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Apesar da melhora pontual na bolsa brasileira, os investidores seguem com um pé atrás pela ausência de sinalização de novas medidas de estímulo pelo Fed

O Ibovespa operava em queda desde o início do pregão desta quinta-feira repercutindo a ressaca com a overdose de decisões de bancos centrais observada entre ontem e hoje, mas conseguiu zerar as perdas no meio da tarde apesar das baixas nos mercados financeiros internacionais e tentava firmar uma alta, ainda que discreta.
Desde cedo, os efeitos da ressaca pareciam menos indigestos do que o que se via no exterior. Depois de um recuo inicial mais pronunciado, o Ibovespa estabeleceu-se acima dos 99 mil pontos, em grande parte sustentado por algumas bluechips do índice que ontem recuaram em demasia e hoje se apresentavam como boas oportunidades de negócio, avaliam analistas.
Por volta das 16h40, o principal índice do mercado brasileiro de ações operava em alta de 0,36%, aos 100.038 pontos. Lá fora, as bolsas de valores asiáticas e europeias fecharam em queda e os principais índices de Wall Street seguem no vermelho desde a abertura do pregão.
No meio da tarde, em reação ao comunicado da Opep+, formada pelos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, o Ibovespa reagiu e passou a testar leves altas.
O grupo reiterou a importância de compensar o volume de petróleo produzido em excesso por alguns integrantes do pacto para conter a oferta do produto.
A declaração levou à apreciação dos contratos futuros de petróleo nos mercados internacionais, o que beneficia as ações da Petrobras. A virada das ações da Vale para o azul também auxilia o Ibovespa.
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Depois de passarem a quarta-feira em compasso de espera pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, os investidores reagiam hoje à sinalização emitida pelo Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano) e ecoada nas horas seguintes pelos bancos centrais brasileiro, japonês e inglês.
A mensagem é a de que os bancos centrais fizeram tudo o que esteve ao alcance até o momento para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, mas os instrumentos de política monetária, sozinhos, não serão suficientes para superar a crise.
A conclusão é que, apesar de uma onda sem precedentes de liquidez ter sido injetada nos mercados financeiros pelos bancos centrais nos últimos meses, os estímulos talvez sejam insuficientes para que a economia global retorne aos níveis pré-coronavírus diante de tantos riscos e incertezas.
"Decisões de juros protocolares e pouco ousadas", resumiu Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.
Sem a sinalização de novas medidas de estímulo pelo Fed e a visão de que alguns setores da economia norte-americana irão demorar para se recuperar, os investidores seguiram reagindo de forma negativa ao comunicado.
No que diz respeito à decisão do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (BCB), a entidade encerrou o ciclo de nove cortes seguidos e confirmou a expectativa de manutenção da taxa Selic em 2% ao ano.
No comunicado da decisão, a autoridade monetária sinalizou que a taxa básica de juro deve permanecer em sua mínima histórica por um longo período, até quem sabe meados de 2022.
Preocupação recente entre os participantes do mercado, o Copom reconheceu que a inflação deve aumentar no curto prazo, com a alta 'temporária' nos preços dos alimentos, mas avaliou que os números permanecem abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária.
Em relação ao noticiário sobre empresas cotadas na B3, Magazine Luiza, BRF e Notre Dame Intermédica requerem a atenção dos investidores nesta quinta-feira.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, sinalizou que cinco empresas estão interessadas na aquisição dos Correios, entre elas Magazine Luiza e Amazon.
Já a BRF confirmou a emissão de US$ 500 milhões em títulos de 30 anos no exterior. A demanda superou em 10 vezes a oferta.
Enquanto isso, a Notre Dame Intermédica aprovou o aumento de capital social de R$ 120,221 milhões para R$ 5,646 bilhões.
O dólar operava em alta desde a abertura do pregão, com os investidores reagindo ao mau humor externo provocado pelo descontentamento dos investidores com a constatação dos limites da política monetária.
Entretanto, a moeda norte-americana passou a oscilar entre leves altas e baixas no meio da tarde, permanecendo perto da estabilidade com o real acompanhando a melhora dos ativos de risco nos mercados locais.
Por volta das 16h40, o dólar caía 0,06%, cotado a R$ 5,2354.
Já os contratos de juros futuros recuaram ao longo de toda a sessão em um ajuste às altas que antecederam a reunião do Copom. Os contratos mais longos encerraram nas mínimas do dia.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
NOVO TARIFAÇO
BOTÃO DE CAUTELA
AVANÇANDO NO SETOR DE SAÚDE
NEGOCIAÇÕES EM FOCO
BALANÇO DO MÊS
MERCADOS HOJE
UMA NOVA ERA
MERCADO IMOBILIÁRIO
NO CENTRO DA TEMPESTADE
TRÉGUA NO RADAR
POTENCIAL
INQUILINO NA ÁREA
NO BOLSO DO COTISTA
HORA DE COMPRAR?
O QUE FALTA?
AGORA VAI?
A SEMANA NA BOLSA
RENDA RECORRENTE
POTENCIAL NA TERCEIRIZAÇÃO
ADEUS, BOLSA