BofA vê espaço para que Notre Dame Intermédica siga crescendo e eleva preço-alvo
Bank of America vê espaço para que o GNDI continue ganhando mercado e aumente a sua presença em novas regiões

Com a temporada de balanços ganhando força no Brasil, os analistas aproveitam o momento para revisar as suas projeções e expectativas para as principais companhias da bolsa.
Após revisar as estimativas para os resultados do terceiro trimestre e reiterar a recomendação neutra para os papéis de Notre Dame Intermédica (GNDI3), o Bank of America (BofA) atualizou também a projeção de preço-alvo para as ações da companhia, de R$ 73 para R$ 74 - um potencial de 33% de alta.
Por volta das 16h45, as ações ordinárias da Notre Dame Intermédica subiam 1,27%, a R$ 66,34.
A companhia tem marcado presença nos cadernos de economia em razão da sua intensa estratégia de aquisições, mas é a expectativa pelo crescimento orgânico que faz os analistas terem uma visão mais otimista do desempenho da companhia.
Em relatório assinado por Roberto Otero, o banco destaca que o Grupo Notre Dame Intermédica tem o melhor modelo de negócios para expandir as suas margens de lucro no setor de saúde. A justificativa do analista é que a companhia apresenta um ganho de mercado constante e se apresenta como uma boa alternativa no quesito custo-benefício - tanto para clientes corporativos como também para os planos individuais.
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Na opinião do Bank of America, o Grupo Notre Dame ainda conta com muito espaço para continuar crescendo acima da média da indústria, impulsionado principalmente pela expansão orgânica nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e a aquisição de players menores na região.
O BofA também destaca o crescimento da companhia em novas regiões, como Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. Vale lembrar que em agosto, a companhia anunciou a compra do grupo Medisanitas Brasil, para reforçar a presença no estado de Minas.
No entanto, a instituição enxerga um espaço mais limitado para a alta dos preços das ações, já que "a maior parte do crescimento e vantagens já foram incorporados ao preço dos papéis".
O analista do banco também deixa um sinal amarelo aos investidores: novas fusões e aquisições podem trazer novos riscos ao negócio.
O que vem por aí?
Para o terceiro trimestre, o banco espera que o GNDI registre um crescimento sólido, mesmo em meio ao conturbado cenário macroeconômico, impulsionado justamente pelo crescimento orgânico e também pela conclusão de sinergias importantes com aquisições recentes, incluindo as 41 mil vidas adquiridas do Grupo Santa Mônica.
No lado negativo do balanço, o coronavírus deve seguir afetando a receita advinda dos hospitais - a expectativa é de queda de 35% com relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, a expectativa é que a companhia apresente um Lucro líquido de R$ 176 milhões (alta de 76% com relação ao 3º tri de 2019).
A companhia divulga os seus resultados do terceiro trimestre de 2020 no dia 16 de novembro.
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