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Do recorde de US$ 65 mil até quase zerar os ganhos do ano, temos uma verdadeira jornada do herói, especialmente para o bitcoin, que será o protagonista da nossa história
O novato do mercado de investimentos deu o que falar neste semestre que passou. O bitcoin (BTC) e o criptomercado foram chacoalhados, batidos e mexidos até o limite da imaginação humana.
Do recorde de US$ 65 mil até quase zerar os ganhos do ano, temos uma verdadeira jornada do herói, especialmente para o bitcoin, que será o protagonista da nossa história.
Mas o mercado como um todo também teve seus momentos de glória e queda. As altcoins, moedas alternativas ao bitcoin, viveram um rompante de altseason, uma alta generalizada nas cotações. Alguns saíram com ganhos, enquanto outros…
Este texto faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no segundo semestre de 2021. Eis a lista completa:
Os primeiros seis meses do ano foram marcados por um otimismo sem igual com as criptomoedas. Bruno Milanello, executivo de novos negócios do Mercado Bitcoin, explica que a eleição de Joe Biden e o início dos debates sobre regulamentação do bitcoin animaram os negócios.
A principal moeda do mercado viu seu preço subir até os US$ 65 mil, animada pela listagem da Coinbase na bolsa americana. O próprio bilionário Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou ser um entusiasta e que acreditava na aceitação de criptomoedas pela população geral.
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André Franco, analista de criptomoedas da Empiricus, também lembra que a altseason, o momento de alta nos preços das moedas alternativas ao bitcoin, gerou diversos milionários com as moedas-meme. Quem pode se esquecer do dogecoin movimentando os mercados e valendo mais que a Petrobras?
Mas tudo mudou de uma hora para outra.
O principal ponto que afetou as cotações do bitcoin e do criptomercado foi o início das proibições da China contra os mineradores de criptomoeda. Isso fez a taxa de mineração cair até 50%, o que chegou a ameaçar a segurança da rede.
O preço do bitcoin, então, encostou nos US$ 29 mil e quase zerou os ganhos do ano.
As perspectivas são boas, de acordo com os especialistas. Não apenas Bruno Milanello, mas também Mayra Siqueira, gerente geral da Binance no Brasil, e Sebastian Serrano, CEO da Ripio, acreditam que o bitcoin pode voltar a patamares mais elevados.
Eles destacam que a adoção da moeda por El Salvador deve ser observada de perto. O país centro-americano foi o primeiro do mundo a fazer do bitcoin uma das moedas oficiais, junto com o dólar.
A migração dos mineradores da China também deve ser uma questão superada para os próximos meses. Quem entra na atividade de minerar criptomoedas, em geral, faz um grande investimento inicial, e o retorno pode demorar alguns meses e até anos.
Outros países já sinalizaram que querem receber esses mineradores, como Canadá, Estados Unidos e até mesmo Paraguai e Cazaquistão. Os dois primeiros tentam ganhar competitividade no mercado de mineração, já que a China domina o setor e corresponde a 65% de todo hashrate de mineração do mundo.
Já os demais se interessam porque podem oferecer energia barata, no caso do Paraguai, e estão próximos geograficamente da China, no caso do Cazaquistão.
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Para o próximo semestre, o bitcoin deve ficar mais verde. A rede deve passar a usar mais de 56% de energia renovável para a mineração, de acordo com dados do Bitcoin Mining Council, o que faria cair por terra o mito de que é muito poluente.
Além disso, o segundo semestre deve trazer novos produtos em criptomoedas. Depois dos já conhecidos fundos de índice, como o HASH11, o primeiro ETF de cripto da bolsa brasileira, e o QBTC11, da QR Capital, outros tipos de investimentos devem passar a ser oferecidos, como fundos e outros ativos.
Por fim, a entrada de grandes empresas de tecnologia no mercado cripto deve contribuir para uma alta nos preços. A Microstrategy aproveitou o momento de queda do mercado para comprar mais bitcoins e compor seu portfólio, afirma Bruno Milanello.
Para além de bitcoin e ethereum, existe um vasto mundo de ativos que valem uma certa atenção dos investidores. Vale lembrar que não são indicações de investimento, mas moedas ou tokens nos quais vale a pena ficar de olho para os próximos meses.
O investimento em criptomoedas é extremamente arriscado e os especialistas recomendam cautela antes de colocar o dinheiro em algum projeto.
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