As maiores altas e quedas do Ibovespa em 2020
Ações de empresas ligadas ao minério de ferro e ao e-commerce tiveram 2020 incrível; na outra ponta, IRB amargou 80% de queda

O ano que acabou trouxe claros vencedores e perdedores no Ibovespa — o principal índice acionário da bolsa, inclusive, por pouco não ficou no terreno negativo, fechando em alta de 3%.
A princípio quem ganhou muito com as medidas de isolamento social foram as ações de companhias do comércio eletrônico, com a alteração dos hábitos de consumo das pessoas.
A Weg, empresa de equipamentos eletrônicos, também foi um destaque com seu modelo de negócio com alta capacidade de adaptação, terminando 2020 como a "vice" das altas do índice.
Mas um destaque fundamental deve ser dado aos papéis de empresas dependentes de commodities — em especial, o minério de ferro.
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Na outra ponta, como era de se esperar, ações de empresas aéreas e do setor de viagem e lazer também sofreram os impactos da crise durante o ano e terminaram lá embaixo. Uma resseguradora, no entanto, é que liderou as baixas.
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Quem ganhou
As ações da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) se destacaram e fecharam 2020 liderando a alta do Ibovespa. O papel subiu 125% no ano, refletindo a alta do minério de ferro com a demanda por aço vinda da China em forte avanço, além da disparada do dólar.
Os papéis da Usiminas, outra siderúrgica, também subiram fortemente, sendo a 7ª maior alta do ano — Vale ON foi a 6ª.
A Weg foi outra que fez bonito, com a visão de analistas sobre a sua capacidade de manter ótimos resultados em um contexto tão adverso — lá em junho, o BTG Pactual já havia notado esse aspecto do negócio.
Os papéis da novata do Ibovespa, PetroRio, também fizeram bonito, com a perspectiva de expansão da produção em um ambiente de recuperação dos preços do petróleo.
A ação do Magazine Luiza disparou com a maior penetração das vendas online entre os consumidores.
Veja as maiores altas do ano:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO ANUAL |
| CSNA3 | CSN ON | 31,85 | 125,73% |
| WEGE3 | Weg ON | 75,74 | 120,17% |
| PRIO3 | PetroRio ON | 70,19 | 112,31% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 24,95 | 109,84% |
| BRAP4 | Bradespar PN | 63,71 | 72,98% |
Quem perdeu
Na ponta negativa, a ação que mais perdeu o ano foi a resseguradora IRB, que fez por onde merecer essa posição: além da notícia falsa de que Warren Buffett era acionista da empresa, houve também maquiagem de balanços que levou as ações da companhia a amargarem perdas fortíssimas.
Refletindo a evasão escolar e a inadimplência com a crise, as ações da Cogna também terminaram 2020 entre as maiores perdas. O setor educacional foi bastante influenciado pela crise, no geral — o papel de Yduqs foi a 11ª maior baixa de 2020, caindo 30%.
As ações da Embraer também ficaram no top 5 das piores em 2020. A pandemia pesou na fabricante de aeronaves com as medidas de isolamento afetando o setor aéreo como um todo, para além da alta do dólar.
Além disso, a transformação do noivado animado com a gigante americana Boeing virou divórcio litigioso, o que pesou ainda mais sobre os papéis.
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Vítima da competição acirrada que envolve Stone e PagSeguro, a Cielo foi mais ao fundo do poço ao longo do ano, apesar de ter mostrado evolução em seu último balanço divulgado em 2020.
Enquanto isso, os papéis da CVC foram amplamente influenciados pelo distanciamento social forçado pela pandemia de covid-19. Ações de Azul e Gol também ficaram entre as 10 principais quedas do Ibovespa no ano, com perdas maiores que 30%.
Com o coronavírus afetando o varejo físico, os resultados da Cia. Hering foram piores ao longo de 2020 e as ações foram a 6ª maior queda de 2020, de 50%.
Shoppings também sofreram — BR Malls ON, 7ª maior queda, caiu 45%, e Iguatemi ON, 12ª maior queda, recuou 29%.
Confira as principais baixas do Ibovespa no ano:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO ANUAL |
| IRBR3 | IRB ON | 8,18 | -76,90% |
| COGN3 | Cogna ON | 4,63 | -59,49% |
| EMBR3 | Embraer ON | 8,85 | -55,14% |
| CIEL3 | Cielo ON | 4,00 | -51,46% |
| CVCB3 | CVC ON | 20,58 | -50,06% |
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