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Apresentação da LDO e expectativa com prorrogação do auxílio emergencial deixaram os investidores com um pé atrás durante todo o pregão
A reação inicial dos investidores à apresentação da proposta orçamentária do governo para 2021 não poderia ter sido pior. O Ibovespa já caía mais de 1% quando os detalhes do projeto da lei de orçamento para o ano que vem começaram a ser divulgados em Brasília. A impressão era de que a cada nova informação, o principal índice do mercado brasileiro de ações ia um degrau abaixo.
Ao menos neste primeiro momento, a impressão dos investidores é de que a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2021 tende a agravar ainda mais a delicada situação fiscal em que o Brasil se encontra.
A falta de boas notícias neste sentido somou-se aos ajustes de carteira de fim de mês, o Ibovespa perdeu o nível de suporte dos 100 mil pontos e fechou nas mínimas da sessão, aos 99.369,15 pontos (-2,72%). No acumulado de agosto, o índice perdeu 3,44% e registrou o primeiro resultado mensal negativo desde março.
O Ibovespa já operava em queda desde a abertura deste último pregão de agosto e viu o movimento se acentuar depois da apresentação da proposta orçamentária para 2021 em um momento no qual as despesas públicas crescem devido a medidas emergenciais tomadas com o objetivo de atenuar as consequências da pandemia do novo coronavírus.
Também inspirou cautela entre os investidores a prorrogação do auxílio emergencial. O presidente Jair Bolsonaro tem sinalizado que a ajuda será estendida até dezembro, mas pela metade dos atuais R$ 600 por mês. Um anúncio oficial é esperado para amanhã.
E enquanto as principais bolsas europeias fecharam em queda, o tom negativo em Wall Street ajudou a manter a bolsa brasileira para baixo antes mesmo de o clima azedar. Enquanto os índices Dow Jones e S&P-500 caíram, o Nasdaq foi na contramão e renovou uma vez mais seu recorde de fechamento aproveitando o rali no setor de tecnologia.
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Apesar da queda generalizada no principal índice brasileiro de ações, o recuo no preço dos papéis ON da resseguradora IRB Brasil (IRBR3) chamou a atenção pela intensidade. No fim de semana, a empresa reportou prejuízo de R$ 685,1 milhões no segundo trimestre de 2020, de lucro de R$ 397,5 milhões um ano antes.
Já os temores dos investidores com a questão fiscal repercutiram com mais ênfase nas bluechips do Ibovespa, em especial as ações ON e PN da Petrobras (PETR3 e PETR4) e da Eletrobras (ELET3 e ELET6).
O setor de siderurgia, por sua vez, seguiu na contramão da queda do índice, com destaque para o bom desempenho do papel ON da CSN (CSNA3) em decorrência da alta do dólar e do minério de ferro nos mercados internacionais.
Já a EDP Brasil registrou a maior alta do dia repercutindo o balanço do segundo trimestre, divulgado na sexta-feira.
Confira a seguir as maiores altas e as maiores baixas do dia entre os componentes do Ibovespa
MAIORES ALTAS
MAIORES BAIXAS
O dólar firmou-se em alta em meio à disputa pela formação da taxa PTax, que costuma ser antecedida por intensa volatilidade no mercado de câmbio, e manteve a apreciação por todo o restante da sessão.
Parte do movimento foi atribuída a um ajuste depois da forte queda do dólar ante o real na semana passada em reação à mudança na condução da política monetária do Federal Reserve Bank, o banco central norte-americano.
A moeda norte-americana chegou ao fim do pregão em alta de 1,21%, cotada a R$ 5,4806.
Os contratos de juros futuros também fecharam em alta. Assim como ocorreu com a taxa de câmbio, os contratos passaram por ajuste depois da intensa queda registrada na sexta-feira. Outro fator de pressão sobre os juros hoje foi a expectativa em torno da apresentação da LDO para 2021.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
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