🔴 DÓLAR A R$5,38 E PODE SUBIR MAIS – VEJA COMO PROTEGER O SEU PATRIMÔNIO

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.
fechamento dos mercados

Ibovespa encerra ano de pandemia em alta de 3% e marca novo recorde; dólar dispara 30%

Índice, no entanto, não conseguiu renovar a máxima de fechamento; dólar acumulou alta de 30% ao longo de 2020

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
30 de dezembro de 2020
18:55 - atualizado às 16:50
Gangorra Ibovespa mercads touro urso bear bull
Imagem: Shutterstock

O Ibovespa levou nada menos que 10 meses para voltar a ficar no azul em um ano histórico. Com direito ao pior março em 22 anos, o índice teve circuit breakers para dar e vender em meio ao pânico dos mercados com a pandemia do século.

A partir daí remou, remou e remou — para, eventualmente, entrar em um bull market, reconquistando os 100 mil ainda em julho.

Os meses seguintes foram de muita volatilidade e só foi mesmo no fim do ano que o índice pôde flertar com níveis recordes, uma vez mais. Nesta reta final, inclusive, conseguiu renovar sua máxima histórica intradiária por duas vezes, ontem e hoje. Ficou "devendo", no entanto, um novo recorde de fechamento.

A última sessão do ano, para falar a verdade, não fez lá muito jus ao entusiasmo pela retomada do topo histórico: foi cheia de marasmo, com leves alternâncias entre altas e baixas e um término em leve queda.

Este movimento de "chove e não molha" se deu a partir de 10h20, quando o principal índice acionário da B3 renovou a sua máxima histórica, subindo aos 120.150 pontos, em ganhos de 0,6%.

Último pregão do ano teve Ibovespa indo a recorde logo de cara, mas resto do dia foi morno. Fonte: B3/TradingView

Ao fim da sessão, pressionado por papéis de grandes bancos, siderúrgicas e varejistas, o Ibovespa fechou em baixa de 0,33%, aos 119.017,24 pontos. Com isso, não conseguiu renovar o recorde de encerramento, obtido em 23 de janeiro — ocasião em que terminou aos 119.527,63 pontos.

No ano, o índice acumulou uma leve alta de 2,9%, com destaque para as ações ligadas a commodities (embaladas pelo preço do dólar) e do segmento de e-commerce (embaladas pelas medidas de isolamento), predominantemente.

Entre os perdedores de 2020, a resseguradora IRB Brasil registrou a maior queda do índice, acompanhada por empresas do setor de educação e de lazer, fortemente impactadas pelo distanciamento social.

Recorde nos EUA, apesar de indefinição

Enquanto isso, as bolsas americanas tiveram um dia de alta, com o Dow Jones renovando a máxima de fechamento no penúltimo dia de negócios no ano. Os índices acionários S&P 500 e Nasdaq se aproximaram de novos recordes de fim de sessão.

Uma novidade no front das vacinas temperou um caldo de incertezas sobre o auxílio individual contra o coronavírus nos Estados Unidos, componente que pesou ontem nos mercados acionários: o Reino Unido aprovou o uso emergencial da vacina da AstraZeneca, o segundo imunizante autorizado por lá.

Nos EUA, os olhos dos investidores ficaram voltados para o Senado norte-americano, que discute um aumento do auxílio às famílias de baixa renda impactadas pela covid-19 nos Estados Unidos de US$ 600 para US$ 2 mil.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, bloqueou uma votação rápida sobre a questão, se distanciando do desejo do próprio presidente Donald Trump de ampliar pagamentos diretos aos americanos — medida que, inclusive, tem apoio dos democratas.

McConnell agora vincula o aumento do auxílio individual a duas outras preocupações de Trump, que, no entanto, carecem de apoio bipartidário: mudanças na liberdade do discurso online e reclamações de Trump sobre supostas fraudes eleitorais.

Dólar dispara 30% no ano

O dólar comercial registrou uma sessão de volatilidade — a moeda caiu 0,5% na mínima e subiu 1% na máxima — e terminou sendo negociado a R$ 5,1887, em leve alta de 0,11%.

O dólar também subiu frente ao rublo russo, mas ficou estável contra o peso mexicano, moedas pares do real. É bom lembrar que não houve leilão de swap (operação de venda de dólar no mercado futuro) programado para hoje pelo Banco Central.

Recentemente, o BC vinha oferecendo contratos de swap para aliviar a demanda por dólar de bancos que procuravam reduzir o overhedge (redução da posição vendida em dólar). Os leilões envolviam 16 mil contratos de swap ou US$ 800 milhões diariamente.

No exterior, o Dollar Index (DXY) demonstrou a continuidade da fraqueza da divisa, com a perspectiva de mais estímulos fiscais na praça: o índice, que mede o vigor do dólar contra o de rivais fortes (euro, libra e iene), cai 0,4%, nos menores níveis desde abril de 2018.

Mas a fraqueza global do dólar não dirimiu suas forças contra o real, o que fez a moeda fechar o ano em uma fortíssima valorização, de 29,3%.

A aversão ao risco gerada pela pandemia de coronavírus, que afastou investidores de moedas emergentes, associada ao crescente risco fiscal visto no país e, também, à fraqueza da economia brasileira, compuseram uma tempestade perfeita que levou o dólar a renovar suas máximas históricas contra a divisa local.

Em momentos de mais tensão, que envolveram até o risco político após a saída do ministro Sergio Moro e seus impactos no governo Jair Bolsonaro, o dólar chegou a operar acima dos R$ 5,90 pela primeira vez na história.

Eventualmente, a diminuição dos riscos político e fiscal, as notícias sobre a vacina contra o coronavírus, o fluxo de entrada de recursos estrangeiros e a eleição de Joe Biden trouxeram alívio à moeda, que chegou a cair em novembro e se aproximou da casa dos R$ 4 em dezembro, mas terminou um ano pela primeira vez na história valendo mais de R$ 5.

Compartilhe

BRIGA PELO TRONO GRELHADO

Acionistas da Zamp (BKBR3) recusam-se a ceder a coroa do Burger King ao Mubadala; veja quem rejeitou a nova oferta

21 de setembro de 2022 - 8:01

Detentores de 22,5% do capital da Zamp (BKBR3) já rechaçaram a nova investida do Mubadala, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos

FECHAMENTO DO DIA

Inflação americana segue sendo o elefante na sala e Ibovespa cai abaixo dos 110 mil pontos; dólar vai a R$ 5,23

15 de setembro de 2022 - 19:12

O Ibovespa acompanhou o mau humor das bolsas internacionais e segue no aguardo dos próximos passos do Fed

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Cautela prevalece e bolsas internacionais acompanham bateria de dados dos EUA hoje; Ibovespa aguarda prévia do PIB

15 de setembro de 2022 - 7:42

As bolsas no exterior tentam emplacar alta, mas os ganhos são limitados pela cautela internacional

FECHAMENTO DO DIA

Wall Street se recupera, mas Ibovespa cai com varejo fraco; dólar vai a R$ 5,17

14 de setembro de 2022 - 18:34

O Ibovespa não conseguiu acompanhar a recuperação das bolsas americanas. Isso porque dados do varejo e um desempenho negativo do setor de mineração e siderurgia pesaram sobre o índice.

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Depois de dia ‘sangrento’, bolsas internacionais ampliam quedas e NY busca reverter prejuízo; Ibovespa acompanha dados do varejo

14 de setembro de 2022 - 7:44

Os futuros de Nova York são os únicos que tentam emplacar o tom positivo após registrarem quedas de até 5% no pregão de ontem

FECHAMENTO DO DIA

Inflação americana derruba Wall Street e Ibovespa cai mais de 2%; dólar vai a R$ 5,18 com pressão sobre o Fed

13 de setembro de 2022 - 19:01

Com o Nasdaq em queda de 5% e demais índices em Wall Street repercutindo negativamente dados de inflação, o Ibovespa não conseguiu sustentar o apetite por risco

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas internacionais sobem em dia de inflação dos EUA; Ibovespa deve acompanhar cenário internacional e eleições

13 de setembro de 2022 - 7:37

Com o CPI dos EUA como o grande driver do dia, a direção das bolsas após a divulgação dos dados deve se manter até o encerramento do pregão

DANÇA DAS CADEIRAS

CCR (CCRO3) já tem novos conselheiros e Roberto Setubal está entre eles — conheça a nova configuração da empresa

12 de setembro de 2022 - 19:45

Além do novo conselho de administração, a Andrade Gutierrez informou a conclusão da venda da fatia de 14,86% do capital da CCR para a Itaúsa e a Votorantim

FECHAMENTO DO DIA

Expectativa por inflação mais branda nos Estados Unidos leva Ibovespa aos 113.406 pontos; dólar cai a R$ 5,09

12 de setembro de 2022 - 18:04

O Ibovespa acompanhou a tendência internacional, mas depois de sustentar alta de mais de 1% ao longo de toda a sessão, o índice encerrou a sessão em alta

novo rei?

O Mubadala quer mesmo ser o novo rei do Burger King; fundo surpreende mercado e aumenta oferta pela Zamp (BKBR3)

12 de setembro de 2022 - 11:12

Valor oferecido pelo fundo aumentou de R$ 7,55 para R$ 8,31 por ação da Zamp (BKBR3) — mercado não acreditava em oferta maior

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar