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Com o crescimento dos preços dos cortes nos Estados Unidos se sobrepondo ao custo do rebanho e do processamento, a JBS deve apresentar um balanço mais robusto no próximo ano.
Enquanto a bolsa brasileira vive uma nova rodada de incertezas, o setor de frigoríficos tem conseguido se destacar nos últimos dias, pegando carona na alta do dólar e também no sinal verde do Cade para a aquisição de 32% das ações da BRF (BRFS3) pela Marfrig (MRFG3).
Mas enquanto Marfrig e BRF acumulam uma alta superior a 11% somente nesta semana, a Minerva (BEEF3) e a JBS (JBSS3) ficaram para trás, acumulando avanços mais modestos.
Os analistas do JP Morgan, no entanto, acreditam que a JBS ainda tem potencial para subir mais de 40%. A divulgação do relatório com a tese do banco deu gás extra para as ações da companhia nesta quarta-feira (29). Hoje, os papéis de JBSS3 avançaram 6,28%, a R$ 37,40, uma das maiores altas do Ibovespa.
Para Lucas Ferreira, Ulises Argote e Sebastian Hickman, analistas do JP Morgan, o cenário mais positivo para as subsidiárias americanas da Marfrig e da JBS deve trazer diversas melhorias para os balanços do próximo ano.
Com o crescimento da demanda por cortes premium, os preços têm se elevado, ultrapassando o crescimento do valor do gado. Mesmo que esse movimento desacelere nos próximos meses, a expectativa é que a margem fique acima da média de longo prazo, ultrapassando a casa dos 10%.
Nos últimos 12 meses, os preços dos cortes de carne cresceram cerca de 46,3%, enquanto os custos de produção e consumo tiveram um aumento de 3,5% e 2,1%, respectivamente, mesmo com as companhias ainda sendo afetadas pelos efeitos dos recentes incêndios florestais na Austrália.
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Além de um aumento na estimativa de Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para R$ 36,5 bilhões, impulsionada pela subsidiária americana, o JP Morgan também vê uma recuperação da lucratividade da JBS Brasil e da Seara.
Com os novos números em mente, os analistas elevaram o preço-alvo da ação em 12 meses para R$ 50, valor 42% acima do fechamento da última terça-feira (28). A recomendação para o papel é de compra (overweight).
A melhora do cenário na América do Norte também deve influenciar positivamente os resultados da Marfrig. O banco mantém a recomendação neutra para os papéis, levando em consideração os múltiplos atuais de negociação da companhia, como o retorno de dividendos, que está abaixo da média do setor.
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