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O CEO da empresa, Brian Armstrong, comentou mais cedo sobre a abertura de capital da Coinbase ao portal CNBC
As negociações com as ações da plataforma de negociação de criptomoedas Coinbase (COIN) começaram a pleno vapor na bolsa americana Nasdaq. Após a abertura, no começo desta tarde, os papéis chegaram a disparar 71,82%, cotados a US$ 429,54 na máxima do dia.
O preço superou - e muito - a estimativa feita pela Bloomberg, que apontava um preço por ação da ordem de US$ 340 nos primeiros negócios com o papel.
Mais tarde, a alta desacelerou, e as ações fecharam com ganho de "apenas" 31,31%, a US$ 328,28. Hoje foi o primeiro dia de negociação das ações da exchange, que abriu o capital avaliada em US$ 65 bilhões, oito vezes mais do que na sua primeira etapa de captação privada em 2018, quando seu valor era estimado em US$ 8 bilhões. A ação saiu precificada a US$ 250.
A empresa conta com uma projeção inicial de lucro entre US$ 730 milhões e US$ 800 milhões. Além disso, é esperada uma receita de US$ 1,8 bilhão, de acordo com o The Economist.
Em entrevista à CNBC nesta quarta-feira (14), o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, espera que o modelo de negócios da empresa cresça “exponencialmente”.
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Os braços de cartão de débito, gestão de fundos institucionais e o sistema Coinbase Earn, onde o cliente pode “aprender e ganhar” criptomoedas, devem corresponder a 50% da receita da empresa em “cinco ou dez anos”, segundo ele.
Com a abertura de capital hoje, Armstrong disse mais cedo que vê a listagem da empresa de criptomoedas como um "momento marcante" para o espaço dos criptoativos. “Está criando uma tonelada de valor no mundo”, disse ele.
E a Coinbase não pretende ficar atrelada apenas ao Bitcoin, apesar de ele ser a principal criptomoeda do mercado. Armstrong afirma que a empresa irá adicionar 100 novos criptoativos e abrindo espaço para mais no futuro.
Antes da abertura da bolsa, por volta das 11h no Brasil, o preço do Bitcoin bateu recordes pelo segundo dia seguido, saltando para quase US$ 65 mil, na semana seguinte após o valor de mercado da criptomoeda conseguir manter seu valor de US$ 1 trilhão por sete dias seguidos.
Essa “estabilização” do Bitcoin se deve às grandes instituições financeiras que passaram a apostar no projeto. Por pressão dos clientes, Goldman Sachs, JPMorgan e Morgan Stanley passaram a se expor e oferecer criptoativos como alternativa de diversificação de investimentos.
Além disso, o uso de Bitcoins no dia a dia também tem fortalecido a alta dos preços. O Paypal e a Visa passaram a usar a criptomoeda, tanto para processar pagamentos, quanto para compras do dia a dia. Mesmo que experimentais, os projetos passam o mesmo recado: o Bitcoin é confiável e vale muito.
Para Fabio Moura, do escritório especializado em blockchain e cripto AMX Law, o recado que a Coinbase passa para os investidores é claro: ser um exemplo de boas práticas. "Eles não são a maior exchange do mundo, mas a Coinbase buscou ser um exemplo de compliance regulatório, licenças adequadas e transparência de governança. É o exemplo de 'bom aluno' ao mercado", afirma ele.
Isso pode atrair outras empresas do setor a abrirem capital como forma de arrecadar recursos. Por exemplo, as movimentações e rumores sobre o Mercado Bitcoin buscar bancos para realizar seu IPO é um desses casos.
Quando procurada, a corretora preferiu não comentar o assunto, mas fontes do mercado apontaram que, se a Coinbase experimentar uma grande valorização, o apetite pelo Mercado Bitcoin poderá ser ainda maior.
O CEO da Binance, Changpeng Zhao, uma das principais concorrentes da Coinbase, parabenizou Brian Armstrong pela entrada do mundo cripto em um mercado tão tradicional quanto a bolsa norte-americana.
E continua: "Nós não pensamos em IPO, pelo menos no curto prazo, porque nosso modelo de negócios tem crescido de maneira orgânica e sustentável". Para Zhao, a abertura de capital implica em algumas mudanças nas diretrizes da companhia. "Cada empresa tem uma abordagem e um modelo de negócios diferentes", conclui ele.
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