Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ainda faz sentido se expor à Bolsa americana? Inflação e alta dos juros desafiam busca por novos recordes em 2022

Apesar das incertezas relacionadas à pandemia e à inflação, índices de ações dos EUA renovaram recordes dezenas de vezes ao longo de 2021

4 de janeiro de 2022
7:13 - atualizado às 9:09
Estátua do touro de Wall Street representando a alta das bolsas de hoje
Estátua de touro em Wall Street, Nova York, simboliza o "bull market" - Imagem: Shutterstock

Diferentemente do que aconteceu com as ações brasileiras, o mercado americano não cansou de bater recordes no ano passado. Setenta foi o número de vezes que o S&P 500 fechou em sua máxima histórica ao longo de 2021, um sinal da capacidade consistente do mercado de continuar pressionando, apesar da incerteza significativa sobre os aumentos de preços e o coronavírus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Exemplo caricato da alta vivida pelas ações americanas é a Apple, que encostou brevemente ao longo do pregão de ontem no valor de mercado de US$ 3 trilhões, sendo a primeira empresa a ostentar tal marca.

O clube do trilhão

Trata-se de um número surpreendente, considerando que toda a capitalização de mercado do S&P 500 é de aproximadamente US$ 38,7 trilhões. Assim, as ações da Apple agora representam cerca de 8% do benchmark.

O marco ocorre menos de um ano e meio desde a ultrapassagem do nível de US$ 2 trilhões e menos de quatro anos após atingir US$ 1 trilhão. Não muito atrás da Apple está a Microsoft, que vale cerca de US$ 2,6 trilhões. Alphabet e Amazon são as próximas da fila, ambas com valuations acima de US$ 1 trilhão.

O que pode dar errrado?

Com tamanha robustez do índice e de alguns nomes específicos, que em grande parte sustentam a alta, muitos se perguntam se em 2022 teremos mais um ano bom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O grande desafio? A inflação e o aperto monetário ao redor do mundo.

Leia Também

O risco inflacionário

A inflação talvez seja a maior preocupação econômica do ano, uma vez que muitos já não confiam no que estão escutando de membros dos bancos centrais.

Nos EUA, por exemplo, no início de 2021, a previsão era que os americanos fechariam o ano com inflação de 2%, mas, em vez disso, ficou perto de 7%, forçando a expectativa de três altas de juros já em 2022.

Pelo menos até agora, porém, a inflação de 2021 não resultou no descontrole de preços da década de 1970, ou no alto desemprego da década de 1930. De todo modo, o maior risco é que as expectativas sobre a inflação continuem subindo e, quanto mais aumentam, mais difícil é administrar essas expectativas, assim como aconteceu com o Brasil. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Notadamente, deveremos ver uma desaceleração gradual da inflação ao longo de 2022; mesmo assim, o aperto monetário decorrente deste movimento não será brincadeira.

O aperto monetário

Brevemente, as autoridades monetárias elevam os juros para combater a alta dos preços, que gera instabilidade. Existem algumas consequências negativas que podem surgir se os bancos centrais deixarem de reagir de forma adequada ao atual aumento da inflação.

Se o banco for forçado a movimentos de política monetária mais extremos, valuations elevados podem sofrer. Por isso, se hoje precificamos três altas de juros ao longo do ano, eventuais mudanças podem ter efeito sobre as ações.

Se o aperto monetário americano de 2013 serve de exemplo, até podemos observar uma correção dos preços, mas que acabou sendo seguida por fortes ganhos para as ações. Após os comentários de Ben Bernanke em maio de 2013, as ações caíram 5,8% no mês seguinte, mas, no restante daquele ano, o mercado subiu 17,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No fim do dia, um aumento real das taxas de juros seria um sinal de um desenvolvimento positivo em termos de onde estamos no ciclo econômico, principalmente se continuarmos a verificar aprimoramentos no mercado de trabalho lá fora.

Outros riscos

Outro desdobramento negativo de mais inflação e mais juros?

Menor crescimento econômico, que, por sua vez, machuca os lucros das empresas e, subsequentemente, a performance de seus ativos. Aqui, o pior de todos os cenários é a estagflação, contexto que entendo ser pouco provável nos EUA, ainda que seja uma realidade para o Brasil.

Existem também outros fatores macroeconômicos, como restrições renovadas contra a pandemia, a exemplo da política de Covid zero na China, país que impulsionou cerca de 30% do crescimento global na última década.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não tem nada positivo?

Vale reforçar, entretanto, que ainda se espera um crescimento robusto para 2022 nos EUA, da ordem de 3,5% no ano, mas mudanças de rumos, em especial na política monetária, pode ter um efeito devastador.

Adicionalmente, apesar da grande possibilidade de aumento dos juros, os custos dos empréstimos ainda estão extremamente baixos para os padrões históricos.

Claro, não teremos mais os apoios gigantescos do Fed para nos ajudar, mas isso não necessariamente é o fim do mundo. Se os lucros corporativos seguirem crescendo, o resultado líquido poderá ser positivo para mais um ano de alta para a Bolsa dos EUA.

A volatilidade fará parte do cardápio, sem dúvidas, principalmente em meio às remoções de estímulos por parte do Fed. Mas estamos longe do fim do mundo, provavelmente. Algumas grandes instituições financeiras, como o Credit Suisse, por exemplo, projetam um S&P 500 na casa de 5.200, cerca de 9% acima de onde terminou em 2021, enquanto o Morgan Stanley espera uma alta de 5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ideia é que isso represente um ganho saudável, em linha com o crescimento dos lucros.

Logo, para termos certeza, não podemos deixar de acompanhar em 2022:

  • as temporadas de resultados, para confirmamos o crescimento dos lucros;
  • o nível de inflação, de modo a identificarmos eventuais picos de preço;
  • as sinalizações dos Bancos Centrais, em especial do Federal Reserve;
  • o grau de contágio e de mortalidade da Covid-19; e
  • as eleições de meio de mandato, que poderá acarretar perdas para Joe Biden.

Se conseguirmos monitorar os cinco pontos acima com responsabilidade, entendo haver espaço para exposição na Bolsa americana, principalmente se o leitor ainda não estiver investido. Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Veja também - criptomoedas que podem te fazer lucrar com o metaverso em 2022

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia