Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras
Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

O petróleo acumula alta de mais de 40% desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã, em 28 de fevereiro. O conflito fez a commodity voltar para a casa dos US$ 100 o barril, o maior nível desde meados de 2022. Neste contexto, a exposição às commodities ganha força como estratégia de proteção de portfólio.
Uma das estratégias para capturar esse movimento recente, segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, é por meio do CMDB11, ETF de commodities do BTG Pactual listado na B3.
O fundo de índice reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities.
Cerca de 40% da carteira do CMDB11 está concentrada em companhias de óleo e gás.
“Na prática, o investidor passa a acessar, em um único ativo listado em bolsa, uma carteira diversificada de empresas exportadoras e geradoras de caixa”, afirma Spiess.
O fundo possui taxa de gestão de 0,50% ao ano, não tem incidência de come-cotas nem IOF e conta com liquidez diária na bolsa.
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“Trata-se de uma forma prática de capturar o potencial de valorização do ciclo de commodities no Brasil”, diz o analista.
O petróleo vai testar novos picos?
A recomendação de Spiess vem em um momento no qual a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio voltou a colocar o petróleo no centro das atenções dos investidores.
A principal preocupação do mercado é a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica.
A interrupção do fluxo na região já é considerada a maior disrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.
“Caso o bloqueio de Ormuz se prolongue, os preços da commodity podem voltar a testar níveis próximos aos picos históricos”, disse Spiess.
Na máxima nominal histórica, o barril do Brent foi cotado a US$ 147,50 – em julho de 2008, auge de uma crise financeira.
De acordo com a analista, diante do cenário de incerteza geopolítica e potencial pressão inflacionária, com a escalada dos preços de energia, a exposição a commodities ganha força como estratégia de proteção de portfólio.
*Com informações do Money Times
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