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Depois de uma semana positiva para o mercado cripto, a liquidação de contratos e apagão em uma fazenda de mineração na China mexeu com o preço das moedas
Na semana passada, o aumento da exposição de grandes instituições financeiras ao Bitcoin e o lançamento do IPO da Coinbase na bolsa americana Nasdaq fizeram o preço da principal criptomoeda do mercado disparar para US$ 65 mil, ou R$ 361 mil.
Mas saiu para descansar e voltou a consultar o mercado cripto certamente se assustou com o que viu.
Em 24 horas, o preço do bitcoin caiu mais de US$ 10 mil, o que fez o valor de capitalização de todas as criptomoedas do mundo cair US$ 310 bilhões. Isso fez o mercado cripto encolher de US$ 2,2 trilhões para US$ 1,9 trilhão, de acordo com dados do CoinMarketCap.
Por volta das 13h30, o Bitcoin estava cotado a US$ 55,175.23, uma queda de 8,18% no acumulado dos últimos sete dias.
Mas o que aconteceu para esse crash das criptomoedas, que para os mais alarmistas está sendo comparado à substancial queda no preço do bitcoin de 2017?
Tudo começou em 10 de abril deste ano. Uma mina de carvão explodiu na província de Xinjiang, na China, e cortou a energia elétrica da região. Mas outra mina também foi paralisada: uma gigantesca fazenda de mineração de bitcoins.
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A China é responsável por boa parte das fazendas de mineração do mundo, sendo responsável por 65% do hashrate da rede de bitcoins. O hashrate é a taxa de mineração, que coloca novos bitcoins no mercado e valida toda a rede da criptomoeda. Você pode entender mais sobre mineração clicando aqui.
Essa paralisação culminou em um movimento de liquidação de contratos por parte dos investidores. Essa corrida para "ver quem perde menos" pode ser vista no gráfico:

O especialista em bitcoin e ex-colaborador da Forbes, Willy Woo, afirmou que "Preço e taxa de hash sempre foram correlacionados". Ele ainda lembrou do flash crash que ocorreu em 2017, e disse que, assim que o hashrate voltar ao normal, o preço do bitcoin também voltará aos mesmos patamares.
O mercado das criptomoedas ainda é muito recente, se compararmos com outros investimentos mais tradicionais. Por isso, está sujeito a maior volatilidade, tanto para subir quanto para descer. O que ocorreu com o Dogecoin semana passada, com um aumento de mais de 500% no seu valor, é um exemplo disso.
Projetos considerados mais sólidos no ramo das criptomoedas, como o próprio bitcoin, mas também o ethereum e binancecoin, podem passar por essas instabilidades mas, para analistas, eles mantêm seu valor no longo prazo.
*Com informações da Forbes
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