Braskem (BRKM5) dispara após novos rumores de venda da participação da Novonor na companhia
Os rumores sobre a possibilidade de desembarque podem até não ser novidade, mas as últimas notícias veiculadas pela imprensa reacendem o otimismo do mercado.

Não é novidade que a Novonor (ex-Odebrecht) e a Petrobras (PETR4) procuram se desfazer de suas posições relevantes na petroquímica Braskem (BRKM5), cada uma delas por uma razão particular. A saga de “quem vai ficar com a Braskem” se arrasta desde, pelo menos, 2019.
No caso da Novonor, a companhia precisa levantar caixa para cumprir com as obrigações impostas pelo seu processo de recuperação judicial. Já a Petrobras incluiu a petroquímica em seu plano de desinvestimentos e busca seguir com apenas ativos estratégicos em seu portfólio.
Os rumores sobre a possibilidade de desembarque das duas empresas podem até não ser novidade, mas as últimas notícias veiculadas pela imprensa reacendem o otimismo do mercado.
Segundo o Valor Econômico, a gestora Apollo Capital fez uma oferta de R$ 44,57 por ação para a Novonor, que atualmente é dona de 38,8% da Braskem — a operação, assim, poderia movimentar mais de R$ 13 bilhões.
A operação, por meio de um fundo de private equity, é diferente das que vinham sendo estudadas em um passado recente, quando chegou a se levantar a hipótese de oferta secundária diretamente na B3, mas não houve consenso sobre o valor pedido pelos ativos.
O mercado se animou com a novidade. As ações PNA da Braskem (BRKM5) fecharam o dia com alta de 6,96% nesta quinta-feira, a R$ 45,49, e lideraram a ponta positiva do Ibovespa.
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O que diz a Braskem
A petroquímica já se pronunciou sobre os rumores e disse que não faz parte das discussões com possíveis compradores das fatias detidas pelos seus dois maiores acionistas, mas que cobrou esclarecimentos.
A Novonor respondeu que segue em busca de alienação da sua participação como já havia sido anteriormente notificado à Braskem e que está avaliando alternativas estratégicas. No entanto, a empresa destaca que "não houve evolução material em qualquer alternativa e tampouco existem decisões tomadas".
A Petrobras também confirmou que a Braskem faz parte da carteira de ativos à venda, mas que não está estruturando nenhuma operação de venda no mercado privado.
E a animação do mercado?
O mercado financeiro segue animado com a possibilidade de venda da fatia da Novonor no mercado privado. Para Heitor Martins, especialista em renda variável na Nexgen Capital, a decisão pode deixar os investidores mais confortáveis, já que deve levar a uma melhoria da governança corporativa com relação aos acionistas hoje envolvidos.
Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, aponta que a disputa pela Braskem no mercado privado mostra que os ativos têm sim muita qualidade. Além disso, o novo acionista deve ter participação ativa na tomada de decisões e gestão da empresa, o que traz uma maior confiança aos investidores e acionistas minoritários.
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