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scritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) informou que o governo estuda impor novas tarifas a US$ 3,1 bilhões em exportações da União Europeia e do Reino Unido. No Brasil, destaque é a votação do marco do saneamento
As disputas comerciais aparecem mais um dia no centro das atenções dos investidores. Dessa vez, a notícia de que os Estados Unidos podem taxar US$ 3,1 bilhões em produtos da União Europeia e Reino Unido aumenta a aversão ao risco nos mercados. Os investidores também observam de perto o aumento dos casos de covid-19 nos Estados Unidos e Alemanha - duas das maiores economias do mundo.
Em contraste com o pessimismo observado no exterior, no Brasil o destaque é positivo. O mercado aguarda com grandes expectativas a aprovação do marco legal do saneamento no Senado.
O Ibovespa não conseguiu manter o fôlego exibido no começo do pregão de ontem e fechou o dia com alta de 0,67%, a 95.975,16 pontos, um avanço mais modesto do que os observados na bolsa americana. Durante a manhã, o principal índice da bolsa chegou a romper o patamar dos 97 mil pontos.
O dólar teve um dia de forte alívio e caiu 2,26%, para R$ 5,15.
No Brasil, o grande destaque do dia é a provável aprovação do novo marco regulatório do saneamento básico.
O projeto permite que a iniciativa privada atue no setor. A estimativa é de que mais de 1 milhão de empregos sejam gerados, o que coloca o marco como uma alternativa para a recuperação do país pós-covid. Empresas como Copasa, Sabesp e Sanepar acumulam altas expressivas nas vésperas da apreciação da matéria.
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Os investidores também reagem aos novos pacotes de estímulo ao crédito anunciados ontem pelo Banco Central.
As ações podem injetar até R$ 272 bilhões na área de crédito e autoriza o Banco Central comprar ativos de empresas no mercado secundário. Com essa iniciativa, caem as apostas de um novo corte maior da Selic na próxima reunião do Copom.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) arquivou uma nova ação que investigava a chapa de Jair Bolsonaro durante as eleições presidenciais de 2018. O inquérito investigava a veiculação de 179 outdoors durante a campanha.
Os mercados se voltam mais uma vez para os números de novos infectados com covid-19. Nos Estados Unidos, principalmente no Texas, Flórida e Arizona, o número de casos voltou a crescer desde que os Estados começaram a relaxar as medidas de isolamento. A Alemanha também tem relatado novos surtos locais de coronavírus. Mesmo com novos dados positivos que indicam a recuperação da economia europeia, a aversão ao risco predomina nos mercados globais.
As bolsas asiáticas fecharam sem uma direção única durante a madrugada.
Além do coronavírus, as relações comerciais voltam ao palco, mas dessa vez o foco não é a China. Nesta manhã, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) informou que o governo estuda impor novas tarifas a US$ 3,1 bilhões em exportações da União Europeia e do Reino Unido. A sobretaxa é uma resposta a longa disputa travada entre os Estados Unidos e a UE na Organização Mundial do Comércio (OMC), tendo como gatilho os subsídios concedidos pela UE a fabricante de aviões.
A notícia derrubou as bolsas europeias, que caem forte no começo da manhã. As principais praças - Alemanha, Reino Unido e França - exibem quedas superiores a 1,5%.
A relação com a China também segue prejudicada, mesmo após o presidente Donald Trump ter afirmado que o acordo comercial firmado em janeiro continua valendo. O jornal chinês Global Times disse que o dano causado pela fala de Peter Navarro - que afirmou que o acordo teria chegado ao fim -, não pode ser desfeito.
Nos Estados Unidos, os índices futuros também presentam queda firme.
Dentre as divulgações de hoje estão: sondagem do consumidor de junho (8h), resultados da conta corrente e do IDP de maio (9h30) e o relatório da dívida pública federal de maio (14h30).
Nos Estados Unidos, o FMI realiza videoconferência com atualizações sobre o panorama econômico mundial. O Departamento de Energia também divulga o relatório semanal sobre estoques de petróleos e derivados.
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
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