🔴 TRÊS AÇÕES DE IA E O INVESTIMENTO QUE PODE MULTIPLICAR POR 42X EM 12 MESES – VEJA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Acabou a crise?

A maldição de maio não pegou de novo: bolsa foi o melhor investimento do mês, e dólar foi o pior

Pelo segundo ano consecutivo, a máxima "sell in may and go away" não se fez valer. Ativos de risco se saíram bem em maio, mas títulos públicos de longo prazo e o dólar tiveram desempenho negativo

Trevo de quatro folhas e joaninha simbolizam sorte
Imagem: Shutterstock

A bolsa apresentou mais um mês de recuperação nesta crise, subindo 8,57% em maio e ficando em primeiro lugar no ranking dos melhores investimentos do mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pelo segundo ano consecutivo, a chamada "maldição de maio" não pegou. Reza a lenda que maio é um mês de desempenho ruim nas bolsas, tanto que nos Estados Unidos uma das máximas do mercado é "sell in May and go away" ("venda em maio e vá embora").

Mas o bom desempenho do Ibovespa em maio novamente contrariou, em 2020, a mitologia do mercado. O principal índice da bolsa terminou o mês aos 87.402 pontos, seguido pelo Bitcoin e pelos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação de médio prazo.

Na ponta oposta do ranking, os títulos públicos de longo prazo e o dólar amargaram desempenho negativo. A cotação à vista da moeda americana caiu 1,83%, fechando o mês a R$ 5,34, enquanto o dólar PTAX terminou praticamente estável em R$ 5,43.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para quem olha apenas a foto até parece que a crise acabou. Mas se dermos uma olhada no filme, veremos que maio foi mais um mês de intensa volatilidade, em que aconteceu de tudo e mais um pouco, e que o futuro ainda permanece repleto de incertezas. Confira o ranking completo dos melhores investimentos do mês a seguir:

Leia Também

RENDA VARIÁVEL

Carteira da Terra sobe 56% em 12 meses; veja as 5 ações recomendadas para esta semana

SOBE E DESCE DA BOLSA

C&A dispara 23%, mas Brava Energia desaba 15%: veja quem ganhou e quem perdeu no Ibovespa esta semana

Os melhores investimentos de maio

Dois momentos diferentes

É possível dividir maio em dois momentos diferentes. Até a metade do mês, o Ibovespa viu altos e baixos, e o dólar disparou até beirar os R$ 6. Neste primeiro momento, o exterior operava com cautela diante da possibilidade de uma segunda onda de coronavírus no mundo, com novos casos surgindo em Wuhan, na China - hipótese que ainda não está descartada.

Por aqui, imperou a crise política, com uma deterioração nas relações entre o Congresso e o presidente Jair Bolsonaro, sobretudo em torno da questão da ajuda aos Estados - o poder Executivo desejava, como contrapartida, que reajustes a servidores não fossem permitidos, enquanto os parlamentares tentavam abrir brecha para essa possibilidade.

Também vimos conflitos dentro do próprio Executivo. Presidente e governadores discordando sobre a forma de lidar com a pandemia, os desdobramentos das acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro a Bolsonaro sobre interferência na cúpula da Polícia Federal, e a saída de mais um ministro da Saúde, desta vez o sucessor de Henrique Mandetta, o oncologista Nelson Teich.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

[captacao]

Na segunda metade do mês, a cautela deu uma diminuída. Por aqui, Bolsonaro, governadores e presidentes da Câmara e do Senado sinalizaram uma espécie de trégua, o presidente aprovou a ajuda aos estados com veto ao reajuste a servidores públicos, e o vídeo da reunião ministerial que poderia ter reforçado as acusações de Moro foi interpretado, pelo mercado, como algo que não trazia fatos novos que pudessem pesar ainda mais contra Bolsonaro.

Lá fora, os avanços nas pesquisas em busca de uma vacina contra a covid-19 animaram os investidores, bem como o início da reabertura das economias europeias. Tudo isso contribuiu para levar a bolsa para cima e tirar pressão do câmbio.

O Victor Aguiar explicou com mais detalhes tudo que afetou o dólar e a bolsa no mês nesta matéria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros

Outro fator que pesou no câmbio na primeira metade do mês foram os juros. No início de maio, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cortou a Selic em 0,75 ponto percentual, derrubando-a para 3,00% ao ano. Foi um corte superior ao esperado pela maior parte do mercado, que já se encontrava dividido quanto à prudência da medida.

É que um juro baixo demais num país emergente como o Brasil contribui para afastar os investidores estrangeiros que poderiam se interessar pelos nossos títulos, que passam a pagar menos. Com isso, o real tende a se desvalorizar frente ao dólar; e um dólar mais alto pode, mais adiante, pesar na inflação, obrigando o BC a subir os juros outra vez num momento de crise e atividade fraca.

Após a reunião do Copom de maio, o BC sinalizou que a Selic ainda poderia cair mais, mas se mostrou atento aos desafios desse ajuste fino. O mercado passou, então, a projetar juros mais baixos no curto e no médio prazos, mas jogou as projeções para os juros longos lá para cima.

Além disso, a possível deterioração fiscal do país com os gastos para combate ao coronavírus e o aumento do risco-Brasil contribuíram para pesar ainda mais na parte longa da curva de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resultado foi um ganho para os títulos prefixados e atrelados a inflação de prazos mais curtos, mas um impacto negativo nos de prazos mais longos. Lembrando que esses papéis se valorizam quando a perspectiva é de queda nos juros, e se desvalorizam quando a expectativa é de alta nas taxas.

O halving do bitcoin

Em maio, também tivemos o principal evento do ano no mercado de criptomoedas, o chamado halving do bitcoin. Este evento, que ocorre de quatro em quatro anos, consiste na redução da taxa de emissão dos bitcoins, o que contribui para a escassez progressiva da criptomoeda.

Essa escassez é o que faz o bitcoin ser encarado por muitos como uma reserva de valor - mais ou menos como o ouro -, pressionando o seu preço para cima. Em abril, vimos uma forte valorização da criptomoeda, que foi bem mais modesta em maio, mas teve uma aceleração às vésperas do halving, no dia 11.

O bitcoin atingiu a máxima do mês em dólares e reais no dia 7 de maio, quando bateu US$ 10 mil ou pouco mais de R$ 58 mil naquela data. Depois, a criptomoeda perdeu força, mas ainda terminou o mês em alta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A crise acabou?

O alívio no câmbio, apesar de modesto, e a alta em ativos de risco como ações e fundos imobiliários pode deixar o investidor perplexo, dado que a sensação geral ainda é de que o mundo está desmoronando.

Certamente a crise ainda não acabou - e a verdade é que nem sabemos se está perto de acabar. Ainda não temos nada mais concreto na descoberta de uma vacina ou medicamentos eficazes contra o coronavírus; não sabemos se pode haver uma segunda onda da doença, ou como ela seria; e definitivamente o cenário político no Brasil ainda não está pacificado.

Soma-se a tudo isso o fato de que o presidente Donald Trump voltou a encrencar com a China, justamente num momento em que os protestos em Hong Kong se reacendem. Isso sem contar que, em breve, teremos eleições nos Estados Unidos, e os resultados ainda são imprevisíveis.

E, claro, as empresas têm apresentado, em sua maioria, resultados ruins, fora os indicadores econômicos, que têm vindo péssimos, independentemente de estarem em linha com o esperado ou não.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O cenário à frente ainda está muito turvo, mas o pessimismo é tanto que qualquer notícia "menos ruim" é o suficiente para o mercado se animar um pouco, principalmente se considerarmos que perdemos bastante as referências de preços. Podemos aguardar mais volatilidade adiante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fachada de uma unidade do supermercados Carrefour Brasil (CRFB3) 6 de novembro de 2026 - 10:55
Selo de Melhores Fundos Imobiliários 6 de novembro de 2026 - 6:11
Petróleo Opep 5 de novembro de 2026 - 19:37
Representação de fundo imobiliário negociado em bolsa 5 de novembro de 2026 - 18:01
Dinheiro Salva Vidas - Proteção - Segurança - Emergência 5 de novembro de 2026 - 11:57
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma miniatura de shopping center dentro de um shopping. ao redor, há caixas com notas de reais, simbolizando dinheiro guardado em caixa, investimentos ou aquisições 5 de novembro de 2026 - 9:15
Logo do Itaú (ITUB4) 4 de novembro de 2026 - 16:23
Urna eleitoral com cédulas espalhadas em frente ao Capitólio dos Estados Unidos, com símbolos partidários em vermelho e azul 4 de novembro de 2026 - 14:01
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 4 de novembro de 2026 - 13:15
Gráfico de ações e bandeira do Brasil para representar a bolsa brasileira 3 de novembro de 2026 - 14:02
CSN Cimentos IPO CSNA3 CMIN3 recompra de ações 3 de novembro de 2026 - 12:49
Ilustração do Pacman comendo imóveis 3 de novembro de 2026 - 9:39
No campo petrolífero, ao entardecer, as bombas de petróleo estão em funcionamento. O reflexo das bombas e do belo pôr do sol na água cria a silhueta da unidade de bombeio ao entardecer 2 de novembro de 2026 - 16:19
Luiz Inácio Lula Da Silva vota no segundo turno da eleição 2026, em São Bernardo do Campo 2 de novembro de 2026 - 13:05
mulheres-B3-bolsa-de-valores-mercado 31 de outubro de 2026 - 18:07
Raios e nuvens escuras de uma tempestade emolduram o logo do Banco do Brasil (BBAS3) 31 de outubro de 2026 - 13:15
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar