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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Esquenta dos mercados

Bolsas globais seguem buscando ganhos – enquanto Bolsonaro testa bom humor dos investidores locais

A esperança com o sucesso da vacina da Pfizer segue embalando os mercados no exterior, mas, no Brasil, os ruídos políticos e os números do varejo de outubro podem balançar os negócios

Jasmine Olga
Jasmine Olga
11 de novembro de 2020
8:19 - atualizado às 9:10
A primeira onda de valorização da bolsa já passou, mas ainda dá tempo de surfar na segunda
Imagem: Shutterstock

As bolsas internacionais seguem com fôlego para buscar mais ganhos, ainda impulsionadas pela esperança que em breve uma vacina deve estar disponível para aplacar a pandemia do coronavírus.

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Enquanto isso, no Brasil, os ruídos políticos que chegam de Brasília deve ocupar a cabeça dos investidores em dia de agenda fraca. O principal destaque por aqui é a divulgação das vendas do varejo de setembro. Depois do fechamento o dia segue agitado, com uma bateria de resultados do terceiro trimestre de empresas do Ibovespa.

Segue o jogo

Enquanto as bolsas americanas adotaram um tom mais cauteloso na última terça-feira (11), o Ibovespa decidiu seguir o caminho contrário.

Ao fim do pregão, o principal índice da bolsa brasileira avançava 1,5%, aos 105.070 pontos. O dólar fechou mais um dia praticamente

A onda de otimismo - impulsionada pela vitória do candidato democrata Joe Biden nos Estados Unidos e pelo andamento positivo de vacinas experimentais contra a covid-19 - já fez o Ibovespa subir mais de 12% em novembro.

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O vento que chega de Brasília

Se ontem o cenário doméstico era de otimismo, hoje os investidores devem pesar os últimos pronunciamentos do presidente Jair Bolsonaro.

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O presidente Jair Bolsonaro, ao ser questionado sobre a pandemia do coronavírus, disse que o país - que acumula mais de 160 mil mortos e 5,6 infectados pela doença, precisa deixar de ser de 'maricas' e enfrentar a doença.

Bolsonaro também endereçou as ameças do presidente eleito americano, Joe Biden, de aplicar sanções econômicas ao Brasil pela falha em atuar contra o desmatamento, dizendo que o país pode utilizar de 'pólvora' para resolver conflitos já que método diplomático - ou 'sáliva' como colocou o presidente - não funcionou.

E não é só o presidente que gera ruídos políticos em Brasília. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre o risco de hiperinflação no país.

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, usou o Twitter para rebater as falas e se posicionar.

Buscando fôlego

As boas notícias em torno da vacina da Pfizer seguem embalando os mercados no exterior e as bolsas buscam fôlego para manter o rali das últimas semanas.

As bolsas asiáticas fecharam com sinais mistos durante a madrugada, pressionadas pela proposta chinesa de regular o setor de tecnologia.

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Na Europa, no entanto, o clima é positivo. Os principais índices do continente apresentam altas moderadas, na expectativa de que uma vacina surja logo.

Depois de um dia de correção, os índices futuros parecem prontos para encararem mais um dia positivo em Nova York.

Agenda

Com a agenda fraca, a atenção dos investidores deve mesmo ficar focada no cenário externo e nos ruídos políticos que chegam de Brasília.

A única exceção na agenda são os números das vendas do varejo de setembro (9h). A expectativa é que o índice avance 1,4% na comparação anual.

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No exterior, os investidores monitoram discutrso da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde (10h) e o relatório mensal da Opep, que pode mexer com o mercado de petróleo.

Balanços

Dia cheio para o mercado corporativo. Além de digerir os números divulgados na noite de ontem, os investidores também aguardam os resultados de Eletrobras, JBS, Marfrig e Via Varejo - todos após o fechamento.

  • O Carrefour registrou lucro líquido ajustado de R$ 757 milhões no terceiro trimestre de 2020. O resultado é 73,1% maior que o do mesmo período de 2019.
  • O lucro líquido da BR Distribuidora caiu 74,9% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 335 milhões.
  • A Braskem registrou prejuízo líquido de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre, em razão, principalmente, da provisão adicional referente ao evento geológico de Alagoas e do impacto da variação cambial no resultado financeiro. A geração livre de caixa foi positiva em R$ 747 milhões.

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