O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A era dos grandes ganhos com títulos públicos atrelados à inflação parece ter chegado ao fim. A bolsa é a substituta natural na carteira de quem quer ganhar dinheiro para valer?
É isso, amigos. A renda fixa meio que morreu. Os juros estão baixos para caramba e parecem realmente ter mudado de patamar - mesmo que subam um pouco para calibrar as expectativas de inflação, não devem voltar aos níveis absurdos a que o brasileiro esteve acostumado por tanto tempo.
Então aquela história de ganhar dinheiro com zero risco e pouquíssimo esforço já era. Renda fixa atrelada à Selic e ao CDI agora só para reserva de emergência. Esqueça aquele negócio de comprar um Tesouro IPCA+ (NTN-B), sentar em cima e ir beber água de coco na praia. Esqueça até mesmo aquelas valorizações absurdas que esses títulos tiveram nos últimos tempos.
Eu sei que a pergunta do título é meio esdrúxula, porque bolsa e NTN-B não têm absolutamente nada a ver uma com a outra. São inclusive classes de ativos diferentes, com tipos de riscos distintos.
Mas a questão se justifica pelo seguinte: se o investidor não deve mais ver aquelas grandes valorizações nas NTN-B, nem conseguir mais garantir boas remunerações acima da inflação nesses títulos, isso significa que ele vai ter que começar a reconsiderar os seus investimentos de longo prazo, correr mais risco e diversificar.
Nesse sentido, serão as ações os ativos com maior capacidade de dar boas contribuições de retorno, aumentando a sua participação nas carteiras dos investidores que antes se valiam dos grandes retornos da NTN-B?
Essa questão foi levantada em um evento promovido pela gestora TAG Investimentos na última quinta-feira (7), ao qual diversos gestores de fundos compareceram para discutir, na presença de representantes de fundos de pensão, as novas alternativas de investimento nesse ambiente inédito de juros baixos no Brasil.
Leia Também
Esse tipo de debate é muito pertinente para os grandes investidores institucionais, já que as carteiras previdenciárias eram as que mais se valiam da “molezinha” das NTN-Bs.
Afinal, fundos de previdência precisam investir em ativos de baixo risco, como os títulos públicos, e têm obrigação de pagar a renda de aposentadoria dos seus participantes, precisando casar o ativo com o passivo. Então nada como contratar uma rentabilidade garantida acima da inflação, como é a rentabilidade das B.
Só que os retornos formidáveis de outrora - 5%, 6%, até 7% ao ano mais IPCA -, hoje caíram para as faixas de 2% a 3% mais IPCA. À medida que a Selic e o juro real foram recuando, os preços dos títulos foram aumentando (já expliquei esse mecanismo de preços das NTN-B aqui), valorizando muito o investimento de quem comprou B a taxas altas.
Vou dar o exemplo de apenas um vencimento que tem sido um fenômeno: o Tesouro IPCA+ (NTN-B) que vence em 2045. Em 2018, essa gracinha foi simplesmente o investimento mais rentável do ano, com alta de 18%, enquanto o Ibovespa subiu 15% e o CDI foi de 6,4%.
Achou muito? Pois você não viu nada. Neste ano, até outubro, a B 2045 se valorizou nada menos que 71%. Isso mesmo, setenta e um por cento! E o Ibovespa não esteve nada mal, pelo contrário, subiu 22%. Já o CDI foi de apenas 5,15%.
Isso quer dizer que quem comprou NTN-B a taxas altas pode tanto ficar recebendo aqueles juros reais absurdos até o vencimento quanto vendê-lo antecipadamente e realizar um bom lucro com a valorização, caso prefira uma gestão mais ativa.
Só que essa brincadeira não deve se repetir no futuro visível. Todos os gestores presentes no evento da TAG concordaram que o juro baixo veio para ficar, no sentido de que, mesmo que ele suba um pouco, não deve chegar a mudar de patamar a ponto de voltar aos dois dígitos que nos eram tão familiares.
Da mesma forma, ele também não tem mais tanto espaço para cair. Mesmo que caia mais um pouco, a recuperação econômica já parece estar à vista, então uma valorização adicional das NTN-B agora deve ser pequena.
Eu inclusive já falei aqui de um gestor que recomenda aos investidores de NTN-B vender um pouco dos seus títulos para já ir realizando os ganhos recentes.
É claro que aqui é Brasil, então tudo pode acontecer. Arturo Profili, diretor de gestão de crédito privado e imobiliário da Capitânia, bem lembrou que no Brasil se faz gestão “dia a dia”. Mas tudo indica que o patamar de juro mais baixo é mesmo estrutural.
Primeiro que há uma mudança no mundo: envelhecimento populacional, sobretudo no mundo rico, o que leva as pessoas a pouparem mais e consumirem menos; e desenvolvimento tecnológico que barateia o custo de produtos e serviços, baixando também seus preços. Esses fatores pressionam a inflação e, consequentemente, os juros para baixo. Já falamos aqui diversas vezes sobre os juros negativos no mundo rico.
Em segundo lugar, o Brasil tem passado por reformas que o estão transformando num país mais “normal”. Desde termos domado a inflação com o plano Real ao atual momento de busca por maior equilíbrio fiscal.
“Será que as ações já não valorizaram demais?”, você poderia perguntar. Bem, o clima dos gestores ainda é otimista. Eles continuam batendo na tecla de que as empresas brasileiras fizeram o dever de casa, tornando-se mais enxutas nos tempos de crise - reduzindo endividamento e cortando custos -, ao mesmo tempo em que a capacidade ociosa aumentava. O juro mais baixo também reduziu o custo da dívida.
Assim, a questão é que elas não precisam investir muito para lucrar. “Qualquer aumento na demanda é resultado na veia, sem precisar investir um real”, disse Luiz Fernando Figueiredo, CEO da Mauá Capital. Em outras palavras, é só a economia dar uma reagidinha que os lucros vão refletir isso imediatamente.
Para Alexandre Silvério, CIO da AZ Quest, o momento é propício como nunca antes para o investimento em ações no Brasil, tanto pelo cenário macro - inflação e juros baixos, além das reformas - quanto pelo cenário microeconômico - do ponto de vista de as empresas estarem preparadas para lucrar.
“A combinação entre macro e micro ainda não foi precificada. Ainda tem muito upside [potencial de valorização] na bolsa”, disse.
Para 2020, a AZ Quest espera um crescimento nos lucros das empresas abertas entre 15% e 20%, com 30% de upside para a bolsa.
Sim, lá fora as coisas não estão muito bem. Sabemos que os juros estão de baixos a negativos e as economias ricas têm dificuldade de reagir. Sabemos também que o mundo provavelmente está em fim de ciclo econômico (embora o Brasil, descompassado, só agora esteja começando a sair da lama) e que há ameaça de recessão no horizonte.
Então, de fato, os riscos externos são muitos, mas do ponto de vista do crescimento interno, não devem atrapalhar, acredita Silvério.
Mas e o dinheiro gringo? O investimento estrangeiro na bolsa não vai fazer falta? Afinal, em que pese que seria lógico esses recursos migrarem para cá, já que os investimentos no mundo rico não estão entregando, não é isso que está acontecendo.
Silvério disse que o estrangeiro ainda está muito receoso com o Brasil e que, pessoalmente, acha que é por preconceito e visão distorcida. “Ainda vai levar muito tempo para a gente recuperar nossa imagem. Os estrangeiros possivelmente vão investir no Brasil, mas só quando estiver tudo mais caro”, opinou.
Já Luis Felipe do Amaral, sócio-diretor da gestora de ações Equitas Investimentos, disse que nunca tinha visto uma discrepância tão grande entre o que está acontecendo no Brasil e o que os investidores gringos estão enxergando.
Mas para ele, isso é até boa notícia para o investidor local, que pode comprar ações agora, enquanto elas ainda não tiveram seus preços inflados pelo dinheiro estrangeiro.
Além disso, lembra Silvério, dentro do Brasil mesmo ainda tem muito dinheiro para migrar para a bolsa. Nossos investimentos, tanto de pessoa física quanto de grandes investidores institucionais, ainda são muito baseados em renda fixa de baixo risco. Só a migração de uma parte desses recursos para a bolsa já ocasionaria um grande crescimento.
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA
Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril
Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital
Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento
Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período
Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã
Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental
Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda
Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica
Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas
Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG
Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom
Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira
Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano