Destaques da bolsa: com dólar a R$ 5,08, Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) despencam; Suzano (SUZB3) e exportadoras sobem
Com o dólar se aproximando da barreira de R$ 5,10, empresas com dívida denominada na moeda americana e com custos dolarizados são as que mais sofrem; por outro lado, exportadoras ganham um impulso

O mês de maio começou com uma forte aversão ao risco por parte dos investidores globais, numa continuidade do movimento visto em abril. Como resultado, o Ibovespa despenca e o dólar sobe mais de 2% nesta segunda (2), indo a R$ 5,08 na máxima do dia. E, num ambiente de câmbio pressionado, as ações de exportadoras — como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) — são os destaques da bolsa; na ponta oposta, as companhias aéreas caem forte.
São poucos os integrantes do Ibovespa que conseguem se sustentar no campo positivo neste início de semana. Há dois pontos fora da curva: GPA ON (PCAR3), em alta de mais de 5%, e Braskem PNA (BRKM5), com ganhos de 2%, sobem na esteira do noticiário corporativo — possíveis movimentações na base acionária das duas empresas dão força aos seus ativos nesta sessão turbulenta.
Fora esses dois casos, destaque para as já citadas Suzano e Klabin: as gigantes do setor de papel e celulose obtém uma fatia relevante de suas receitas com as vendas ao exterior e, assim, o dólar forte implica em um desempenho financeiro mais robusto — o que dá força às ações na bolsa.
Vale lembrar, ainda, que as ações de Suzano e Klabin acumulam um desempenho relativamente tímido nos últimos meses — por mais que a celulose esteja nas máximas, o setor como um todo enfrenta alguma desconfiança por parte dos investidores. Sendo assim, os preços descontados de SUZB3 e KLBN11 são um motivador extra para o pregão de dólar em alta.
Minerva (BEEF3), outra exportadora, também aparece no campo positivo, embora com ganhos pouco expressivos — a empresa foi incluída na carteira de small caps do BTG Pactual. Por fim, TIM (TIMS3) também mostra uma ligeira alta, em meio à recomendação de compra emitida pelo JP Morgan.
Veja abaixo as maiores altas do Ibovespa nesta segunda (2):
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| Ativo | Código | Variação | Cotação (em R$) |
| GPA ON | PCAR3 | +5,41% | 21,43 |
| Braskem PNA | BRKM5 | +2,44% | 41,18 |
| Suzano ON | SUZB3 | +1,57% | 50,41 |
| Hapvida ON | HAPV3 | +0,46% | 8,81 |
| Klabin units | KLBN11 | +0,43% | 20,84 |
[captacao]
Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4): destaques negativos da bolsa
Entre as maiores baixas do Ibovespa, destaque para Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4): as ações caem perto de 8% hoje, também respondendo à forte valorização do dólar. O xis da questão para essas empresas é o perfil da dívida: mais de 80% do endividamento bruto está denominado na moeda americana.
Ou seja: o dólar forte causa um efeito multiplicador no saldo do endividamento das companhias aéreas, quando convertido para o real. Além disso, há uma pressão extra na linha de custos: o combustível de aviação (QAV), a manutenção e o leasing das aeronaves também estão expostos ao câmbio.
Confira as cinco ações de pior desempenho do Ibovespa neste início de semana:
| Ativo | Código | Variação | Cotação (em R$) |
| Azul PN | AZUL4 | -8,51% | 20,08 |
| Banco Pan PN | BPAN4 | -8,01% | 8,61 |
| Gol PN | GOLL4 | -7,76% | 14,04 |
| 3R Petroleum ON | RRRP3 | -6,40% | 43,26 |
| Eletrobras PNB | ELET6 | -6,05% | 37,65 |
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