Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

fechamento do mês

Ibovespa termina o ano em alta, mas acumula perda de 11,93% em 2021, pior desempenho desde 2015

Dezembro não chegou a ter rali, mas foi positivo para a bolsa brasileira, que ainda terminou em alta o último pregão do ano; já o dólar viu perdas na reta final de 2021, mas subiu quase 7,5% no ano

Larissa VitóriaJulia Wiltgen
30 de dezembro de 2021
20:00
Montagem do touro dourado pequeno encarando urso dourado maior na frente da B3 Ibovespa, bolsa, ações
A escultura de um touro dourado posta na frente da sede da B3 causou polêmica em 2021, mas talvez um urso, símbolo do mercado em queda, tivesse sido mais adequado. Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A bolsa brasileira não chegou a ver um rali de fim de ano, mas não dá para dizer que o desempenho das ações domésticas em dezembro foi ruim. Com uma alta de 0,69% no último pregão do ano, o Ibovespa terminou essa semana de marasmo com uma queda de apenas 0,07%, acumulando ganhos de 2,85% no mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, o presente do Papai Noel não foi nem de longe o suficiente para amenizar as perdas do ano. O principal índice da B3 termina 2021 com um tombo de 11,93%, aos 104.822 pontos, seu pior desempenho desde 2015, um ano de crise.

No último mês do ano, vimos o início de uma reversão de fatores que vinham pesando negativamente nos mercados. A PEC dos precatórios foi finalmente aprovada, com o "puxadinho" no teto de gastos, considerada a saída "menos pior" para os imbróglios fiscais.

O Banco Central também adotou uma postura mais dura contra a inflação, reancorando as expectativas do mercado. Ao mesmo tempo, os índices de preços já começaram a mostrar que a política monetária do BC parece estar surtindo efeito.

Com isso, pudemos ver um alívio nos juros futuros, que andavam um bocado pressionados, tanto nos vencimentos mais longos quanto nos mais curtos. A resolução parcial da questão fiscal - ao menos com uma redução das incertezas - também trouxe alívio ao câmbio e aos ativos de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, um novo fator trouxe mais descompressão aos mercados de câmbio e juros, bem como um fôlego final à bolsa: um surpreendente superávit primário de R$ 15 bilhões nas contas públicas no mês de novembro.

Leia Também

Com isso, o dólar à vista fechou o dia com uma forte queda de 2,06%, a R$ 5,5759, terminando dezembro com baixa de 1,06%, mas ainda assim acumulando uma alta de 7,46% em 2021.

O ano, afinal, foi marcado por ruídos políticos, aumento da percepção de risco fiscal, antecipação da corrida eleitoral, inflação galopante - e um tanto surpreendente - disparada nos juros futuros e um cavalo de pau na taxa Selic.

No exterior, também vimos fortes pressões inflacionárias e o início da retirada dos estímulos monetários por parte do banco central americano, o que tende a prejudicar os ativos de risco, sobretudo aqueles percebidos como mais arriscados, caso dos ativos e moedas emergentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, o bom mês de dezembro não foi o suficiente para apagar o mau desempenho dos ativos de risco, nem as altas do dólar ou a atratividade da renda fixa mais conservadora, que voltou a ser queridinha dos investidores.

Contas públicas

No último dia de pregão e expediente bancário do ano, a agenda econômica trouxe apenas uma novidade para os investidores: o relatório do Banco Central com dados consolidados sobre o setor público em novembro.

E foi uma novidade positiva, pois, com a ajuda dos resultados do caixa azul no governo central, estados e municípios, o superávit primário de R$ 15 bilhões superou (de longe) a previsão dos analistas. Os especialistas consultados pela Broadcast, por exemplo, previam que o saldo positivo chegaria a, no máximo, R$ 9,5 bilhões.

Esse também é o melhor resultado para um mês de novembro desde 2013, quando as contas fecharam com R$ 29,7 bilhões de sobra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a boa notícia pelo lado fiscal, os juros futuros tiveram alívio nos vencimentos mais curtos. Confira os fechamentos dos principais contratos de DI nesta quinta:

  • Janeiro/2023: de 11,821% para 11,775%;
  • Janeiro/2025: de 10,692% para 10,60%;
  • Janeiro/2027: de 10,591% para 11,57%.

Ômicron e delta: ameaças gêmeas

Além da baixa liquidez dos mercados globais, nas bolsas no exterior continuaram pesando os temores com a variante ômicron do coronavírus.

Às vésperas da chegada de 2022, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou o mundo que a circulação simultânea das variantes delta e ômicron pode provocar um tsunami de casos de covid-19.

“Delta e Ômicron são ameaças gêmeas que estão elevando os casos a números recordes, o que, mais uma vez, causa picos nas hospitalizações e mortes”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A França voltou a renovar o recorde diário no volume de infecções, com 208 mil novos casos. Outros países como Estados Unidos, Itália e Reino Unido também seguem com picos na quantidade de casos, elevando o número de registros semanais da doença para 1 milhão de novas infecções em todo o mundo.

As autoridades da OMS reconheceram também que a situação da pandemia de covid-19 no Brasil está melhor, mas alertaram que o país não está livre de novas ondas de casos.

Na Ásia, as bolsas até começaram a semana bem, mas encerraram o dia sem direção única graças às incertezas trazidas pela ômicron. Já no continente europeu as principais bolsas fecharam sem sinal único, pelo avanço da covid-19 na região, mas o índice pan-europeu Stoxx 600 conseguiu garantir uma leve alta de 0,15% no último pregão do ano.

Já em Nova York, os três principais índices começaram o dia em alta, depois de terem renovado recordes ao longo da semana. Mas foram perdendo força ao longo do dia e acabaram fechando em queda. O Dow Jones recuou 0,25%, o S&P 500 caiu 0,30% e o Nasdaq teve baixa de 0,16%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No acumulado do ano, contudo, as bolsas americanas deram show. O Dow Jones e o Nasdaq tiveram altas de pouco mais de 20%, enquanto o S&P 500 subiu quase 30%.

Sobe e desce

No noticiário corporativo, a SulAmérica (SULA11) foi um dos destaques do dia, com a segunda maior alta do Ibovespa, após anunciar a compra da seguradora Sompo Saúde por R$ 230 milhões, aumentando sua presença em São Paulo.

Embora não tenha ficado entre as maiores altas, as ações da MRV (MRVE3) também se destacaram, com valorização de 2,21%, após a companhia ter fechado uma venda bilionária de projetos da sua subsidiária Luggo para um fundo canadense.

Confira as maiores altas do dia:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
CASH3Méliuz ONR$ 3,24+7,64%
SULA11SulAmérica unitR$ 27,49+6,84%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 7,22+6,80%
CIEL3Cielo ONR$ 2,28+5,76%
QUAL3Qualicorp ONR$ 16,90+5,49%

Veja também as maiores baixas:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
MRFG3Marfrig ONR$ 22,07-3,71%
ITUB4Itaú Unibanco PNR$ 20,95-1,64%
SANB11Santander unitR$ 29,98-1,35%
ITSA4Itaúsa PNR$ 8,93-1,11%
PETR3Petrobras ONR$ 30,70-0,81%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia