🔴 CHANCE DE MULTIPLICAR O INVESTIMENTO EM ATÉ 14,5X EM 8 DIAS? ENTENDA A PROPOSTA

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Juros em alta

Rumo aos 6% + IPCA? Taxas do Tesouro Direto sobem forte após Copom, e títulos atrelados à inflação já pagam mais de 5,5% a.a. de juro real

Com alta da Selic para 7,75%, juros futuros dispararam nesta quinta, fazendo taxas do Tesouro Direto subirem ainda mais

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
28 de outubro de 2021
14:48 - atualizado às 15:25
moedas de real empilhadas
Para quem vai levar ao vencimento, títulos prefixados e atrelados à inflação estão pagando bem. - Imagem: Shutterstock

O retorno da lendária rentabilidade de 6% ao ano mais IPCA no Tesouro Direto pode estar mais próximo. Com o ajuste nos juros futuros após a reunião de ontem do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), em que a autoridade subiu a Selic em 1,5 ponto percentual, as taxas dos títulos públicos subiram forte nesta quinta-feira (28).

A alta mais intensa foi vista nos juros mais curtos, mas os juros longos também subiram. Assim, os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação de prazos menores estão remunerando a mesma coisa ou até mais do que papéis de prazos maiores.

Agora, todos os prefixados - aqueles que pagam uma taxa nominal já conhecida no ato do investimento - estão remunerando acima de 12% ao ano. Já os títulos atrelados à inflação (NTN-B), que pagam um juro prefixado mais a variação do IPCA, já estão pagando, em todos os vencimentos, mais de 5,5% ao ano + IPCA.

Veja a rentabilidade no vencimento para quem comprar um título desses hoje:

TítuloRentabilidade anual
Tesouro Prefixado 202412,38%
Tesouro Prefixado 202612,30%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203112,25%
Tesouro IPCA+ 20265,58% + IPCA
Tesouro IPCA+ 20355,57% + IPCA
Tesouro IPCA+ 20455,57% + IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20305,58% + IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20405,57% + IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20555,61% + IPCA
Fonte: Tesouro Direto

Repare que os títulos mais curtos estão agora bem mais atrativos. Dos papéis à venda no Tesouro Direto atualmente, o prefixado mais rentável é o de vencimento em julho de 2024, um prazo de menos de três anos para ganhar 12,38% ao ano.

Já entre as NTN-B, o Tesouro IPCA+ 2026 está pagando mais que todos os vencimentos maiores, com exceção do 2055, o mais longo disponível atualmente.

Os juros futuros disparam aparentemente por conta de dois fatores principais: insucesso do Banco Central em ancorar as expectativas do mercado no seu comunicado pós-reunião do Copom, ao não adotar um tom duro o suficiente contra a inflação; e notícias de que o governo poderia estender o pagamento do auxílio emergencial, caso o drible no teto de gastos incluído na PEC dos precatórios não seja aprovado no Congresso, que possibilitaria o Auxílio Brasil de R$ 400.

Vale a pena comprar?

O investimento em títulos prefixados e atrelados à inflação é arriscado neste momento, devido à alta volatilidade no mercado de juros, que não deve arrefecer tão cedo.

Ela foi desencadeada pelo recente drible do governo no teto de gastos, mas mesmo antes as pressões inflacionárias já vinham fazendo os juros futuros subirem. E no ano que vem ainda tem eleição, um evento que costuma pressionar bastante o mercado de juros.

A questão é que títulos prefixados e atrelados à inflação tendem a se desvalorizar quando os juros futuros - e, consequentemente, as suas taxas - sobem. Isso faz com que, ao ser marcada a mercado, a carteira de títulos do investidor manifeste uma desvalorização, que, no entanto, só é realizada caso o investidor venda o título antes do vencimento em um desses momentos negativos de mercado.

Em adição a isso, com a Selic em alta é possível que as taxas desses títulos subam ainda mais num futuro próximo. Em outras palavras, a volatilidade será para cima, enquanto a dos preços desses papéis será para baixo!

Nesse sentido, uma pedida que tende a ser bastante rentável e com risco muito menor, inclusive para quem vender antecipadamente, é o Tesouro Selic, título público que paga a variação da Selic mais uma pequena taxa.

Também é um bom momento para investir em CDBs, LCIs e LCAs com rentabilidade indexada ao CDI, que contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança. Em todos esses casos, a rentabilidade tende a subir conforme a taxa básica se eleva.

Por outro lado, se você conseguir vencer a dor de barriga que é olhar para os altos de baixos da sua carteira de pré e NTN-B e ficar com os títulos até o vencimento, você vai receber exatamente a rentabilidade contratada no ato da compra.

Ou seja, ao adquirir um título prefixado ou atrelado à inflação hoje, você garante, pelos próximos anos, uma rentabilidade nominal superior a 12% ao ano ou um retorno de mais de 5,5% ao ano acima da inflação.

Para todos os efeitos, são ótimas rentabilidades para se receber por anos com o menor risco do mercado, que é a garantia do governo federal. Retornos reais próximos de 6% ao ano são, historicamente, muito atrativos no Brasil pós-Real.

Assim, se você tem a perspectiva de ficar com os títulos até o vencimento, uma boa alternativa é ir comprando aos poucos, garantindo retornos interessantes para os próximos anos, e podendo lucrar com a valorização lá na frente, caso a saúde fiscal do país se restabeleça e os juros futuros tornem a cair. Nesse caso, você "antecipará" sua remuneração futura e poderá até realizar o ganho, vendendo os papéis.

Lembrando que os papéis atrelados à inflação são menos arriscados que os prefixados, pois oferecem essa garantia de preservação do poder de compra diante da alta dos preços.

Compartilhe

DEU RUIM!

Powell derruba as bolsas mundo afora ao dar um alerta que o mercado não queria ouvir — veja o recado do presidente do Fed em Jackson Hole

26 de agosto de 2022 - 12:26

O tão aguardado discurso do chefão do maior banco central do mundo aconteceu depois da divulgação de dados que mostraram que a inflação perdeu força nos EUA e, ainda assim, os investidores não gostaram do que ouviram; entenda por quê

Ajuste na carteira

De olho no fim da alta dos juros, Itaú BBA recomenda menos prefixados curtos e mais Tesouro IPCA+ 2035 no Tesouro Direto

11 de agosto de 2022 - 13:25

Após rali recente dos prefixados, banco sugere venda para realizar ganhos e compra de papéis mais longos

Eles estão indo bem!

Tesouro Direto: títulos preferidos de analistas e gestores têm alta no ano e vivem rali – e ainda há espaço para mais

8 de agosto de 2022 - 6:30

Para além do Tesouro Selic, prefixados e Tesouro IPCA+ de prazos curtos estão se saindo bem de forma talvez até meio surpreendente – mas tem explicação!

aperte o play!

Onde investir com o fim da alta dos juros no Brasil: com a Selic chegando ao topo, é hora de mudar algo na carteira?

6 de agosto de 2022 - 7:00

No podcast Touros e Ursos da semana, o debate é sobre como ajustar a carteira de investimentos ao fim do ciclo de alta dos juros, que se já não chegou, está realmente muito perto

JUROS (AINDA) MAIS ALTOS

Copom eleva a Selic em mais meio ponto, a 13,75%, e avisa os passageiros: o avião dos juros está quase em altitude de cruzeiro

3 de agosto de 2022 - 18:35

Conforme projetado pelo mercado, a Selic chegou a 13,75% ao ano; veja os detalhes da decisão de juros do Copom

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O ciclo de alta da Selic está perto do fim – e existe um título com o qual é difícil perder dinheiro mesmo se o juro começar a cair

2 de agosto de 2022 - 5:58

Quando o juro cair, o investidor ganha porque a curva arrefeceu; se não, a inflação vai ser alta o bastante para mais do que compensar novas altas

Também tem risco!

Melhor momento para investir em renda fixa ainda está por vir – mas convém evitar emissores desses setores

28 de julho de 2022 - 21:02

Ulisses Nehmi, da Sparta, e Marcelo Urbano, da Augme, gestoras especializadas em crédito privado, falam das perspectivas para a renda fixa e os setores mais promissores ou arriscados

Insights Assimétricos

O Fed entre os juros e a inflação: por que estamos na semana mais importante de julho?

26 de julho de 2022 - 7:11

O Federal Reserve (Fed) se vê entre a cruz e a espada: subir juros de um jeito agressivo e afetar a economia, ou deixar a inflação alta?

APERTO MONETÁRIO

Surpresa #sqn: Por que o Banco Central Europeu não pega o mercado desprevenido nem mesmo quando surpreende

21 de julho de 2022 - 11:34

BCE elevou a taxa de juro mais do que vinha antecipando; em compensação, lançou um programa de compra de títulos para evitar a chamada ‘fragmentação’

TREASURIES NA BERLINDA

Por que a China e o Japão estão se desfazendo – em grande escala – de títulos do Tesouro do Estados Unidos

20 de julho de 2022 - 14:30

Volume de Treasuries em poder da China e do Japão estão nos níveis mais baixos em anos com alta da inflação e aumento dos juros nos EUA

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar