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O ministro da Economia rebateu as críticas do presidente do Banco Central, que disse que o governo precisa de um plano mais concreto para passar credibilidade e maior confiança com o cenário fiscal,
O fechamento das bolsas americanas para a celebração do feriado do Dia de Ação de Graças diminui a liquidez dos negócios em escala global, mas nem por isso o dia promete ser tedioso.
No Brasil, os investidores estão atentos aos ruídos políticos em Brasília. Dessa vez, o embate é entre o ministro da Economia, Paulo Guedes e o presidente do Banco central, Roberto Campos Neto.
Lá fora, em primeiro plano está a percepção de que os governos e bancos centrais irão continuar agindo para manter as principais economias funcionando após a crise da covid-19. Na agenda, destaque para a ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu e os dados do mercado de trabalho no Brasil.
Descolado do comportamento das bolsas em Wall Street, o Ibovespa caminha para zerar a queda do índice no ano. Nesta quarta-feira (26), o índice registrou um avanço de 0,32%, aos 110.130 pontos.
O dólar também seguiu sua trajetória mensal de queda e recuou 1,03%, a R$ 5,3202. O câmbio foi influenciado pelo aumento da entrada de fluxo estrangeiro no país.
Com as bolsas americanas fechadas por conta do feriado local, é interessante observar o fôlego do Ibovespa para seguir buscando patamares cada vez mais elevados.
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O clima esquentou mais uma vez em Brasília. Agora, o embate é entre o ministro Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Em entrevista na noite de ontem, o ministro da Economia rebateu as críticas que tem recebido sobre a atuação da equipe econômica no que diz respeito ao ajuste fiscal e ao andamento das reformas administrativa e tributária. Guedes, no entanto, não mencionou prazos e planos mais detalhados.
Questionado sobre uma fala recente do presidente do BC, onde Campos Neto afirmou que o principal ponto para o país reconquistar a creditibilidade é ter um plano que passe a percepção de que o Brasil está preocupado com a dívida, Guedes respondeu de uma forma que pode aumentar ainda mais a preocupação do mercado com a questão fiscal.
"O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, peça a ele qual é o plano dele. Pergunte a ele qual é o plano dele que vai recuperar a credibilidade. Porque o plano nós sabemos qual é. O plano nós já temos". - Paulo Guedes
A bateria de resultados abaixo do esperado da economia americana e a mais recente ata do Federal Reserve, divulgada na tarde de ontem, aumentaram a percepção dos investidores de que estímuulos serão necessários para manter as principais economias globais funcionando, principalmente com a segunda onda de infecções cada vez mais forte e voltando a impactar a atividade. Ontem, o número de infectados pela doença bateu a marca dos 60 milhões.
A ata do BC americano demonstrou uma preocupação dos membros do Fed com a recuperação econômica e que foi discutido um remanejamento da política de relaxamento quantitativo. Agora, a expectativa do mercado é por mudanças já na próxima reunião, no meio de dezembro.
Não é só o Fed que anda flertando com novos estímulos. Na Ásia, a Coreia do Sul manteve o seu juro básico inalterado, nas mínimas, e prometeu taxas baixas até que a economia local esteja estabilizada.
A leitura geral do cenário é de que os bancos centrais e governos continuarão injetando recursos para recuperar as economias dos estragos feitos pelo coronavírus.
Entusiasmados com a perspectivas de novos estímulos, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta.
Com o feriado nos Estados Unidos e a consequente baixa liquidez, as bolsas europeias operam mistas e sem força para voar mais alto. No Velho continente, o esforço dos governos e bancos centrais para estimular a economia também é bem recebido. Ontem, o Reino Unido chegou a anunciar um aumento de mais de 2% no salário mínimo nacional.
Com a celebração do feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, as bolsas em Wall Street permanecem fechadas. O destaque do dia fica então com a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (9h30).
No Brasil, hoje é dia de divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) (10h30) e o resultado primário do Governo Central (14h30)
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