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2020-11-03T15:55:32-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.
não é só sobre o teto de gastos

Juros futuros disparam em reação à ata do Copom com novidade sobre cenário fiscal

Documento mostra BC confortável com comportamento recente da inflação, mas que alteração na situação das contas públicas, mesmo que o teto de gastos seja mantido, pode gerar reavaliação sobre manutenção da Selic a 2% ao ano

3 de novembro de 2020
15:55
Roberto Campos neto
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central - Imagem: Raphael Ribeiro/BCB

Os juros futuros dos contratos dos depósitos interbancários disparam nesta terça-feira (03) na B3, na manhã em que o Banco Central (BC) divulgou a ata do Copom com uma novidade sobre o cenário fiscal.

O documento continua a mostrar que o BC, como visto no comunicado da decisão da quarta passada (28), está atualmente confortável com o estado da inflação, avaliando que o avanço recente da alta dos preços é um choque transitório.

De acordo com a autoridade monetária, o "forward guidance", ou seja, a sinalização futura de que a Selic permanecerá parada em 2% ao ano, também continua intocado.

Isto porque as condições para o seu cumprimento seguem satisfeitas: além das projeções inflacionárias abaixo da meta para o horizonte relevante, expectativas de longo prazo estão ancoradas e o regime fiscal não foi mudado.

Mas, no seu parágrafo 18, o texto trouxe uma informação nova. Nele, o Copom avalia que mudanças na situação fiscal forçariam uma nova orientação do comitê sobre o futuro, independentemente do regime fiscal — leia-se "teto de gastos públicos" — continuar o mesmo.

"O Comitê refletiu que alterações de política fiscal que afetem a trajetória da dívida pública ou comprometam a âncora fiscal motivariam uma reavaliação, mesmo que o teto dos gastos ainda esteja nominalmente mantido", diz trecho do parágrafo, que não constava de comunicados anteriores.

"O BC está dizendo que a questão fiscal vai além do teto, o que não lembro de ter visto sendo colocado assim", diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. "O problema fiscal é parte de uma dinâmica fiscal, e, com isso, o mercado reage com a possibilidade de uma alta de juros no futuro."

Confira as taxas para os principais vencimentos agora:

  • Janeiro/2021: de 1,96% para 1,95%
  • Janeiro/2022: de 3,44% para 3,51%
  • Janeiro/2023: de 5,01% para 5,15%
  • Janeiro/2025: de 6,74% para 6,89%
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