Euforia com vacina fica no passado e investidores retomam cautela com 2ª onda da covid-19
Nos mercados internacionais, volta a pesar as novas medidas de restrição impostas nos Estados Unidos e Europa e que devem comprometer a recuperação econômica global

A notícia de sucesso das vacinas da Pfizer e da Moderna contra o coronavírus alimentam as esperanças de que, no longo prazo, uma solução definitiva contra a pandemia esteja disponível. Cada novidade conta, mas o olhar dos investidores está mais voltado para o curto prazo nesta terça-feira e nesta janela de tempo, as notícias não são tão animadoras.
A Europa voltou a sofrer com medidas restritivas para tentar conter o avanço da segunda onda do coronavírus, o que deve resultar em um novo recuo da economia local. O sonho da recuperação em 'V' é um cenário cada vez mais improvável e a situação azeda o humor dos investidores, que optam pela aversão ao risco. Nos Estados Unidos, o número de internações também bateu novos recordes e, assim como no Velho Continente, o mercado adota uma postura mais cautelosa.
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Na agenda, o destaque fica com a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento da Febraban. No exterior, o predidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também participa de evento, com os agentes financeiros de olho nas vendas do varejo de outubro nos EUA.
Vacina empolga…
Se hoje as notícias em torno das vacinas não empolga, é porque ontem elas foram o principal motor das bolsas globais.
Depois da Pfizer na semana passada, ontem foi a vez da Moderna anunciar que os resultados dos seus testes de fase 3 indicam uma eficácia de 94,5% do seu imunizante experimental e levou o Ibovespa de volta aos patamares pré-pandemia - maior nível em 8 meses.
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O principal índice da bolsa brasileira subiu 1,63%, aos 106.492,92 pontos. A onda de boas notícias também enfraquece o dólar. A moeda americana terminou a segunda-feira em queda de 0,7%, aos R$ 5,4375.
… mas não por muito tempo
Hoje, no entanto, o cenário das bolsas globais passa longe da euforia. Vacinas são boas notícias, mas não devem estar disponíveis para grande parte da população por um bom tempo.
Enquanto isso, na Europa e nos Estados Unidos, os governos voltam a adotar medidas cada vez mais rígidas de isolamento social para conter o avanço rápido da segunda onda do coronavírus. A economia, que começava a mostrar sinais de recuperação, deve fazer um novo mergulho, aprofundando a crise econômica e minando o apetite por risco dos agentes financeiros.
Durante a madrugada, as bolsas asiáticas reagiram de forma contida às notícias da vacina da Moderna e fecharam sem uma direção única.
Agora pela manhã, a cautela predomina no mercado, com as principais praças europeias no vermelho e os índices futuros em Wall Street indicando uma sessão negativa.
Agenda
A cautela no exterior deve pesar sobre o Ibovespa, onde os investidores podem optar por realizar parte dos lucros das últimas sessões. A agenda do dia não reserva fortes emoções que possam abalar o cenário.
No entanto, o mercado aguarda a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento da Febraban (9h30). Nos Estados Unidos, o presidente do Fed, Jerome Powell, também é aguardado (15h).
No campo das divulgações econômicas, destaque para as vendas no varejo de outubro nos Estados Unidos (10h30) e o índice de produção industrial (11h15).
Balanços
Depois de um mês intenso, o grosso das divulgações financeiras das empresas do Ibovespa chegou ao fim. Confira um resumo dos principais números divulgados recentemente.
Fique de olho
- A Rede D'Or pode captar até R$ 12,7 bilhões em seu IPO. A empresa definiu sua faixa indicativa entre R$ 48,91 e R$ 64,35. A precificação acontece no começo de dezembro.
- O Santander anunciou a cisão da Getnet, que deve ser listada na B3 e na Nyse.
FUTURO NEBULOSO
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