O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

Se o investidor brasileiro é reticente com a Petrobras (PETR3;PETR4), o estrangeiro já tem um olhar diferente. A estatal é uma das ações preferidas de fundos e gestores norte-americanos e britânicos no setor de óleo e gás da América Latina, segundo um relatório do BTG Pactual. A Prio (PRIO3) também está entre as favoritas, ao lado da argentina Vista.
O BTG conduziu conversas com investidores estrangeiros nos Estados Unidos e no Reino Unido sobre o setor de exploração e distribuição de óleo e gás na região.
Parte do avanço recente dessas companhias na bolsa vem da guerra no Oriente Médio, que levou o preço internacional do petróleo a alcançar os três dígitos pela primeira vez em anos. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã fez com que o preço do Brent superasse os US$ 102.
Com isso, as ações da Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3;PETR4) são as maiores altas da bolsa hoje. Por volta das 14h30, as ações da Prio estavam em alta de 5,03%, os papéis ordinários da Petrobras avançavam 4,28%, e os preferenciais, 3,97%. E essas são as preferidas entre os investidores estrangeiros para investir no setor na América Latina.
Petrobras entra com resiliência
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação.
Ainda que os retornos para 2026 sejam tímidos, os investidores norte-americanos estão de olho em 2027 e 2028. Entre eles, a previsão é que a empresa apresente uma geração de caixa e pagamentos de dividendos com retornos de 10% a 15%. A empresa entra entre as preferidas pelo reconhecimento de alta na produção e estabilidade geral.
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A Petrobras ainda não afirmou se irá realizar ajustes diante do aumento internacional do petróleo, já que a companhia não costuma refletir picos ou quedas momentâneas nos seus preços. No entanto, a maior parte dos especialistas acredita que um ajuste, mesmo que marginal, nos preços de combustível já é o suficiente para restaurar a rentabilidade das refinarias.
As eleições também estão no radar: muitos estão segurando as ações de olho em uma possível mudança para um governo mais favorável ao mercado.
Prio: tese de crescimento, mas risco maior
Se a Petrobras tem espaço por sua resiliência, a Prio conquista o lugar de preferência pelo seu potencial. Nos próximos meses, ela deve começar a produção no campo de Wahoo e pode se tornar uma pagadora de dividendos nos próximos trimestres.
Depois de subir mais de 50% só em 2026, e mais de 60% nos últimos 12 meses, surgem dúvidas sobre o potencial da companhia de continuar em alta na bolsa. Mas os atuais programas de recompra de ações e a possibilidade de pagamentos de proventos deixam a ação mais atraente.
"Embora alguns investidores considerem a tese mais arriscada em comparação às empresas onshore (como a Vista), eles estão dispostos a lidar com a volatilidade da produção caso ocorram paradas e acreditam que a companhia continuará encontrando novos projetos rentáveis", diz o relatório.
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