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A conta do “risco Bolsonaro” para a Petrobras: R$ 100 bilhões

O pregão de 22 de fevereiro de 2021 na B3 será conhecido como aquele em que os preços das ações passaram a refletir o “risco Bolsonaro”. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE As ações da Petrobras derreteram mais de 20% nesta segunda-feira, em reação à decisão do presidente de trocar o comando da […]

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Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O pregão de 22 de fevereiro de 2021 na B3 será conhecido como aquele em que os preços das ações passaram a refletir o “risco Bolsonaro”.

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As ações da Petrobras derreteram mais de 20% nesta segunda-feira, em reação à decisão do presidente de trocar o comando da estatal, insatisfeito com a política de preços dos combustíveis da companhia.

A queda de hoje na bolsa representa uma perda de R$ 73 bilhões no valor de mercado da Petrobras, que se soma aos R$ 28 bilhões de sexta-feira.

Arredondando, temos uma conta de R$ 100 bilhões em apenas dois dias, bem mais do que o governo espera gastar com a volta do pagamento do auxílio emergencial.

A fatura aumentaria ainda mais se incluíssemos as perdas das demais empresas listadas na B3, afetadas indiretamente pelo sentimento de aversão a risco dos investidores com o país.

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E não são apenas aqueles que detêm ações da Petrobras que sentem a ameaça de controle de preços, uma medida que já se provou desastrosa no governo do PT.

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Como a União é a principal acionista da Petrobras, a conta do uso da companhia para outros fins como o controle de preços é dividida com todos os brasileiros.

É claro que as ações podem recuperar parte das perdas dos últimos dias se não houver uma guinada radical na gestão da estatal e o governo mantiver o que restou da política econômica de Paulo Guedes.

Mas é provável que a partir de agora os investidores passem a exigir um desconto maior nos ativos brasileiros para embutir o “risco Bolsonaro”. A Julia Wiltgen acompanhou de perto o pregão tenso na bolsa e traz todos os detalhes para você.

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MERCADOS

 A esmagadora maioria dos analistas que acompanham a Petrobras não gostou nada da decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar o comando da estatal. E vários deles cortaram a recomendação para os papéis com o aumento do risco político.

 E não foi só a Petrobras que sofreu com o “risco Bolsonaro”. As ações do Banco do Brasil e da Eletrobras foram rebaixadas pelo Credit Suisse. Além disso, a Empiricus retirou o BB da lista de ações recomendadas depois de quase seis anos.

 O dólar também disparou com a tensão nos mercados, o que levou o BC a realizar um leilão de US$ 1 bilhão numa tentativa de segurar as cotações da moeda norte-americana e estancar a sangria.

 Nem mesmo o bitcoin escapou do dia ruim nos mercados e caiu nesta segunda-feira, depois do rali impressionante das últimas sessões. A queda de hoje foi atribuída a uma declaração do bilionário Elon Musk.

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CONTEÚDO PATROCINADO
• O Ibovespa azedou com a intervenção do governo na Petrobras, mas a chamada ‘segunda bolsa’ – de criptoativos – seguiu em alta, com ativos subindo até 470% só neste ano e uma moeda com gatilhos de alta superiores ao do bitcoin, na carteira de criptos que já acumula mais de 1200% nos últimos três anos (confira aqui).

EMPRESAS

 Nem só de perdas viveu o mercado financeiro na sessão desta segunda-feira. As ações das Lojas Americanas dispararam quase 20% após o anúncio de que estuda uma fusão há muito aguardada pelos investidores.

 A Cogna avançou nas discussões com a Eleva Educação, empresa apoiada por Jorge Paulo Lemann, para uma troca de ativos. Confira o que está em jogo.

ECONOMIA

 Após o aumento do número de casos e mortes por covid-19 e o fim do auxílio emergencial, a avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro piorou entre o final de 2020 e o início deste ano. Veja os números da pesquisa pesquisa da CNT e Instituto MDA.

OPINIÃO

 E para finalizar essa edição, talvez histórica, do "PetroDay" (sugestão de nome pautado em "Joesley Day"), o Felipe Miranda traz uma análise completa e sem paixões do que esperar para o mercado depois da intervenção na Petrobras. Vale muito a pena a leitura!

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