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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Mercados hoje

Ibovespa respira e sobe mais de 1%, mas dólar segue pressionado e chega a R$ 4,14

O Ibovespa se recupera das perdas recentes e opera em alta nesta segunda-feira (13), aproveitando-se do tom positivo visto nas bolsas globais; já o dólar segue pressionado e volta aos níveis de 11 de dezembro

Victor Aguiar
Victor Aguiar
13 de janeiro de 2020
10:20 - atualizado às 17:10
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Depois de seis baixas consecutivas, o Ibovespa dá sinais de que poderá finalmente ter uma sessão positiva. O principal índice da bolsa brasileira aproveita o bom humor visto lá fora e opera em alta nesta segunda-feira (13), recuperando parte do terreno perdido recentemente.

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Por volta de 17h05, o Ibovespa avançava 1,42%, aos 117.143,87 pontos, perto das máximas do dia. O mercado acionário brasileiro vai apresentando desempenho superior ao das bolsas americanas: o Dow Jones sobe 0,20%, o S&P 500 tem ganho de 0,58% e o Nasdaq valoriza 0,89%.

Essa calmaria, no entanto, não foi vista no mercado de câmbio. O dólar à vista operou no campo positivo desde o início do dia e fechou em forte alta de 1,18%, a R$ 4,1418— um nível que não era atingido desde 10 de dezembro.

Em linhas gerais, o clima é de maior tranquilidade no exterior, com uma menor percepção de risco por parte dos agentes financeiros. No Oriente Médio, a leitura é a de que um conflito militar é cada vez menos provável, em meio à onda de protestos populares no Irã contra o líder supremo do país, Ali Khamenei.

Além disso, há otimismo quanto à assinatura da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China — a cerimônia está prevista para quarta-feira (15). Por mais que o tema esteja longe de uma conclusão, a formalização do acerto tende a reduzir as tensões dos agentes financeiros no curto prazo.

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Considerando essa dissipação nos riscos internacionais, os investidores mostram-se mais confortáveis para assumir posições nos mercados acionários — e o Ibovespa é particularmente beneficiado por esse contexto, considerando a sequência negativa das últimas sessões.

Leia Também

Dólar estressado

No câmbio, o dia é de valorização do dólar em escala global: o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta com as principais divisas do mundo — como o euro, a libra e o iene — avança 0,09% no momento.

O tom é o mesmo ante as moedas de países emergentes: o dólar ganha terreno em comparação com o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso colombiano, entre outras. No entanto, o Brasil se destaca nessa lista, com o real apresentando um dos piores desempenhos nesta segunda-feira.

E o que explica esse salto no dólar à vista por aqui? Segundo Ricardo Gomes da Silva, operador de câmbio da corretora Correparti, o mercado mostra-se apreensivo com a agenda econômica recheada desta semana, em especial com os dados referentes à atividade no Brasil.

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Nos próximos dias, serão divulgados os dados do IBC-Br, das vendas no varejo e do setor de serviços — informações que, segundo ele, ganharam relevância com a recente aceleração da inflação.

"Há a necessidade de manter a política monetária frouxa para estimular o crescimento, mas também há um processo de inflação recrudescente que se contrapõe", diz Silva, lembrando que, no exterior, também serão conhecidos os dados de PIB na China e outros indicadores relevantes nos EUA.

Por outro lado, o operador da Correparti destaca que o Ibovespa consegue ter uma sessão tranquila, o que indica que não há um movimento de cautela generalizada nos mercados brasileiros. "É uma semana mais tensa e devemos ter bastante volatilidade, ainda mais com a baixa liquidez do começo do ano".

Juros pressionados

A valorização do dólar à vista ainda resultou em pressão nas curvas de juros, que passaram por ajustes positivos nesta segunda-feira. Veja como ficaram os DIs mais líquidos hoje:

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  • Janeiro/2021: de 4,47% para 4,49%;
  • Janeiro/2023: de 5,68% para 5,74%;
  • Janeiro/2025: de 6,38% para 6,44%;
  • Janeiro/2027: de 6,74% para 6,81%.

Top 5

Veja os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:

  • Via Varejo ON (VVAR3): +6,84%
  • CSN ON (CSNA3): +6,26%
  • Gerdau PN (GGBR4): +4,82%
  • Vale ON (VALE3): +4,22%
  • Bradespar PN (BRAP4): +4,20%

Confira também as maiores baixas do índice no momento:

  • SulAmérica units (SULA11): -2,13%
  • BB Seguridade ON (BBSE3): -0,99%
  • CVC ON (CVCB3): -0,90%
  • GPA PN (PCAR4): -0,81%
  • Fleury ON (FLRY3): -0,51%

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