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O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

Um setor que costuma chamar a atenção do mercado é o de energia elétrica. Conhecidas pela previsibilidade dos contratos de longo prazo e o pagamento de renda extra aos acionistas, as empresas costumam ocupar os holofotes — e o coração — dos investidores. De olho nessas companhias, o banco Safra elevou a recomendação de um papel para compra: a Eneva (ENEV3).
Além do veredito para incluir as ações na carteira de investimentos, a equipe de análise elevou o preço-alvo para a elétrica, que passou de R$ 22,50 para R$ 31,70, um potencial de valorização de 13,30% com relação ao último fechamento.
Não é à toa que, na avaliação do banco, a elétrica é o principal player no segmento de geração térmica no Brasil.
O que chamou a atenção do Safra foi a expansão das operações da Eneva após a elétrica sair como a principal vencedora do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) de 2026, realizado em março. Na ocasião, a empresa renovou contratos de 1,7 gigawatts (GW) e garantiu 3,65 GW adicionais em novos contratos.
O banco comentou que essa expansão da Eneva envolve despesas de capital (capex, em inglês) estimadas de R$ 18,2 bilhões e deve adicionar cerca de R$ 9,6 bilhões em receitas anuais com contratos de 10 a 15 anos.
Segundo o Safra, a mudança em relação à Eneva incorpora os resultados do LRCAP, venda da usina de Pecém, no Ceará, e novas premissas no modelo.
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Com os projetos que começam a operar a partir de 2029, o Ebitda estimado para a Eneva foi elevado em aproximadamente 22%, de 2026 a 2030.
Cabe ressaltar que a ação ENEV3 dobrou de valor nos últimos 12 meses. Desde maio de 2025, o papel acumula alta de 106%. Só neste ano, a valorização até agora foi de 36,3% — mais que o dobro do Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, que saltou 15,6%.
O Safra também destaca a Equatorial (EQTL3) como uma boa opção para o investidor, visto que oferece uma taxa interna de retorno (TIR) de 11,6%.
O banco considera que o case de investimento da Equatorial é fortalecido pelo potencial de oferecer caminhos alternativos de crescimento, dada sua participação minoritária de 15% na Sabesp e possível participação em leilões para privatização de outras empresas de saneamento em 2026.
O Safra tem recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 52,70, o que implica um potencial de valorização de 24,53% em relação ao último fechamento.
Já no segmento de transmissão, a Alupar (ALUP11) chama a atenção devido à estratégia única de diversificação na América Latina — projetos no Peru, Chile e Colômbia geram receitas denominadas em dólar.
Além disso, o Safra avalia que a Alupar tem perfil atrativo de crescimento de Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), à medida que os projetos avançam para plena operação até 2029, entregando uma taxa interna de retorno de aproximadamente 10%.
O banco tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 40,80, o que implica valorização potencial de 18,3% em relação ao último fechamento.
Quanto à geração, o banco teve uma visão mais construtiva com a Eneva após os resultados do LRCAP de 2026, que garantiram um crescimento relevante de receita fixa e abriram novas avenidas de crescimento para o futuro.
*Com informações de Money Times
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