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Alguns bancos dizem que a repactuação deve melhorar as finanças consolidadas e a taxa interna de retorno da Ecorodovias, enquanto outros alertam para a demanda por investimentos
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na noite de quarta-feira (25) a repactuação da Eco101, do grupo Ecorodovias, responsável pela operação da BR-101 no Espírito Santo. O sinal verde mexeu com as ações ECOR3, que chegaram a subir mais de 2% no início da manhã, depois passaram a operar no vermelho e acabaram encerrando o dia com alta de 0,28%, a R$ 7,27.
De acordo com o BTG Pactual, a repactuação da Eco101 deve melhorar as finanças consolidadas e a taxa interna de retorno da Ecorodovias.
Em relatório, os analistas destacam ainda que além da Eco101, há mais cinco concessões em negociação para otimização, incluindo a MSVia da CCR.
Já o Citi avalia que a aprovação do reequilíbrio da Eco101 para a Ecorodovias é um desenvolvimento que ainda requer análise para determinar seu impacto final, apontando que as condições atuais indicam que o projeto demandará um investimento significativo.
Segundo os analistas, a perspectiva de uma extensão de 10 anos e o aumento das tarifas de pedágio para quase o triplo do valor atual sugerem um efeito benéfico na avaliação da empresa.
Além disso, a possibilidade de concorrentes participarem do projeto não diminui o valor da compensação de R$ 320 milhões para a Ecorodovias, que pode contribuir para a saúde financeira da empresa. Com base nesses fatores, a recomendação para a ação permanece como Compra.
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Já para a XP Investimentos, a aprovação do plano de otimização dos contratos da ECO101 é um desenvolvimento positivo em todo o setor, considerando que o movimento visa destravar investimentos atrasados e resolver uma questão regulatória de longa data.
A corretora avalia que o relatório do TCU apresentou mais informações sobre o projeto ECO101, mas o modelo financeiro detalhado ainda não foi esclarecido, abrangendo aumento do capex, extensão do contrato, reajustes tarifários e modernização do contrato.
Nos cálculos do BTG, com a Ecorodovias sendo agora negociada a uma taxa interna de retorno real de 11%, a recomendação para os papéis da empresa permanece de compra.
O banco afirma que, embora seja um ativo secundário,a otimização do contrato deve trazer melhorias para a empresa.
“Se não houver licitantes interessados, a Ecorodovias pode reter o ativo em condições muito melhores”, concluem.
O preço-alvo fixado para os papéis da Ecorodovias é de R$ 11, o que representa um potencial de valorização de 52% sobre o fechamento de hoje.
O Citi também manteve a recomendação de compra para as ações da Ecorodovias, fixando um preço-alvo de R$ 10, o que representa um potencial de valorização de 38% sobre o fechamento atual.
A XP vai pelo mesmo caminho, indicando a compra dos papéis. Em relatório, os analistas da corretora apontam que o movimento cria uma solução para concessões financeiramente estressadas de participantes listados.
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