🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Acabou a crise?

A maldição de maio não pegou de novo: bolsa foi o melhor investimento do mês, e dólar foi o pior

Pelo segundo ano consecutivo, a máxima “sell in may and go away” não se fez valer. Ativos de risco se saíram bem em maio, mas títulos públicos de longo prazo e o dólar tiveram desempenho negativo

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
30 de maio de 2020
5:30 - atualizado às 1:13
Trevo de quatro folhas e joaninha simbolizam sorte
Imagem: Shutterstock

A bolsa apresentou mais um mês de recuperação nesta crise, subindo 8,57% em maio e ficando em primeiro lugar no ranking dos melhores investimentos do mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pelo segundo ano consecutivo, a chamada "maldição de maio" não pegou. Reza a lenda que maio é um mês de desempenho ruim nas bolsas, tanto que nos Estados Unidos uma das máximas do mercado é "sell in May and go away" ("venda em maio e vá embora").

Mas o bom desempenho do Ibovespa em maio novamente contrariou, em 2020, a mitologia do mercado. O principal índice da bolsa terminou o mês aos 87.402 pontos, seguido pelo Bitcoin e pelos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação de médio prazo.

Na ponta oposta do ranking, os títulos públicos de longo prazo e o dólar amargaram desempenho negativo. A cotação à vista da moeda americana caiu 1,83%, fechando o mês a R$ 5,34, enquanto o dólar PTAX terminou praticamente estável em R$ 5,43.

Para quem olha apenas a foto até parece que a crise acabou. Mas se dermos uma olhada no filme, veremos que maio foi mais um mês de intensa volatilidade, em que aconteceu de tudo e mais um pouco, e que o futuro ainda permanece repleto de incertezas. Confira o ranking completo dos melhores investimentos do mês a seguir:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os melhores investimentos de maio

Dois momentos diferentes

É possível dividir maio em dois momentos diferentes. Até a metade do mês, o Ibovespa viu altos e baixos, e o dólar disparou até beirar os R$ 6. Neste primeiro momento, o exterior operava com cautela diante da possibilidade de uma segunda onda de coronavírus no mundo, com novos casos surgindo em Wuhan, na China - hipótese que ainda não está descartada.

Leia Também

Por aqui, imperou a crise política, com uma deterioração nas relações entre o Congresso e o presidente Jair Bolsonaro, sobretudo em torno da questão da ajuda aos Estados - o poder Executivo desejava, como contrapartida, que reajustes a servidores não fossem permitidos, enquanto os parlamentares tentavam abrir brecha para essa possibilidade.

Também vimos conflitos dentro do próprio Executivo. Presidente e governadores discordando sobre a forma de lidar com a pandemia, os desdobramentos das acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro a Bolsonaro sobre interferência na cúpula da Polícia Federal, e a saída de mais um ministro da Saúde, desta vez o sucessor de Henrique Mandetta, o oncologista Nelson Teich.

Na segunda metade do mês, a cautela deu uma diminuída. Por aqui, Bolsonaro, governadores e presidentes da Câmara e do Senado sinalizaram uma espécie de trégua, o presidente aprovou a ajuda aos estados com veto ao reajuste a servidores públicos, e o vídeo da reunião ministerial que poderia ter reforçado as acusações de Moro foi interpretado, pelo mercado, como algo que não trazia fatos novos que pudessem pesar ainda mais contra Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lá fora, os avanços nas pesquisas em busca de uma vacina contra a covid-19 animaram os investidores, bem como o início da reabertura das economias europeias. Tudo isso contribuiu para levar a bolsa para cima e tirar pressão do câmbio.

O Victor Aguiar explicou com mais detalhes tudo que afetou o dólar e a bolsa no mês nesta matéria.

Juros

Outro fator que pesou no câmbio na primeira metade do mês foram os juros. No início de maio, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cortou a Selic em 0,75 ponto percentual, derrubando-a para 3,00% ao ano. Foi um corte superior ao esperado pela maior parte do mercado, que já se encontrava dividido quanto à prudência da medida.

É que um juro baixo demais num país emergente como o Brasil contribui para afastar os investidores estrangeiros que poderiam se interessar pelos nossos títulos, que passam a pagar menos. Com isso, o real tende a se desvalorizar frente ao dólar; e um dólar mais alto pode, mais adiante, pesar na inflação, obrigando o BC a subir os juros outra vez num momento de crise e atividade fraca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após a reunião do Copom de maio, o BC sinalizou que a Selic ainda poderia cair mais, mas se mostrou atento aos desafios desse ajuste fino. O mercado passou, então, a projetar juros mais baixos no curto e no médio prazos, mas jogou as projeções para os juros longos lá para cima.

Além disso, a possível deterioração fiscal do país com os gastos para combate ao coronavírus e o aumento do risco-Brasil contribuíram para pesar ainda mais na parte longa da curva de juros.

O resultado foi um ganho para os títulos prefixados e atrelados a inflação de prazos mais curtos, mas um impacto negativo nos de prazos mais longos. Lembrando que esses papéis se valorizam quando a perspectiva é de queda nos juros, e se desvalorizam quando a expectativa é de alta nas taxas.

O halving do bitcoin

Em maio, também tivemos o principal evento do ano no mercado de criptomoedas, o chamado halving do bitcoin. Este evento, que ocorre de quatro em quatro anos, consiste na redução da taxa de emissão dos bitcoins, o que contribui para a escassez progressiva da criptomoeda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa escassez é o que faz o bitcoin ser encarado por muitos como uma reserva de valor - mais ou menos como o ouro -, pressionando o seu preço para cima. Em abril, vimos uma forte valorização da criptomoeda, que foi bem mais modesta em maio, mas teve uma aceleração às vésperas do halving, no dia 11.

O bitcoin atingiu a máxima do mês em dólares e reais no dia 7 de maio, quando bateu US$ 10 mil ou pouco mais de R$ 58 mil naquela data. Depois, a criptomoeda perdeu força, mas ainda terminou o mês em alta.

A crise acabou?

O alívio no câmbio, apesar de modesto, e a alta em ativos de risco como ações e fundos imobiliários pode deixar o investidor perplexo, dado que a sensação geral ainda é de que o mundo está desmoronando.

Certamente a crise ainda não acabou - e a verdade é que nem sabemos se está perto de acabar. Ainda não temos nada mais concreto na descoberta de uma vacina ou medicamentos eficazes contra o coronavírus; não sabemos se pode haver uma segunda onda da doença, ou como ela seria; e definitivamente o cenário político no Brasil ainda não está pacificado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Soma-se a tudo isso o fato de que o presidente Donald Trump voltou a encrencar com a China, justamente num momento em que os protestos em Hong Kong se reacendem. Isso sem contar que, em breve, teremos eleições nos Estados Unidos, e os resultados ainda são imprevisíveis.

E, claro, as empresas têm apresentado, em sua maioria, resultados ruins, fora os indicadores econômicos, que têm vindo péssimos, independentemente de estarem em linha com o esperado ou não.

O cenário à frente ainda está muito turvo, mas o pessimismo é tanto que qualquer notícia "menos ruim" é o suficiente para o mercado se animar um pouco, principalmente se considerarmos que perdemos bastante as referências de preços. Podemos aguardar mais volatilidade adiante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar