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Ações de bancos, Petrobras e Vale pesam no índice; juros futuros caem com inflação do aluguel abaixo das expectativas
O Ibovespa opera perto da estabilidade nesta terça-feira (29), após ter batido a sua máxima histórica intradiária de 119.593 pontos, recebendo, mais cedo, um "empurrão" proveniente do apetite por risco vindo lá de fora.
Na máxima do dia, o índice avançou 0,6%, para 119.860,91 pontos, renovando o seu topo. Por volta das 17h, no entanto, o principal índice acionário da bolsa brasileira tinha leve variação positiva, de 0,1%, para 119.280 pontos.
O movimento foi guiado por certa realização de lucros, já que, no mês, o Ibovespa subiu 9%, destoando do desempenho dos índices acionários à vista do exterior. As bolsas americanas caem ao menos 0,2% agora, dando uma pausa no rali recente, depois do veto à aprovação rápida de maior auxílio individual aos americanos.
Enquanto isso, na Europa, apenas o DAX, da bolsa de Frankfurt, recuou entre os principais índices acionários à vista.
Entre os destaques corporativos do Ibovespa, as ações de CSN se disparam quase 5%. Siderúrgicas, Usiminas e Gerdau também sobem.
As ações do IRB avançam, mantendo-se entre as principais altas do índice como ontem, na esteira da prévia operacional de outubro, que apontou um prejuízo líquido de R$ 23,8 milhões.
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Sem considerar os efeitos que não vão se repetir nos períodos seguintes, contudo, a empresa teria registrado lucro líquido de R$ 110,3 milhões.
Ações de pesos-pesados, como bancos, Petrobras (destoando da alta do petróleo Brent lá fora) e Vale (seguindo a queda do minério de ferro na China), operam em queda neste momento, pesando no índice.

O que chegou a sustentar o bom humor nos mercados acionários hoje pela manhã foi o cenário externo, impulsionado pela perspectiva de um socorro financeiro ainda mais robusto à combalida economia americana.
Após a aprovação do pacote fiscal de US$ 900 bilhões, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou o aumento do auxílio individual dado aos americanos que recebem menos de US$ 75 mil por ano, de US$ 600 para US$ 2 mil, em meio à pressão do presidente americano Donald Trump.
A medida ainda precisava ser aprovada no Senado e, se passasse, elevará o valor total do pacote de ajuda para US$ 1,3 trilhão. No entanto, o Senado americano vetou a aprovação rápida da proposta de ampliação da ajuda individual, o que pesou sobre as bolsas americanas.
Na Europa, os investidores seguiram repercutindo com bom humor o acordo comercial pós-Brexit firmado entre Reino Unido e União Europeia, o que sustentou a maioria das principais bolsas do velho continente no azul.
No âmbito doméstico, os investidores monitoraram a agenda econômica ao longo do dia, que trouxe dados importantes para detalhar o estado da inflação e da atividade econômica.
Primeiro, foi divulgado o IGP-M, índice conhecido como a inflação do aluguel, que subiu 0,96% em dezembro, fechando o ano com a maior variação anual desde 2002.
Ainda assim, o desempenho mensal desse IGP foi menor do que o esperado pelo mercado, sob o impacto da desaceleração dos preços do atacado e deflação das matérias-primas brutas.
Deste modo, o mercado de juros futuros apontou um alívio em taxas curtas e longas, apesar de alta nas de curtíssimo prazo (janeiro/2021). As quedas mais intensas foram observadas nos juros para contratos de prazo maior.
Confira as taxas de fechamento dos principais vencimentos:
Do lado da atividade econômica, a taxa de desemprego até outubro ficou em 14,3%, abaixo do piso das expectativas dos analistas, o que sugere uma recuperação do mercado de trabalho.
Depois de subir fortemente na sessão de ontem mesmo após intervenção do Banco Central, o dólar cai 1,1% agora, aos R$ 5,1829. Mais cedo, o BC vendeu US$ 800 milhões em operação de swap (venda de dólar no mercado futuro).
O movimento do dólar diante do real brasileiro hoje está em linha com o que se vê em relação a moedas emergentes — a divisa também cai frente ao peso mexicano, rublo russo e o rand sul-africano.
Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio
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