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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

DESTAQUE DO DIA

Braskem (BRKM5) dispara após novos rumores de venda da participação da Novonor na companhia

Os rumores sobre a possibilidade de desembarque podem até não ser novidade, mas as últimas notícias veiculadas pela imprensa reacendem o otimismo do mercado.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
7 de abril de 2022
15:07 - atualizado às 0:10
Vista da então nova unidade da Braskem Petroquímica, em Paulínia, São Paulo. Petrobras (PETR3 e PETR4) e Novonor são as principais acionistas da Braskem (BRKM5) | Dividendos
Braskem (BRKM5) - Imagem: Estadão Conteúdo/Alex Silva

Não é novidade que a Novonor (ex-Odebrecht) e a Petrobras (PETR4) procuram se desfazer de suas posições relevantes na petroquímica Braskem (BRKM5), cada uma delas por uma razão particular. A saga de “quem vai ficar com a Braskem” se arrasta desde, pelo menos, 2019. 

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No caso da Novonor, a companhia precisa levantar caixa para cumprir com as obrigações impostas pelo seu processo de recuperação judicial. Já a Petrobras incluiu a petroquímica em seu plano de desinvestimentos e busca seguir com apenas ativos estratégicos em seu portfólio. 

Os rumores sobre a possibilidade de desembarque das duas empresas podem até não ser novidade, mas as últimas notícias veiculadas pela imprensa reacendem o otimismo do mercado. 

Segundo o Valor Econômico, a gestora Apollo Capital fez uma oferta de R$ 44,57 por ação para a Novonor, que atualmente é dona de 38,8% da Braskem — a operação, assim, poderia movimentar mais de R$ 13 bilhões.

A operação, por meio de um fundo de private equity, é diferente das que vinham sendo estudadas em um passado recente, quando chegou a se levantar a hipótese de oferta secundária diretamente na B3, mas não houve consenso sobre o valor pedido pelos ativos. 

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O mercado se animou com a novidade. As ações PNA da Braskem (BRKM5) fecharam o dia com alta de 6,96% nesta quinta-feira, a R$ 45,49, e lideraram a ponta positiva do Ibovespa. 

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O que diz a Braskem

A petroquímica já se pronunciou sobre os rumores e disse que não faz parte das discussões com possíveis compradores das fatias detidas pelos seus dois maiores acionistas, mas que cobrou esclarecimentos. 

A Novonor respondeu que segue em busca de alienação da sua participação como já havia sido anteriormente notificado à Braskem e que está avaliando alternativas estratégicas. No entanto, a empresa destaca que "não houve evolução material em qualquer alternativa e tampouco existem decisões tomadas".

A Petrobras também confirmou que a Braskem faz parte da carteira de ativos à venda, mas que não está estruturando nenhuma operação de venda no mercado privado. 

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E a animação do mercado?

O mercado financeiro segue animado com a possibilidade de venda da fatia da Novonor no mercado privado. Para Heitor Martins, especialista em renda variável na Nexgen Capital, a decisão pode deixar os investidores mais confortáveis, já que deve levar a uma melhoria da governança corporativa com relação aos acionistas hoje envolvidos. 

Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, aponta que a disputa pela Braskem no mercado privado mostra que os ativos têm sim muita qualidade. Além disso, o novo acionista deve ter participação ativa na tomada de decisões e gestão da empresa, o que traz uma maior confiança aos investidores e acionistas minoritários.

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