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Bons resultados de bancos e montadoras na Europa, aprovação do remdesivir pela FDA e debate civilizado nos EUA aliviam pressão sobre ativos de risco
Uma espécie de ‘otimismo cauteloso’ instalou-se nos mercados financeiros internacionais nesta sexta-feira e os ativos de risco têm todas as condições de passar por um pregão mais calmo que de costume neste encerramento de semana.
A não ser que alguma notícia inesperada abale os mercados de ações hoje, a expectativa é de que o Ibovespa dê continuidade ao rali de outubro em um dia no qual a maioria das bolsas de valores asiáticas fechou com sinal positivo, os mercados europeus operam em alta robusta e os índices futuros apontam para uma abertura com céu azul em Wall Street.
Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 1,36% e por muito pouco não recuperou o patamar de 102 mil pontos. A alta do principal índice da B3 foi puxada pelo bom desempenho de alguns pesos-pesados da lista, com os papéis dos bancos, da Petrobras e da Weg.
Até o dólar, que tem figurado como principal válvula de escape para os riscos locais, deu uma folga ontem, recuou 0,36% e abandonou – ainda que sem se distanciar muito – a incômoda faixa dos R$ 5,60, encerrando a quinta-feira cotado a R$ 5,5942.
Nos Estados Unidos, os índices futuros apontam para uma abertura em alta depois de um debate até que civilizado entre o presidente Donald Trump e o ex-vice Joe Biden. Os candidatos à Casa Branca baixaram consideravelmente o tom em relação ao comportamento grotesco do debate anterior.
Ainda que algumas trocas de farpas tenham ocorrido, nada do que se passou na discussão parece ter força suficiente para sinalizar alguma mudança no atual cenário, no qual Biden desponta como favorito e ameaça transformar Trump no primeiro presidente a não conseguir a reeleição desde George Bush pai, em 1992.
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Como as eleições norte-americanas são indiretas, porém, os investidores permanecem de olho nas pesquisas e nas projeções para o Colégio Eleitoral.
Ainda nos EUA, os investidores seguem otimistas em relação às negociações entre democratas e republicanos em torno de um novo pacote de estímulo à economia norte-americana, mas parecem conformados com a perspectiva de que a ajuda só venha depois das eleições de 3 de novembro.
Na Europa, os investidores relegam o avanço da pandemia de covid-19 e números fracos sobre a atividade industrial e do setor de serviços no Velho Continente para levar os principais índices de ações a altas consistentes. O movimento é puxado pelo bom desempenho dos papéis das montadoras e dos bancos em reação a resultados trimestrais acima das expectativas.
Outra fonte de alívio vem do fato de o remdesivir fabricado pela farmacêutica Gilead ter-se tornado o primeiro medicamento formalmente aprovado pela Agência de Drogas e Alimentos dos EUA (FDA) como eficaz no tratamento contra a covid-19.
Apesar do clima de sexta-feira nos mercados internacionais, os riscos fiscais e os ruídos políticos vindos de Brasília tendem a estimular volatilidade e limitar o espaço para a recuperação dos ativos locais no curto prazo. Estão no radar dos investidores as dificuldades de rolagem da dívida pública, o adiamento de votações relevantes no Congresso e a politização da vacina.
Enquanto isso, ao contrário dos pregões anteriores, os investidores estarão atentos a uma agenda cheia em termos de indicadores locais nesta sexta-feira. O destaque do dia é o IPCA-15. Acredita-se que a prévia oficial da inflação ao consumidor acelerará para a casa de 0,8%, na maior taxa para outubro desde 2002. Também nesta sexta-feira serão conhecidos os novos números de confiança do consumidor e os dados do BC sobre o setor externo.
Enquanto isso, dando sequência à temporada de balanços corporativos, o resultado trimestral da Hypera será divulgado depois do fechamento da bolsa.
Ainda entre as empresas de capital aberto listadas na B3:
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
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