O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa volta a operar sob intensa pressão e já marca as mínimas em 2020. A tensão global com o coronavírus, somada à cautela com o cenário político doméstico, desencadeiam um movimento forte de correção nos ativos domésticos
Após uma longa pausa por causa do Carnaval, os mercados brasileiros finalmente voltaram a operar nesta quarta-feira (26), às 13h. E, conforme já era esperado, o tom é de enorme cautela: o Ibovespa já cai mais de 7%, renovando as mínimas do ano, enquanto o dólar à vista subiu para R$ 4,44.
Afinal, as negociações estiveram paralisadas por aqui na segunda (24) e na terça-feira (25), dias em que os mercados globais enfrentaram enorme turbulência e registraram perdas relevantes. Assim, os ativos domésticos agora se ajustam às oscilações externas dos últimos dias.
Por volta de 17h10, o Ibovespa despencava 7,30%, aos 105.384,00 pontos, em meio a um intenso movimento de correção. Nos Estados Unidos, o Dow Jones acumulou perdas de 6,6% nos dois primeiros pregões desta semana; o S&P 500 (-6,3%) e o Nasdaq (-6,4%) também desabaram no período.
E toda essa onda de pessimismo global se deve ao avanço do coronavírus para além das fronteiras da China. Desde o fim de semana, novos focos da doença surgiram no mundo, com destaque para um salto nos casos na Itália, na Coreia do Sul e no Irã.
Até a semana passada, o mercado trabalhava com um cenário em que o vírus possuía poucas manifestações fora da China. Mas, com um crescimento súbito nas mortes e infecções em outros países, aumentou fortemente o temor quanto aos impactos que o surto poderá causar à economia global.
Nesse panorama cheio de incertezas, os investidores externos optaram por assumir uma postura mais defensiva nos últimos dias, vendendo ações e correndo para a segurança do dólar — e, por aqui, esse efeito só é sentido hoje, já que a pausa do Carnaval impediu um ajuste "em tempo real" dos ativos domésticos.
Leia Também
No mercado de moedas, o dólar à vista terminou a sessão em alta de 1,11%, a R$ 4,4413 — um novo recorde nominal de encerramento. A pressão sobre o câmbio só não foi maior porque o Banco Central (BC) convocou um leilão extraordinário de swap no início da tarde, para injetar recursos novos no sistema. Há outra operação semelhante prevista para amanhã.
Entre as curvas de juros, o dia foi de estabilidade na ponta mais curta, em meio à percepção de que o BC terá de cortar a Selic para dar mais impulso à economia doméstica. Mas, nos vencimentos mais longos, o tom foi de alta firme, em linha com o comportamento do dólar.
Veja abaixo como ficaram os principais DIs hoje:
Como se a correção dos últimos dias não fosse suficiente para trazer cautela às negociações por aqui, há fatores extra de pressão no front doméstico.
Em primeiro plano, aparece a confirmação do primeiro caso do coronavírus no país— trata-se de um homem de 61 anos que esteve na Itália a trabalho. O Brasil, assim, tornou-se a primeira nação da América Latina a constatar a nova doença.
Além disso, o cenário de tensão em Brasília contribui para trazer ainda mais prudência as operações. Conforme revelado pelo site BR Político, do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente Jair Bolsonaro disparou de seu celular pessoal um vídeo em que ataca o Congresso e convoca a população a "sair as ruas" em 15 de março para defendê-lo.
Para especialistas, o comportamento de Bolsonaro pode ser enquadrado como crime de responsabilidade — ainda não há posicionamentos oficiais dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Mas, desde a noite de ontem, o tema tem gerado enorme discussão nas redes sociais.
O mal estar gerado pela situação — assim como a falta de clareza quanto à reação da classe política ao vídeo — cria mais um ponto de estresse para as negociações nesta quarta-feira.
A situação só não é pior porque, lá fora, a sessão é relativamente amena. Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-0,33%), o S&P 500 (-0,14%) e o Nasdaq (+0,24%) ficam perto do zero a zero, após as fortes baixas dos últimos dias; na Europa, as principais praças assumiram um tom misto.
No mercado de câmbio, o dia também foi mais calmo em relação às sessões anteriores. O dólar continuou se fortalecendo na comparação com as moedas emergentes, mas num ritmo bem inferior ao dos últimos dias.
Todas as ações da carteira do Ibovespa operam em queda nesta tarde, mas alguns papéis apresentam desempenhos particularmente ruins: empresas aéreas e companhias ligadas ao mercado externo têm as maiores baixas do índice.
Gol PN (GOLL4), com perda de 14,78%, e Azul PN (AZUL4), em baixa de 13,12%, lideram a ponta negativa do Ibovespa, em meio a uma enxurrada de fatores negativos para tais companhias. Além da óbvia preocupação quanto aos impactos do coronavírus ao setor de viagens, também há a pressão vinda da disparada do dólar.
Vale lembrar que boa parte da linha de custos de uma companhia aérea é dolarizada, já que as despesas com combustível de aviação são denominadas na moeda americana. Assim, nem mesmo a baixa do petróleo nos últimos dias é capaz de trazer alento a essas empresas.
No front das exportadoras, há uma enorme preocupação quanto ao estado do comércio e da economia mundial por causa do surto. Nesse contexto, as siderúrgicas CSN ON (CSNA3), Gerdau PN (GGBR4) e Usiminas PNA (USIM5) são as mais prejudicadas, com quedas de 11,42%, 11,26% e 10,14%, nesta ordem.
As ações da Petrobras também são fortemente impactadas, tanto as ONs (PETR3) quanto as PNs (PETR4), com perdas de 9,72% e 9,20%, respectivamente. Somente nesta semana, o petróleo Brent já acumula queda de 8,7%, enquanto o WTI cai 7,43%.
Por fim, Vale ON (VALE3) desvaloriza 9,81% nesta tarde — a China, epicentro do coronavírus, é a principal consumidora mundial de minério de ferro, e uma desaceleração na economia do gigante asiático afetaria diretamente a empresa brasileira.
Veja abaixo as cinco maiores quedas do índice nesta quarta-feira:
Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA
Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%
No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal
Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários
Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua
Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos
O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas
Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira
Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%
Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade
A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação
Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda
A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras
Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio
Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa
Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização