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Crise social

Taxa de desemprego fica em 14,2% e população desalentada cresce, diz Pnad Contínua

Confira os destaques da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) sobre desemprego, desalento, subutilização e massa salarial

Imagem: Shutterstock

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 14,2% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Em igual período de 2020, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 11,2%. No trimestre até dezembro de 2020, a taxa de desocupação estava em 13,9%. A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.521 no trimestre encerrado em janeiro.

O resultado representa alta de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 211,432 bilhões no trimestre até janeiro, queda de 6,9% ante igual período do ano anterior.

Confira outros destaques da pesquisa:

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Desalento

Ainda segundo a Pnad Contínua, o Brasil alcançou um recorde de 5,902 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em janeiro. Isso significa um aumento de 133 mil desalentados em relação ao trimestre encerrado em outubro, um aumento de 2,3%. Em um ano, 1,204 milhão de pessoas a mais caíram em situação de desalento, alta de 25,6%.

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A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

Subutilizados

No trimestre terminado em janeiro de 2021, faltou trabalho para 32,380 milhões de pessoas no País, segundo o IBGE. A taxa composta de subutilização da força de trabalho desceu de 29,5% no trimestre até outubro para 29,0% no trimestre até janeiro.

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O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até janeiro de 2020, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 23,2%.

A população subutilizada caiu 0,5% ante o trimestre até outubro, 168 mil pessoas a menos. Em relação ao trimestre até janeiro de 2020, houve um avanço de 22,7%, mais 5,990 milhões de pessoas.

A taxa de desocupação saiu de 14,3% no trimestre até outubro para 14,2% no trimestre até janeiro, maior patamar para trimestres encerrados em janeiro dentro da série histórica iniciada em 2012.

Massa de salários

A massa de salários em circulação na economia encolheu R$ 15,677 bilhões no período de um ano, para R$ 211,432 bilhões, uma queda de 6,9% no trimestre encerrado em janeiro em relação ao mesmo período de 2020.

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Na comparação com o trimestre terminado em outubro, a massa de renda real caiu 0,9%, com R$ 2,018 bilhões a menos, segundo o IBGE.

O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve queda de 2,9% na comparação com o trimestre até outubro, R$ 76 a menos. Em relação ao trimestre encerrado em janeiro do ano passado, a renda média subiu 2,2%, R$ 54 a mais, para R$ 2.521.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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