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Esquenta dos mercados

Bolsas globais seguem buscando ganhos – enquanto Bolsonaro testa bom humor dos investidores locais

A esperança com o sucesso da vacina da Pfizer segue embalando os mercados no exterior, mas, no Brasil, os ruídos políticos e os números do varejo de outubro podem balançar os negócios

A primeira onda de valorização da bolsa já passou, mas ainda dá tempo de surfar na segunda
Imagem: Shutterstock

As bolsas internacionais seguem com fôlego para buscar mais ganhos, ainda impulsionadas pela esperança que em breve uma vacina deve estar disponível para aplacar a pandemia do coronavírus.

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Enquanto isso, no Brasil, os ruídos políticos que chegam de Brasília deve ocupar a cabeça dos investidores em dia de agenda fraca. O principal destaque por aqui é a divulgação das vendas do varejo de setembro. Depois do fechamento o dia segue agitado, com uma bateria de resultados do terceiro trimestre de empresas do Ibovespa.

Segue o jogo

Enquanto as bolsas americanas adotaram um tom mais cauteloso na última terça-feira (11), o Ibovespa decidiu seguir o caminho contrário.

Ao fim do pregão, o principal índice da bolsa brasileira avançava 1,5%, aos 105.070 pontos. O dólar fechou mais um dia praticamente

A onda de otimismo - impulsionada pela vitória do candidato democrata Joe Biden nos Estados Unidos e pelo andamento positivo de vacinas experimentais contra a covid-19 - já fez o Ibovespa subir mais de 12% em novembro.

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O vento que chega de Brasília

Se ontem o cenário doméstico era de otimismo, hoje os investidores devem pesar os últimos pronunciamentos do presidente Jair Bolsonaro.

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O presidente Jair Bolsonaro, ao ser questionado sobre a pandemia do coronavírus, disse que o país - que acumula mais de 160 mil mortos e 5,6 infectados pela doença, precisa deixar de ser de 'maricas' e enfrentar a doença.

Bolsonaro também endereçou as ameças do presidente eleito americano, Joe Biden, de aplicar sanções econômicas ao Brasil pela falha em atuar contra o desmatamento, dizendo que o país pode utilizar de 'pólvora' para resolver conflitos já que método diplomático - ou 'sáliva' como colocou o presidente - não funcionou.

E não é só o presidente que gera ruídos políticos em Brasília. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre o risco de hiperinflação no país.

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, usou o Twitter para rebater as falas e se posicionar.

Buscando fôlego

As boas notícias em torno da vacina da Pfizer seguem embalando os mercados no exterior e as bolsas buscam fôlego para manter o rali das últimas semanas.

As bolsas asiáticas fecharam com sinais mistos durante a madrugada, pressionadas pela proposta chinesa de regular o setor de tecnologia.

Na Europa, no entanto, o clima é positivo. Os principais índices do continente apresentam altas moderadas, na expectativa de que uma vacina surja logo.

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Depois de um dia de correção, os índices futuros parecem prontos para encararem mais um dia positivo em Nova York.

Agenda

Com a agenda fraca, a atenção dos investidores deve mesmo ficar focada no cenário externo e nos ruídos políticos que chegam de Brasília.

A única exceção na agenda são os números das vendas do varejo de setembro (9h). A expectativa é que o índice avance 1,4% na comparação anual.

No exterior, os investidores monitoram discutrso da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde (10h) e o relatório mensal da Opep, que pode mexer com o mercado de petróleo.

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Balanços

Dia cheio para o mercado corporativo. Além de digerir os números divulgados na noite de ontem, os investidores também aguardam os resultados de Eletrobras, JBS, Marfrig e Via Varejo - todos após o fechamento.

  • O Carrefour registrou lucro líquido ajustado de R$ 757 milhões no terceiro trimestre de 2020. O resultado é 73,1% maior que o do mesmo período de 2019.
  • O lucro líquido da BR Distribuidora caiu 74,9% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 335 milhões.
  • A Braskem registrou prejuízo líquido de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre, em razão, principalmente, da provisão adicional referente ao evento geológico de Alagoas e do impacto da variação cambial no resultado financeiro. A geração livre de caixa foi positiva em R$ 747 milhões.
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