O fim de um sonho: mercado reavalia fala de Powell e dólar supera os R$ 5,00. Euro sobe e vale R$ 5,29; confira o que movimentou o câmbio nesta quinta-feira
O otimismo com a fala de Powell logo foi substituído pelo receio de que a demora em apertar o passo do aperto monetário acabe resultando em medidas ainda mais drásticas

Se ontem o dólar respondeu bem ao pronunciamento do presidente do Fed, Jerome Powell, que afastava a possibilidade de aplicar doses de 0,75 p.p no juro para conter a inflação nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (05), a história foi outra.
Ao final do pregão, o dólar valia R$ 5,0165, valorização de 2,30%. O euro ganhou força frente ao real e vale R$ 5,2978, alta de 1,93%.
O que movimentou o dólar por aqui
No Brasil, o Copom não surpreendeu ao anunciar mais uma alta na taxa Selic, desta vez de 1 p.p, o que elevou o juro na economia brasileira para os 12,75%. Mesmo assim, o cenário tem dificultado a missão da autoridade monetária de planejar o fim do aperto monetário, o que serve de combustível para as apostas dos investidores em um juro mais alto ao final do ano.
Segundo o comunicado do BC: “Para a próxima reunião, o comitê antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude. O comitê nota que a elevada incerteza da atual conjuntura, além do estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demandam cautela adicional em sua atuação".
Com tudo isso acontecendo, os juros por aqui inverteram o sinal do pregão de quarta-feira, quando fecharam nas mínimas e passaram o dia inteiro no território das altas.
Durante o dia, o dólar operou no intervalo entre R$ 5,0584 e R$ 4,9335. O euro registrou máxima de R$ 5,3124 e mínima de R$ 5,1895.
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E lá fora
Fora do Brasil, ganhou força a percepção de que a autoridade monetária norte-americana não conseguirá enfrentar a inflação adequadamente sem apertar o passo e aumentar o ritmo dos aumentos na taxa de juro.
Com isso, a demanda por ativos de risco sofre e, de maneira geral, as bolsas pelo mundo acabaram tendo um dia ruim com a expectativa de que o dinheiro fique mais caro daqui para frente.
Expectativa que só se confirmou com a decisão do Banco da Inglaterra (BoE) em elevar a taxa básica por lá em 0,25 p.p, o que resultará em uma taxa de 1% ao ano. A sequência de quatro aumentos já levou o juro por lá ao maior nível desde 2009.
E, ainda por cima, a autoridade monetária britânica já enxerga no horizonte uma recessão se desenhando. A expectativa por lá é de que o PIB deva encolher 0,25% em 2023, depois de crescer 3,75% neste ano.
Neste cenário, o DXY, índice que compara o dólar a seus pares, com especial ênfase para o euro, passou o dia registrando avanços.
Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados para acompanhar o desempenho de bolsa, dólar e juros hoje. Confira também o fechamento dos principais contratos de DI:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,24% | 13,01% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,33% | 11,97% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 12,18% | 11,83% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 12,18% | 11,81% |
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