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Objetivo da BR Properties é amortizar todas as emissões e transformar posição de dívida líquida em uma situação de caixa líquido
A BR Properties (BRPR3) acaba de encher seus cofres com metade do montante previsto no acordo por meio do qual vendeu 80% de seu portfólio imobiliário para o fundo canadense Brookfield. E já usou uma boa parte do dinheiro para amortizar sua dívida.
A BR Properties anunciou na noite de ontem o recebimento de R$ 2,92 bilhões.
O valor é referente à parcela inicial de seis dos 12 imóveis comprados pela Brookfield.
Um desses imóveis é a Torre B do JK Iguatemi, o mais famoso item do portfólio adquirido pelo fundo canadense.
Parte do valor recebido pela BR Properties nem bem esquentou a cadeira na conta e já saiu.
A companhia informou ter utilizado R$ 1,17 bilhão para quitar integralmente o saldo devedor de três emissões de debêntures e de cédulas de crédito imobiliário (CCIs) lastreadas no bloco B do JK Iguatemi.
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Afinal, ao mesmo tempo em que pretende distribuir parte dos recursos a seus acionistas e reduzir seu capital social, a prioridade da BR Properties é amortizar todas as emissões de dívidas, transformando a posição de dívida líquida em uma de caixa líquido.
Agora a empresa parece bem próxima de atingir esse objetivo. Antes da operação, a BR Properties tinha cerca de R$ 2,15 bilhões em endividamento líquido e R$ 860 milhões em caixa.
Pelo acordo com a Brookfield, a BR Properties ainda tem quase R$ 3 bilhões a receber.
De acordo com os termos da negociação, a companhia receberia 70% da soma total no fechamento da aquisição de cada um dos imóveis.
Os 30% restantes serão pagos no prazo de 12 meses após a data de cada fechamento.
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
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