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Novas medidas de isolamento social são intensificadas em todo o mundo, aumentando a preocupação com a reação da economia

Se precisasse escolher apenas três temas para definir o ano de 2020 até aqui, diria que coronavírus, vacinas e estímulos são os campeões. Com maior ou menor intensidade, esses são os temas que mais mexem com o mercado. E hoje não é diferente.
Os negócios começam o dia com um viés negativo, de olho no avanço do coronavírus nos Estados Unidos e Europa, o que obriga os governos a adotarem medidas mais rígidas de isolamento, com as notícias sobre o avanço de vacinas e a possibilidade de novos estímulos monetários tendo uma influência positiva contida.
No Brasil, a agenda traz dados do monitor do PIB, da FGV, e dados da indústria de outubro.
O Ibovespa chegou a flertar com o campo positivo durante o pregão de ontem, mas acabou cedendo à pressão e terminou o dia com queda de 1,05%, aos 106.119,06. Além de refletir a cautela do exterior, os investidores aproveitaram também para realizar parte dos lucros recentes, após três dias de alta expressiva.
O dólar também foi pressionado na sessão de ontem, terminando o dia em leve alta de 0,13%, a R$ 5,3376.
A agenda de reformas, tão cara para o mercado financeiro, segue enroscada em Brasília. O ministro Paulo Guedes voltou a tocar no assunto e pediu para que as lideranças políticas avancem com a pauta das privatizações.
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No front da reforma tributária, o autor da PEC 45, deputado Baleia Rossi, disse que o tema pode ser votado na primeira quinzena de dezembro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se mostrou otimista com o tema, ao dizer que a pauta está conseguindo reunir apoio político.
O tema das reformas ganha ainda mais relevância após um alerta feito pela agência de riscos Fitch. A instituição informou que a não aprovação de reformas fiscais em 2021 pode pressionar negativamente o rating de investimento brasileiro.
O coronavírus segue fazendo estragos pelo mundo, ainda que as notícias sobre vacinas sejam cada vez mais animadoras. Embora esse tenha sido um tema capaz de provocar certa euforia nos merados, essa seria uma solução de longo prazo. No momento, os investidores preferem focar no crescimento da segunda onda, que volta a fechar escolas, comércios e restaurantes pelo mundo e que deve ter reflexos negativos na economia.
Ontem, a cidade de Nova York decidiu fechar as escolas por causa do aumento do número de casos. Os investidores reagem de forma negativa, já que outras atividades também podem ser afetadas nas próximas semanas. Nos Estados Unidos, os números de mortos pela doença ultrapassou a marca dos 250 mil e 160 mil novos casos diários foram registrados.
A fala da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, hoje mais cedo, confirma a projeção negativa do mercado. Lagarde afirmou que as notícias sobre vacinas são encorajadoras, mas o aumento do número de casos representa desafios.
O cenário negativo mina o otimismo dos investidores. Na Ásia, durante a madrugada, a maioria das bolsas fecharam em queda.
O movimento é semelhante na Europa, com as principais praças do continente operando em queda de quase 1%. Os índices futuros em Nova York também apresentam queda moderada.
Os investidores monitoram o desempenho do Produto Interno Bruto em setembro, com dados do monitor do PIB, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) (10h15). Dados da indústria também devem movimentar os negócios (10h30).
No exterior, os olhos estão voltados para a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, que discursa no Parlamento Europeu e no Fórum Global das Mulheres (12h15). Quinta-feira é sempre sinônimo de pedidos de auxílio desemprego na última semana nos Estados Unidos.
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