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Fechamento dos mercados

Mesmo em véspera de feriado, Ibovespa fecha em alta de 1%, mas dólar avança para perto dos R$ 5,20

Apesar de volume reduzido e de não haver pregão nos próximos dois dias por causa do Natal, bolsa conseguiu subir, mas não zerou perdas da semana; dólar foi pressionado por compras de fim de ano

podcast Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Mesmo em dia de volume de negociações reduzido por ser véspera de feriado, o Ibovespa permaneceu o dia inteiro no azul e fechou com ganho de 1,00%, aos 117.806,85 pontos, após ter ido aos 118.311,44 na máxima do dia, uma valorização de 1,44%.

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Mesmo assim, devido ao tombo de segunda-feira, o principal índice da B3 acumula baixa de 0,18% na semana, mas mantém alta de 8,19% em dezembro. No ano, o Ibovespa acumula valorização de 1,87%. Amanhã e na próxima sexta-feira (24 e 25) não haverá pregão, em razão do feriado de Natal.

O dia foi marcado pelo tom positivo no exterior, apesar de mais uma cepa mais transmissível de coronavírus ter sido identificada no Reino Unido, e de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter criticado o pacote fiscal de US$ 900 bilhões recém-aprovado pelo Congresso americano.

Predominou o otimismo com a aprovação de um acordo pós-Brexit entre Reino Unido e União Europeia ainda hoje, além do alívio às restrições de viagens e fronteiras de alguns países à terra da Rainha.

No fim da tarde, ajudou as negociações nos Estados Unidos o fato de a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, ter prometido votar a proposta de envio de cheques de US$ 2 mil a americanos, depois de Trump ter ameaçado não sancionar o pacote fiscal.

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Tanto as bolsas europeias e quanto as americanas fecharam em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,08%, enquanto o Dow Jones subiu 0,38% e o S&P 500 desacelerou os ganhos no fim do pregão, para 0,07%. Já o Nasdaq fechou em baixa de 0,29%, após ter passado o dia perto da estabilidade.

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Apesar do apetite a risco no mercado de ações, o dólar à vista também acabou fechando em alta, subindo 0,73%, a R$ 5,1998, após ter chegado a R$ 5,22, na máxima.

As compras de fim de ano realizadas por empresas, para remessas de lucros ao exterior, e bancos, para fins de hedge (proteção), pressionaram a cotação da moeda americana ante o real.

Com isso, o dólar apresenta alta de 2,30% na semana, mas ainda recua 2,74% em dezembro. No ano, a moeda americana avança cerca de 30%.

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Um fator local que contribuiu para a alta da bolsa brasileira foi o fato de a PEC dos municípios não ter sido votada ontem, ficando apenas para o ano que vem. A PEC prevê um aumento de repasses da União para os municípios, o que pressionaria ainda mais as contas públicas e vinha aumentando a percepção de risco fiscal dos investidores.

Com esse alívio momentâneo, os juros futuros fecharam em queda, apesar da alta do dólar. Veja o desempenho dos principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,918% para 1,904%;
  • Janeiro/2022: de 2,89% para 2,865%;
  • Janeiro/2023: de 4,30% para 4,215%;
  • Janeiro/2025: de 5,86% para 5,75%.

Indicadores também guiaram decisões de investidores

Indicadores divulgados pela manhã também influenciaram os mercados nesta quarta.

O Ministério da Economia revelou que o mercado formal de trabalho brasileiro registrou em novembro a abertura de 414,5 mil vagas, acima das estimativas do mercado. Foi o quinto mês consecutivo de saldo positivo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

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Já nos EUA, o Departamento de Trabalho do país divulgou que os pedidos de auxílio-desemprego registraram queda de 89 mil na semana encerrada em 19 de dezembro, a 803 mil. O resultado ficou abaixo das previsões de analistas, que projetavam 888 mil solicitações.

Pelo lado mais negativo, o índice de sentimento do consumidor americano subiu entre novembro e dezembro para 80,7, mas ficou abaixo da previsão de 81,0 dos analistas ouvidos pelo "The Wall Street Journal".

Enquanto isso, as vendas de moradias novas nos EUA caíram 11% entre outubro e novembro, para 841 mil unidades, uma queda muito maior que a prevista por analistas consultados pelo "The Wall Street Journal", que era de 2,2%.

Quem sobe, quem desce

Com o relaxamento das restrições ao Reino Unido, os papéis das companhias aéreas avançaram nesta quarta, após dois dias de fortes quedas. A alta do petróleo puxou as petroleiras, enquanto os bons números do Caged pesaram positivamente sobre as ações de varejistas.

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Os papéis da Petrobras tiveram motivos extras para se valorizarem nesta quarta, pois a estatal fechou contratos de longo prazo para fornecer nafta, etano e propano para a petroquímica Braskem. Também anunciou a conclusão da venda da Liquigás, seguindo seu plano de venda de ativos para focar na exploração do pré-sal. Os papéis preferenciais (PETR4) fecharam em alta de 2,46%, e os ordinários (PETR3), de 2,16%.

Já as ações de frigoríficos e das empresas de papel e celulose estiveram entre as maiores perdas do Ibovespa, com realização dos fortes ganhos dos últimos dias.

Maiores altas

CÓDIGOEMPRESACOTAÇÃO (R$)VARIAÇÃO
PRIO3PetroRio66,13+10,81%
AZUL4Azul37,70+6,89%
GOLL4Gol24,54+5,32%
USIM5Usiminas14,62+4,65%
EMBR3Embraer8,56+4,14%

Maiores quedas

CÓDIGOEMPRESACOTAÇÃO (R$)VARIAÇÃO
BEEF3Minerva10,37-2,54%
SUZB3Suzano56,37-2,27%
KLBN11Klabin25,27-1,94%
RADL3RaiaDrogasil24,95-1,69%
MRFG3 Marfrig 14,68-1,67%
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