diz BTG
21 de outubro de 2026 - 11:17É COMPRA
XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
20 de outubro de 2026 - 15:07ESG
B3 realiza 2ª edição de toque de campainha dedicado à filantropia para levar a causa para dentro das empresas
20 de outubro de 2026 - 13:32DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO
“O investidor trocou Vale por Petrobras”: a combinação que faz a mineradora perder R$ 24 bilhões enquanto o Ibovespa festeja
20 de outubro de 2026 - 10:29FOME RENOVADA