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Os debates envolvendo a reforma tributária também seguem no radar dos investidores; Confira o que esperar da semana
É dada a largada em mais uma semana! Depois de os bancos movimentarem os negócios, é a vez de outras empresas dos Estados Unidos divulgaram seus balanços a partir desta segunda-feira (19).
Pesos pesados como IBM, Netflix, Coca-Cola, Intel, Twitter e American Express devem divulgar seus dados do segundo trimestre deste ano esta semana (confira mais abaixo na “agenda semanal").
Esses balanços ocorrem em um momento delicado para a economia americana, em meio a uma possível retirada de estímulos por parte do Federal Reserve, o BC americano.
A briga entre Estados Unidos e China pela legislação envolvendo o setor de tecnologia deve ter dado uma trégua ao longo do final de semana. Os americanos lançaram uma nota na última sexta-feira (16) recomendando que empresas sediadas em Hong Kong aumentassem a cautela sobre segurança de dados, o que gerou críticas do governo central de Pequim e um mal estar entre os países.
Já no cenário doméstico, temos a paralisação dos debates envolvendo a reforma do Imposto de Renda em virtude do recesso parlamentar. A CPI da Covid também só deve retomar os trabalhos no final do mês, mas empresários estão otimistas de que Guedes altere alguns pontos da reforma.
E no último dia da semana os investidores devem conhecer a prévia da inflação oficial com a divulgação do IPCA-15 de julho. No mesmo dia, a Hypera Pharma também deve dar a largada na temporada de balanços aqui no Brasil.
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Até lá, confira o que deve movimentar a bolsa nos próximos dias:
Em meio ao recesso do Congresso Nacional, a reforma tributária segue indefinida. O ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou, em um encontro com empresários e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que irá ouvir o setor privado antes de tomar maiores decisões.
Guedes prometeu alguma forma de “compensação”, mas afirmou que o governo não deve abrir mão dos R$ 50 bilhões com o novo cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). A taxação sobre lucros, dividendos e juros sobre capital próprio deve desagradar o setor, e a retirada de subsídios da indústria também pode pesar no bom humor dos empresários.
O petróleo recuava fortemente na manhã desta segunda-feira (19), puxado pela decisão da Opep+ de elevar a oferta da commodity. Por volta das 7h30, os futuros do barril Brent caíam 2,80%, cotados a US$ 71,74. O medo da variante delta do coronavírus e do avanço da pandemia também pressionam as bolsas mundiais.
Essa queda deve afetar empresas do setor, como a Petrobras. Além disso, a estatal deve divulgar seus dados de produção ainda hoje, juntamente com a Vale.
Os principais índices asiáticos sentem o peso dos temores envolvendo a pandemia de covid-19 e fecharam majoritariamente em baixa. O aumento de casos de coronavírus em diversas partes do mundo, mesmo com o avanço da vacinação, preocupa com o avanço da variante Delta.
Pelo mesmo motivo, os principais índices da Europa também operam em baixa nesta manhã. Os investidores do Velho Continente também devem ficar de olho nos balanços da semana de empresas dos Estados Unidos.
Por fim, os futuros de Nova York seguem pressionados pela pandemia, temendo novos lockdowns pelo mundo e em compasso de espera pelos balanços da semana.
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