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A companhia está em processo de recuperação judicial desde 2020, mas vem tentando melhorar os seus resultados operacionais.
Um dia depois de recuar mais de 40%, as ações da Fertilizantes Heringer (FHER3) voltaram a cair de forma expressiva nesta terça (15) – aparentemente sem uma razão clara por trás da movimentação.
Durante a manhã, o papel chegou a apresentar uma queda de 44%, mas a companhia conseguiu se recuperar parcialmente ao longo do dia. As ações fecharam o dia em baixa de 18,60%, a R$ 21,57.
Para os analistas consultados pelo Seu Dinheiro, a companhia, que se encontra em recuperação judicial desde fevereiro de 2019, é cercada de um forte movimento especulativo, principalmente no que envolve a sua possível saída da RJ ou a possível venda da empresa para novos investidores.
Em apenas dois dias, a Heringer passou de uma alta acumulada de mais de 800% em 2021 para uma valorização de “apenas” 460%. Para um dos especialistas consultados, a companhia devolve os ganhos na mesma velocidade que viu a cotação dos seus papéis se multiplicar.
Em junho, a notícia que vinha movimentando as ações era a da retomada das operações de fertilizantes no Sergipe, na unidade de Rosário do Catete. Confira a movimentação dos papéis no ano:

Desde que entrou em recuperação judicial, no ano passado, a companhia tem corrido atrás do prejuízo e tentado melhorar os seus demonstrativos financeiros. No primeiro trimestre de 2021, os resultados operacionais foram bem mais fortes do que no ano anterior.
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A companhia teve um prejuízo líquido R$ 7,46 milhões, 96,4% melhor do que em 2020. Segundo a empresa, o desempenho negativo foi atribuído às despesas financeiras e à forte variação cambial, já que a Heringer apresentou uma forte geração de Ebitda no período - R$ 103,8 milhões, ante R$ 3,425 milhões em 2020, o "melhor Ebitda já atingido no primeiro trimestre". A receita líquida cresceu 91,5% no período, para R$ 741,29 milhões.
A alta expressiva e intensa movimentação dos papéis não tem passado despercebida. Só em 2021, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já cobrou explicações da companhia por "movimentação atípica" e notícias veiculadas na imprensa duas vezes.
Em março, a companhia respondeu que não havia identificado nenhum fato ou ato que justificasse o sobe e desce dos papéis, reforçando que, devido à sua baixa liquidez, "é natural que as ações da Companhia apresentem maior oscilação diária de preço e volume de negociação em função de pequenas movimentações".
Já no começo de maio, a companhia informou que sua administração, no âmbito do processo de recuperação judicial, vem trabalhando para melhorar os resultados financeiros, o que envolve a busca por novos investimentos e capitalização. No entanto, a Heringer afirmou que nenhum documento de caráter vinculante foi assinado.
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