Mercados reagem e ficam no vermelho após aumento de casos do coronavírus na China
O Fórum Econômico Mundial de Davos fica em primeiro plano em dia de agenda esvaziada

Com a agenda econômica esvaziada, as atenções se voltam para Davos, com discursos de Donald Trump, o vice-premiê chinês e a participação de Paulo Guedes.
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Ontem, com a pausa para o feriado nos Estados Unidos, o Ibovespa chegou a um novo recorde, após avançar 0,32%, aos 118.861,63 pontos. Mas a volta dos negócios em Nova York não deve ser tão positiva, já que o aumento de casos do coronavírus na China pesa nos mercados e aumenta a aversão ao risco.
Pós-feriado cauteloso
Após a pausa para o Dia de Martin Luther King nos Estados Unidos, os negócios voltam a funcionar completamente hoje. Mas o temor com o crescimento nos casos de coronavírus, na China, preocupa e aumenta a tendência de aversão ao risco na região.
A proximidade do Ano Novo Lunar aumenta as preocupações, já que centenas de milhões de turistas são esperados no país para o evento que começará na próxima sexta-feira. O vírus é altamente contagioso e já provocou seis mortes confirmadas. O país já toma providências para reduzir os danos.
Nesse cenário de cautela, os negócios asiáticos fecharam em queda, com recuo superior a 1% nas principais bolsas.
A reação negativa ao noticiário contamina também as bolsas em Nova York, que voltam do feriado com os índices futuros no vermelho, e na Europa, que abrem no negativo.
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O petróleo também é afetado pelo surto. Em meio a aversão ao risco, o petróleo WTI para março caía 1,01% na Nymex, cotado a US$ 57,99. Já o Brent recuava 1,24%, a US$ 64,39.
Relações públicas
Com a agenda livre, os investidores voltam as suas atenções para as falas no Fórum Econômico de Davos.
O ministro da Economia Paulo Guedes tenta melhorar a imagem do Brasil no exterior e fala em dois painéis hoje. O caminho a ser seguido é de que as reformas do primeiro ano de governo tiraram o país de um "abismo fiscal" e que a agenda de reformas irá continuar.
Com o andamento tanto da reforma administrativa quanto da tributária, Guedes projeta que o PIB vá além de 2,4% em 2020.
A pauta econômica serve de escudo para blindar o país das hostilidades e últimas polêmicas, como as queimadas na Amazônia e a fala do ex-secretário da Cultura.
Quem também discursa hoje é o presidente americano Donald Trump e o vice-premiê chinês, uma semana após a assinatura do pacto comercial preliminar entre os países. Segundo o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, Trump citará tanto a China como o crescimento econômico em seu discurso.
Expectativas maiores
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2020. A previsão foi de 2% para 2,2%. Segundo a organização, a mudança se deve ao aumento da confiança na economia com a aprovação das reformas e a retomada do setor de mineração pós-Brumadinho.
Agenda
Enquanto Guedes se reúne com executivos do Itaú, UBS, Microsoft, Visa, Arcelor Mittal e Chevron em Davos, no Brasil são conhecidos os números do IGP-M e o monitor do PIB de novembro.
Nos EUA, o balanço da Netflix será divulgado após o fechamento.
Fique de olho
- Banco do Brasil aboliu as taxas de custódia cobradas para ações, fundos imobiliários e índices
- Banco Inter foi autorizado a comprar 70% da DLM Invista Gestão de Recursos, com R$ 4,5 bi em ativos.
- O Bank of America cortou o preço-alvo e rebaixou as ações de Itaú e Bradesco.
- BlackRock passou a deter 5,07% do capital social da Hypera
- A Hering teve uma queda de 5,2% na receita bruta do 4º trimestre. Vendas também apresentaram queda.
Conteúdo Empiricus
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