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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

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Onde investir no 2º semestre: bitcoin pode voltar às máximas históricas e puxar mercado de novos projetos

Do recorde de US$ 65 mil até quase zerar os ganhos do ano, temos uma verdadeira jornada do herói, especialmente para o bitcoin, que será o protagonista da nossa história

Renan Sousa
Renan Sousa
7 de julho de 2021
6:03 - atualizado às 1:34
Onde Investir 2021 2º Semestre Capa Bitcoin e Criptomoedas
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O novato do mercado de investimentos deu o que falar neste semestre que passou. O bitcoin (BTC) e o criptomercado foram chacoalhados, batidos e mexidos até o limite da imaginação humana.

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Do recorde de US$ 65 mil até quase zerar os ganhos do ano, temos uma verdadeira jornada do herói, especialmente para o bitcoin, que será o protagonista da nossa história.

Mas o mercado como um todo também teve seus momentos de glória e queda. As altcoins, moedas alternativas ao bitcoin, viveram um rompante de altseason, uma alta generalizada nas cotações. Alguns saíram com ganhos, enquanto outros…

Este texto faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no segundo semestre de 2021. Eis a lista completa:

O semestre que se encerra

Os primeiros seis meses do ano foram marcados por um otimismo sem igual com as criptomoedas. Bruno Milanello, executivo de novos negócios do Mercado Bitcoin, explica que a eleição de Joe Biden e o início dos debates sobre regulamentação do bitcoin animaram os negócios.

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A principal moeda do mercado viu seu preço subir até os US$ 65 mil, animada pela listagem da Coinbase na bolsa americana. O próprio bilionário Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou ser um entusiasta e que acreditava na aceitação de criptomoedas pela população geral.

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André Franco, analista de criptomoedas da Empiricus, também lembra que a altseason, o momento de alta nos preços das moedas alternativas ao bitcoin, gerou diversos milionários com as moedas-meme. Quem pode se esquecer do dogecoin movimentando os mercados e valendo mais que a Petrobras?

Mas tudo mudou de uma hora para outra. 

O principal ponto que afetou as cotações do bitcoin e do criptomercado foi o início das proibições da China contra os mineradores de criptomoeda. Isso fez a taxa de mineração cair até 50%, o que chegou a ameaçar a segurança da rede. 

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O preço do bitcoin, então, encostou nos US$ 29 mil e quase zerou os ganhos do ano. 

O semestre que começa

As perspectivas são boas, de acordo com os especialistas. Não apenas Bruno Milanello, mas também Mayra Siqueira, gerente geral da Binance no Brasil, e Sebastian Serrano, CEO da Ripio, acreditam que o bitcoin pode voltar a patamares mais elevados. 

Eles destacam que a adoção da moeda por El Salvador deve ser observada de perto. O país centro-americano foi o primeiro do mundo a fazer do bitcoin uma das moedas oficiais, junto com o dólar. 

A migração dos mineradores da China também deve ser uma questão superada para os próximos meses. Quem entra na atividade de minerar criptomoedas, em geral, faz um grande investimento inicial, e o retorno pode demorar alguns meses e até anos. 

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Outros países já sinalizaram que querem receber esses mineradores, como Canadá, Estados Unidos e até mesmo Paraguai e Cazaquistão. Os dois primeiros tentam ganhar competitividade no mercado de mineração, já que a China domina o setor e corresponde a 65% de todo hashrate de mineração do mundo

Já os demais se interessam porque podem oferecer energia barata, no caso do Paraguai, e estão próximos geograficamente da China, no caso do Cazaquistão. 

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Energia limpa e big techs

Para o próximo semestre, o bitcoin deve ficar mais verde. A rede deve passar a usar mais de 56% de energia renovável para a mineração, de acordo com dados do Bitcoin Mining Council, o que faria cair por terra o mito de que é muito poluente.

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Além disso, o segundo semestre deve trazer novos produtos em criptomoedas. Depois dos já conhecidos fundos de índice, como o HASH11, o primeiro ETF de cripto da bolsa brasileira, e o QBTC11, da QR Capital, outros tipos de investimentos devem passar a ser oferecidos, como fundos e outros ativos. 

Por fim, a entrada de grandes empresas de tecnologia no mercado cripto deve contribuir para uma alta nos preços. A Microstrategy aproveitou o momento de queda do mercado para comprar mais bitcoins e compor seu portfólio, afirma Bruno Milanello. 

Cereja do bolo: apostas para os próximos meses

Para além de bitcoin e ethereum, existe um vasto mundo de ativos que valem uma certa atenção dos investidores. Vale lembrar que não são indicações de investimento, mas moedas ou tokens nos quais vale a pena ficar de olho para os próximos meses.

O investimento em criptomoedas é extremamente arriscado e os especialistas recomendam cautela antes de colocar o dinheiro em algum projeto.

  • Uniswap (UNI): O principal protocolo para negociação de finanças descentralizadas, as chamadas DeFis, deve ver um crescimento nos próximos meses. As DeFis já acumulam um valor de mercado de US$ 54,07 bilhões e, com a melhora da experiência do usuário, devem ganhar ainda mais popularidade. 
  • Chainlink (LINK): Esse protocolo deve dinamizar ainda mais o uso das finanças descentralizadas. Por meio de um algoritmo de consenso e contratos inteligentes, deve dar ainda mais segurança para as pessoas. As trocas seriam validadas por toda a rede, de maneira quase instantânea. Alguns chamam essa blockchain de “oráculo”, por validar diversos documentos de maneira simultânea e rápida.
  • Chilis (CHZ): Os populares tokens (ou NFTs) de times estão nesta blockchain. O aumento da presença na internet e a popularidade que têm ganhado devem colocar esses ativos em destaque nos próximos meses. As principais corretoras de cripto já contam com tokens colecionáveis de times da NBA e do campeonato brasileiro. 
  • Basic Attention Token (BAT): Essa moeda está conectada ao navegador Brave, que recompensa o usuário pela visualização de anúncios. Quando você assiste a uma propaganda, o navegador já está conectado à sua carteira de cripto e literalmente paga pela sua atenção.
  • Aave (AAVE): Este protocolo busca criar mais opções em cripto, propondo empréstimos e tomadas de crédito por meio de finanças descentralizadas. Dessa forma, quem oferece recebe as taxas de transação e quem recebe tem a garantia de lastro da rede.
  • Axie Infinity (AXS): Esse token faz parte de uma nova possibilidade dos jogos, chamada pay-to-win. Os jogadores avançam no jogo e ganham esses tokens, que podem ser trocados por outras moedas e até moeda fiduciária como dólar ou real.

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