Dólar sobe a R$ 4,36 e renova a máxima de fechamento; Ibovespa avança, em linha com o exterior
O dólar à vista subiu pelo terceiro dia seguido e terminou a sessão no nível de R$ 4,36 pela primeira vez na história. O Ibovespa sobe mais de 1%, aproveitando a calmaria vista nas bolsas globais

O Ibovespa começou o pregão desta quarta-feira (19) em baixa, mas logo ganhou força e virou para o campo positivo. O clima mais ameno visto lá fora, somado à reação positiva aos balanços trimestrais, dá sustentação ao índice neste início de tarde.
Por volta de 17h10, o Ibovespa operava em alta de 1,21%, aos 116.369,42 pontos, após chegar a cair 0,18% mais cedo, aos 114.774,04 pontos. Com isso, a bolsa brasileira acompanha os mercados acionários externos: nos EUA, o Dow Jones (+0,49%), o S&P 500 (+0,58%) e o Nasdaq (+0,96%) sobem em bloco.
Já o dólar à vista continuou pressionado. A moeda americana passou o dia em alta, terminando a R$ 4,3656 (+0,19%) e cravando mais um recorde de fechamento em termos nominais — é a primeira vez que a divisa encerra uma sessão acima de R$ 4,36.
Lá fora, as preocupações relacionadas ao coronavírus diminuem um pouco nesta quarta-feira. Por mais que a Apple tenha sinalizado que não cumprirá suas projeções para o trimestre por causa do surto — o que aumentou a aversão ao risco na sessão anterior — a percepção atual é a de que a disseminação da doença tem ocorrido num ritmo mais lento.
Os dados mais recentes dão conta de mais de dois mil mortos e 75 mil pessoas contaminadas pelo vírus, números que ainda inspiram cautela entre os investidores. Contudo, apesar da tensão, o clima é menos pesado nos mercados globais — o que abre espaço para a recuperação das bolsas.
Na Europa, as principais praças operam em alta nesta quarta-feira, revertendo as baixas de ontem; na Ásia, quase todas as bolsas fecharam no azul — a exceção foi a China continental, que cedeu a um movimento de realização de lucro.
Leia Também
Ruídos no dólar
Apesar do cenário de maior tranquilidade no exterior, o mercado doméstico de câmbio segue estressado. Internamente, as turbulências no front político trazem algum desconforto aos investidores, que optam por buscar proteção no dólar.
Rumores de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, estaria insatisfeito com o governo e poderia deixar o cargo, em meio às constantes polêmicas da administração Bolsonaro, geram alguma apreensão no mercado de moedas, apesar de o presidente ter negado tal hipótese.
A valorização do dólar ante o real destoa do comportamento da moeda americana em relação às demais divisas de países emergentes nesta quarta-feira. No momento, o viés e de estabilidade na comparação com tais ativos — o que evidencia o fator doméstico de pressão no câmbio.
Nesse cenário, os investidores estão atentos para eventuais atuações do Banco Central (BC) no câmbio, de modo a trazer alívio à escalada do dólar. Na semana passada, a autoridade monetária convocou leilões extraordinários de swap quando a divisa bateu a marca de R$ 4,38.
Hoje, no entanto, não tivemos qualquer sinal de atuação do BC.
Juros em baixa
Apesar da pressão vista no dólar à vista, as curvas de juros fecharam em baixa nesta quarta-feira, tanto na ponta curta quanto na longa, em meio às apostas de novos cortes na Selic para estimular a economia doméstica.
Veja abaixo como ficaram os principais DIs:
- Janeiro/2021: de 4,21% para 4,19%;
- Janeiro/2022: de 4,71% para 4,64%;
- Janeiro/2023: de 5,27% para 5,20%;
- Janeiro/2025: de 6,00% para 5,96%;
- Janeiro/2027: de 6,39% para 6,37%.
Balanços e mais balanços
Muitas empresas do Ibovespa reportaram seus números referentes ao quarto trimestre de 2019 desde o fechamento de ontem — e, hoje, alguns desses papéis exibem reações intensas aos balanços.
Em destaque, aparece IRB ON (IRBR3), com alta de 0,83%. A resseguradora fechou o ano com um lucro de R$ 1,764 bilhão, alta de 44,7% ante 2018, e abriu os números contestados pela gestora Squadra.
Weg ON (WEGE3), Ecorodovias ON (ECOR3) e Iguatemi ON (IGTA3), com ganhos de 7,74%, 1,80% e 1,81%, nesta ordem, também reagem positivamente aos balanços trimestrais — veja aqui um resumo dos números dessas empresas.
Top 5
Confira abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa neste momento:
- Weg ON (WEGE3): +7,74%
- Via Varejo ON (VVAR3): +6,28%
- B3 ON (B3SA3): +3,97%
- CCR ON (CCRO3): +3,59%
- Cyrela ON (CYRE3): +3,45%
Veja também as maiores baixas do índice:
- BTG Pactual units (BPAC11): -2,75%
- Cia Hering ON (HGTX3): -2,10%
- BR Distribuidora ON (BRDT3): -1,78%
- Cogna ON (COGN3): -1,75%
- Carrefour Brasil ON (CRFB3): -1,54%
RADAR DE FIIS
Fundo imobiliário leva calote de inquilino em recuperação judicial; entenda o impacto no bolso dos cotistas
23 de setembro de 2026 - 13:01SD ENTREVISTA
Tubarões saem e varejo entra: sinal de alerta para os FIIs? LAREAL revela o que os institucionais estão vendo
23 de setembro de 2026 - 6:01AS MAIS SAUDÁVEIS
Dasa (DASA3) é compra para o UBS BB, mas banco revela outras 2 favoritas — uma delas para dividendos
22 de setembro de 2026 - 19:50EM DESACELERAÇÃO
FIIs de shoppings sob pressão: é hora de separar o joio do trigo — e o BTG Pactual já escolheu os ativos favoritos
21 de setembro de 2026 - 20:01EM ESPERA...
Nubank, BTG Pactual e Banco do Brasil: os gringos já escolheram onde investir, agora só falta o gatilho certo para apertar compra
21 de setembro de 2026 - 17:19DIRETO PELA B3
IA, Ibovespa e até farmacêuticas gringas: Itaú BBA diz como investir em 800 ações com retorno de 23% ao ano sem dor de cabeça
18 de setembro de 2026 - 19:20EM TOM DE CAUTELA
Lula turbina Bolsa Família em 15% e faz o Ibovespa perder 3 mil pontos. Por que o mercado torceu o nariz?
17 de setembro de 2026 - 13:00DEU RUIM
Ação da Marcopolo (POMO4) despenca 26% no ano e XP rebaixou para neutra; mas há 2 fatores que podem impulsionar a ação
17 de setembro de 2026 - 12:46ONDE APOSTAR NA BOLSA
Lula ou Flávio? Você não deve esperar as eleições para se posicionar nestas ações, segundo a Kinea
17 de setembro de 2026 - 9:01VISÃO DO GESTOR
Multimercados não morreram, mas o jogo mudou: XP Asset aposta em nova estratégia e até mudança nas taxas para voltar a dar retorno
17 de setembro de 2026 - 6:14FECHAMENTO DOS MERCADOS
Os 30 minutos que selaram o destino da bolsa em Nova York — e do Ibovespa — após a alta dos juros nos EUA
16 de setembro de 2026 - 17:15CONSOLIDAÇÃO DA CARTEIRA
Fundo imobiliário que rende IPCA+ 10%? Patria quer unir FIIs e criar gigante de crédito de R$ 4,5 bilhões
16 de setembro de 2026 - 13:01LATAM RETAIL SHOW 2026
FIIs são o ‘match perfeito’ para o setor de shopping centers, segundo gestores; saiba onde estão as melhores oportunidades
15 de setembro de 2026 - 21:19ESTRATÉGIA DOS ESTRANGEIROS
Os gringos estão de olho no Ibovespa, mas as eleições assustam; veja o que diz pesquisa com gestores que reúnem US$ 90 bi
15 de setembro de 2026 - 18:45RECOMENDAÇÃO DE COMPRA
Cyrela (CYRE3), Porto (PSSA3) e RD Saúde (RADL3): o que elas têm em comum e como podem saltar até 55%?
15 de setembro de 2026 - 16:40EM BUSCA DA ESTABILIDADE
Da Petrobras (PETR4) ao BTG (BPAC11) e Embraer (EMBJ3): as ações que o Citi escolheu para enfrentar a montanha-russa das eleições
15 de setembro de 2026 - 11:17INVESTIMENTO ESG
Energia limpa na Bolsa: novo ETF da Galapagos amplia aposta em empresas brasileiras e tem apoio do BNDES
14 de setembro de 2026 - 19:47PARA ONDE VAI A BOLSA
BofA está otimista e tem nova projeção para a Selic; banco já elegeu suas ações preferidas para investir em cenário mais positivo para juros
14 de setembro de 2026 - 19:07DÍVIDA NA CARTEIRA
FIIs de tijolo estão de olho na alavancagem e reduzem endividamento — mas um segmento vai na contramão; entenda o motivo
14 de setembro de 2026 - 17:10MERCADOS HOJE