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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

MERCADOS HOJE

Show da virada: bolsas americanas deixam Ibovespa no chinelo e encerram 2021 com ganhos de até 27%

Índices em Nova York sentem efeito do baixo volume do último dia do ano e fecham sessão abaixo dos recordes recentes. Temores por disparada de casos de covid-19 nos Estados Unidos também pesam.

Seu Dinheiro
Carolina Gama, Julia Wiltgen, Larissa Vitória
31 de dezembro de 2021
11:38 - atualizado às 19:22
Imagem: Envato

Não teve para Ivete Sangalo, Anitta, Iza ou Alok. O show da virada de 2021 ficou a cargo de Dow Jones, Nasdaq e S&P 500. Os três principais índices da Bolsa de Valores de Nova York encerram o ano com uma performance digna das grandes estrelas internacionais ao acumularem ganhos anuais de 19%, 22% e 27%, respectivamente. 

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Na última sessão de 2021, no entanto, o trio não brilhou tanto: o Dow Jones caiu 0,16%, aos 36.338,30 pontos; o Nasdaq cedeu 0,61%, aos 15.644,97 pontos; e o S&P 500 teve baixa de 0,26%, aos 4.766,18 pontos.

No caso da bolsa brasileira, que hoje permaneceu fechada para os negócios, não vimos um rali de fim de ano, mas também não deu para dizer que o desempenho das ações domésticas em dezembro foi ruim. Com uma alta de 0,69% no último pregão do ano, o Ibovespa terminou essa semana de marasmo com uma queda de apenas 0,07%, acumulando ganhos de 2,85% no mês.

No entanto, o presente do Papai Noel não foi nem de longe o suficiente para amenizar as perdas do ano. O principal índice da B3 terminou 2021 com um tombo de 11,93%, aos 104.822 pontos, seu pior desempenho desde 2015, um ano de crise. Confira a cobertura do mercado brasileiro na última sessão do ano.

Lá e cá

No último mês do ano, vimos no Brasil o início de uma reversão de fatores que vinham pesando negativamente nos mercados. A PEC dos precatórios foi finalmente aprovada, com o "puxadinho" no teto de gastos, considerada a saída "menos pior" para os imbróglios fiscais.

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O Banco Central também adotou uma postura mais dura contra a inflação, reancorando as expectativas do mercado. Ao mesmo tempo, os índices de preços já começaram a mostrar que a política monetária do BC parece estar surtindo efeito.

Leia Também

Nos Estados Unidos, o último pregão do ano foi marcado pela baixa liquidez, com ajuste de posições dos investidores para 2022, já que na próxima semana o Federal Reserve (Fed) - como é conhecido o banco central americano - divulga sua ata da reunião de dezembro. Confira a cobertura da decisão de política monetária mais recente do Fed

Muitos investidores e estrategistas esperam condições mais difíceis no próximo ano, à medida que o Fed reduz sua política monetária mais frouxa e enfrenta a inflação persistente.

Covid-19 no radar da bolsa

As preocupações com o ressurgimento de casos de covid-19 também estiveram no radar do mercado não só na sessão de hoje como ao longo de todo 2021. Esses temores ganharam mais força nas últimas semanas, com a disseminação da variante ômicron do novo coronavírus. 

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Às vésperas da chegada de 2022, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou o mundo que a circulação simultânea das variantes delta e ômicron pode provocar um tsunami de casos de covid-19.

“Delta e Ômicron são ameaças gêmeas que estão elevando os casos a números recordes, o que, mais uma vez, causa picos nas hospitalizações e mortes”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em sua última coletiva do ano, realizada nesta semana. 

O peso da covid-19 nas aéreas

A exemplo do que aconteceu no Natal, companhias aéreas de todo o mundo voltaram a cancelar voos por conta da pandemia. As empresas enfrentam dificuldades logísticas, com funcionários infectados na passagem de uma nova onda do vírus. Nos Estados Unidos, por exemplo, JetBlue, Allegiant e United Airlines cortaram mais de mil voos.

Em Hong Kong, a Cathay Pacific Airlines suspendeu voos de carga por uma semana graças a exigências estritas de quarentena para suas equipes, segundo a Associated Press. Segundo comunicado da empresa, voos para Europa, pelo Pacífico e para Riad e Dubai estão suspensos até 6 de janeiro.

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Além das viagens, a covid-19 ainda atrapalha as celebrações pelo mundo. Foram cancelados fogos de artifício em Londres, Paris e Kuala Lumpur e a Índia endureceu as medidas restritivas para as festas de fim de ano.

Enquanto isso na Europa e na Ásia…

Na China, que segue um calendário diferente do ocidental, o dia começou com os mercados operando normalmente. A Bolsa de Xangai, a maior da região, fechou em alta de 0,57% e encerra 2021 com um avanço acumulado 4,80%.

Já na Europa o esquema de funcionamento foi diferente em cada país: as bolsas de Frankfurt, Milão e Madri ficaram fechadas, enquanto Londres, Paris e Lisboa operaram com horário reduzido e terminaram o dia com quedas de 0,04% a 0,28%.

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