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A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano
A Compass, empresa de gás da Cosan (CSAN3), precificou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em R$ 28 por ação, no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 35, mostra fato relevante divulgado nesta sexta-feira (8).
Conforme o comunicado, a oferta movimenta um total de R$ 2,82 bilhões mediante a venda de 100,9 milhões de ações ordinárias. A operação é 100% secundária — ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia.
Ainda assim, a estreia marca o primeiro IPO da B3 em quase cinco anos, encerrando um dos períodos mais longos de seca para novas ofertas na bolsa brasileira. A Compass estreia na Bolsa na próxima segunda-feira (11), sob o ticker PASS3, avaliada em aproximadamente R$ 20 bilhões.
Entre outras subsidiárias, ela é dona da Comgás, a maior distribuidora de gás natural encanado da América Latina, com 2,8 milhões de clientes em mais de 90 cidades no estado de São Paulo.
A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais. Entre os riscos, a empresa aponta o cenário macroeconômico incerto, tanto no país quanto no exterior, além de riscos inerentes ao seu negócio, como a não renovação de suas concessões.
Em um fato relevante separado, a Cosan anunciou ao mercado a venda de 76,8 milhões de ações e que concedeu opção de lote suplementar de até 13,4 milhões de ações, equivalente a até 15% do total das ações da oferta base ao mesmo preço por ação.
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Neste caso, acrescentou a Cosan, o montante total da oferta poderá alcançar até R$ 3,2 bilhões, com a Cosan recebendo R$ 2,53 bilhões.
Por conta da oferta, a participação da Cosan na Compass passará a ser de 77,25%, em comparação com o atual controle de 88%, podendo ser reduzida para 75,37% em caso de colocação integral das ações suplementares.
A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano.
No roadshow da oferta, a Compass afirmou combinar “yield, crescimento e retorno”, além de destacar a Edge como “o player melhor posicionado para liderar a abertura do mercado de gás”.
A equipe de analistas da EQI Research, liderada por João Neves, afirmou que a companhia reúne “uma operação regulada, previsível e com crescimento orgânico contratado” com “uma divisão com opcionalidade de crescimento transformacional”.
Na avaliação da EQI, o valor justo da Compass ficaria entre R$ 42 e R$ 44 por ação, acima da faixa do IPO.
A empresa é uma plataforma de negócios de gás, com atuação na distribuição de gás natural canalizado, a originação, comercialização e infraestrutura de suprimento de gás.
Um dos seus focos é o crescimento sustentável, principalmente com projetos de transição energética e biometano, combustível renovável intercambiável com o gás natural, produzido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos urbanos e agroindustriais.
Além da Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, a Compass tem participação em mais seis distribuidoras de gás. Segundo o site da empresa, são mais de 3 milhões de clientes conectados.
Entre suas subsidiárias controladas, a Comgás e a Necta atuam no estado de São Paulo, a Sulgás no Rio Grande do Sul e a Compagas, no Paraná.
Já as subsidiárias não controladas atuam com contratos de concessão firmados com os estados do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina, respectivamente.
A empresa também atua com a marca Edge, que atua na comercialização de gás no mercado livre, dos projetos de biometano e do terminal de regaseificação, no porto de Santos.
Esse negócio, criado em 2023, já teve Ebitda de R$ 653 milhões em 2025 e tem mais de 50 clientes, segundo a coluna Broadcast, e é o principal destaque da empresa.
No compilado do ano passado, o lucro foi de R$ 2,12 bilhões, cerca de 31% a menos na comparação ano a ano. Segundo sua política de dividendos, a empresa se compromete a distribuir 50% do seu lucro líquido anual ajustado.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 4,9 bilhões, perda de 1% frente a 2024.
Segundo a companhia, essas quedas são explicadas pelo efeito não recorrente da venda da participação na Norgás, em 2024.
"No ano, o Ebitda foi de R$ 4.491 milhões, uma redução de 2% quando comparado com o mesmo período do ano anterior, seguindo o mesmo comportamento do trimestre, além de outros resultados pontuais em 2024. Ao comparar em bases recorrentes, o crescimento foi de 10%. Já o lucro líquido em bases não recorrentes recrudesceu 8% em relação ao mesmo período do ano passado", escreveu a empresa.
A Compass encerrou os três últimos meses do ano com mais de 3 milhões de clientes, um avanço de 6% em relação ao mesmo período de 2024. No intervalo, a companhia também ampliou em 3% a extensão de sua rede, que passou a somar quase 28 mil quilômetros.
A alavancagem atingiu 2,2 vezes dívida líquida sobre Ebtida, sendo 87% dos financiamentos com vencimento no longo prazo. A dívida líquida encerrou dezembro em R$ 10,4 bilhões, 6% maior do que no fim de 2024.
Com Money Times
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