Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

R.I.P. Renda Fixa

A bolsa é a nova NTN-B?

A era dos grandes ganhos com títulos públicos atrelados à inflação parece ter chegado ao fim. A bolsa é a substituta natural na carteira de quem quer ganhar dinheiro para valer?

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
8 de novembro de 2019
5:30 - atualizado às 9:36
bolsa com cotações de ações
A bolsa é o novo modelito das próximas estações. Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

É isso, amigos. A renda fixa meio que morreu. Os juros estão baixos para caramba e parecem realmente ter mudado de patamar - mesmo que subam um pouco para calibrar as expectativas de inflação, não devem voltar aos níveis absurdos a que o brasileiro esteve acostumado por tanto tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então aquela história de ganhar dinheiro com zero risco e pouquíssimo esforço já era. Renda fixa atrelada à Selic e ao CDI agora só para reserva de emergência. Esqueça aquele negócio de comprar um Tesouro IPCA+ (NTN-B), sentar em cima e ir beber água de coco na praia. Esqueça até mesmo aquelas valorizações absurdas que esses títulos tiveram nos últimos tempos.

Eu sei que a pergunta do título é meio esdrúxula, porque bolsa e NTN-B não têm absolutamente nada a ver uma com a outra. São inclusive classes de ativos diferentes, com tipos de riscos distintos.

Mas a questão se justifica pelo seguinte: se o investidor não deve mais ver aquelas grandes valorizações nas NTN-B, nem conseguir mais garantir boas remunerações acima da inflação nesses títulos, isso significa que ele vai ter que começar a reconsiderar os seus investimentos de longo prazo, correr mais risco e diversificar.

Nesse sentido, serão as ações os ativos com maior capacidade de dar boas contribuições de retorno, aumentando a sua participação nas carteiras dos investidores que antes se valiam dos grandes retornos da NTN-B?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa questão foi levantada em um evento promovido pela gestora TAG Investimentos na última quinta-feira (7), ao qual diversos gestores de fundos compareceram para discutir, na presença de representantes de fundos de pensão, as novas alternativas de investimento nesse ambiente inédito de juros baixos no Brasil.

Leia Também

Esse tipo de debate é muito pertinente para os grandes investidores institucionais, já que as carteiras previdenciárias eram as que mais se valiam da “molezinha” das NTN-Bs.

Afinal, fundos de previdência precisam investir em ativos de baixo risco, como os títulos públicos, e têm obrigação de pagar a renda de aposentadoria dos seus participantes, precisando casar o ativo com o passivo. Então nada como contratar uma rentabilidade garantida acima da inflação, como é a rentabilidade das B.

Só que os retornos formidáveis de outrora - 5%, 6%, até 7% ao ano mais IPCA -, hoje caíram para as faixas de 2% a 3% mais IPCA. À medida que a Selic e o juro real foram recuando, os preços dos títulos foram aumentando (já expliquei esse mecanismo de preços das NTN-B aqui), valorizando muito o investimento de quem comprou B a taxas altas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vou dar o exemplo de apenas um vencimento que tem sido um fenômeno: o Tesouro IPCA+ (NTN-B) que vence em 2045. Em 2018, essa gracinha foi simplesmente o investimento mais rentável do ano, com alta de 18%, enquanto o Ibovespa subiu 15% e o CDI foi de 6,4%.

Achou muito? Pois você não viu nada. Neste ano, até outubro, a B 2045 se valorizou nada menos que 71%. Isso mesmo, setenta e um por cento! E o Ibovespa não esteve nada mal, pelo contrário, subiu 22%. Já o CDI foi de apenas 5,15%.

Isso quer dizer que quem comprou NTN-B a taxas altas pode tanto ficar recebendo aqueles juros reais absurdos até o vencimento quanto vendê-lo antecipadamente e realizar um bom lucro com a valorização, caso prefira uma gestão mais ativa.

Juro baixo veio para ficar

Só que essa brincadeira não deve se repetir no futuro visível. Todos os gestores presentes no evento da TAG concordaram que o juro baixo veio para ficar, no sentido de que, mesmo que ele suba um pouco, não deve chegar a mudar de patamar a ponto de voltar aos dois dígitos que nos eram tão familiares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Da mesma forma, ele também não tem mais tanto espaço para cair. Mesmo que caia mais um pouco, a recuperação econômica já parece estar à vista, então uma valorização adicional das NTN-B agora deve ser pequena.

Eu inclusive já falei aqui de um gestor que recomenda aos investidores de NTN-B vender um pouco dos seus títulos para já ir realizando os ganhos recentes.

É claro que aqui é Brasil, então tudo pode acontecer. Arturo Profili, diretor de gestão de crédito privado e imobiliário da Capitânia, bem lembrou que no Brasil se faz gestão “dia a dia”. Mas tudo indica que o patamar de juro mais baixo é mesmo estrutural.

Primeiro que há uma mudança no mundo: envelhecimento populacional, sobretudo no mundo rico, o que leva as pessoas a pouparem mais e consumirem menos; e desenvolvimento tecnológico que barateia o custo de produtos e serviços, baixando também seus preços. Esses fatores pressionam a inflação e, consequentemente, os juros para baixo. Já falamos aqui diversas vezes sobre os juros negativos no mundo rico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em segundo lugar, o Brasil tem passado por reformas que o estão transformando num país mais “normal”. Desde termos domado a inflação com o plano Real ao atual momento de busca por maior equilíbrio fiscal.

Mas mesmo aos 109 mil pontos a bolsa ainda está atrativa?

“Será que as ações já não valorizaram demais?”, você poderia perguntar. Bem, o clima dos gestores ainda é otimista. Eles continuam batendo na tecla de que as empresas brasileiras fizeram o dever de casa, tornando-se mais enxutas nos tempos de crise - reduzindo endividamento e cortando custos -, ao mesmo tempo em que a capacidade ociosa aumentava. O juro mais baixo também reduziu o custo da dívida.

Assim, a questão é que elas não precisam investir muito para lucrar. “Qualquer aumento na demanda é resultado na veia, sem precisar investir um real”, disse Luiz Fernando Figueiredo, CEO da Mauá Capital. Em outras palavras, é só a economia dar uma reagidinha que os lucros vão refletir isso imediatamente.

Para Alexandre Silvério, CIO da AZ Quest, o momento é propício como nunca antes para o investimento em ações no Brasil, tanto pelo cenário macro - inflação e juros baixos, além das reformas - quanto pelo cenário microeconômico - do ponto de vista de as empresas estarem preparadas para lucrar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A combinação entre macro e micro ainda não foi precificada. Ainda tem muito upside [potencial de valorização] na bolsa”, disse.

Para 2020, a AZ Quest espera um crescimento nos lucros das empresas abertas entre 15% e 20%, com 30% de upside para a bolsa.

Mas o exterior não está uma porcaria?

Sim, lá fora as coisas não estão muito bem. Sabemos que os juros estão de baixos a negativos e as economias ricas têm dificuldade de reagir. Sabemos também que o mundo provavelmente está em fim de ciclo econômico (embora o Brasil, descompassado, só agora esteja começando a sair da lama) e que há ameaça de recessão no horizonte.

Então, de fato, os riscos externos são muitos, mas do ponto de vista do crescimento interno, não devem atrapalhar, acredita Silvério.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas e o dinheiro gringo? O investimento estrangeiro na bolsa não vai fazer falta? Afinal, em que pese que seria lógico esses recursos migrarem para cá, já que os investimentos no mundo rico não estão entregando, não é isso que está acontecendo.

Silvério disse que o estrangeiro ainda está muito receoso com o Brasil e que, pessoalmente, acha que é por preconceito e visão distorcida. “Ainda vai levar muito tempo para a gente recuperar nossa imagem. Os estrangeiros possivelmente vão investir no Brasil, mas só quando estiver tudo mais caro”, opinou.

Já Luis Felipe do Amaral, sócio-diretor da gestora de ações Equitas Investimentos, disse que nunca tinha visto uma discrepância tão grande entre o que está acontecendo no Brasil e o que os investidores gringos estão enxergando.

Mas para ele, isso é até boa notícia para o investidor local, que pode comprar ações agora, enquanto elas ainda não tiveram seus preços inflados pelo dinheiro estrangeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, lembra Silvério, dentro do Brasil mesmo ainda tem muito dinheiro para migrar para a bolsa. Nossos investimentos, tanto de pessoa física quanto de grandes investidores institucionais, ainda são muito baseados em renda fixa de baixo risco. Só a migração de uma parte desses recursos para a bolsa já ocasionaria um grande crescimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

Patria Malls (PMLL11) abocanha fatias de 5 shoppings enquanto tenta destravar fusão com outro FII; entenda o que está em jogo

17 de abril de 2026 - 10:55

O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII

FIIS HOJE

BTG Pactual Logística (BTLG11) aumenta dividendos em maior nível em 15 meses; confira quando o dinheiro cai na conta dos cotistas

16 de abril de 2026 - 14:41

O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados

UMA NOVA MARCA PARA A B3

Bolsa ‘quebra a banca’ com R$ 120 bilhões e bate recorde em cinco anos — e uma ação rouba a cena

16 de abril de 2026 - 12:44

O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

SD ENTREVISTA

Dólar a R$ 4,90? Os dois motivos que explicam a queda da moeda — e por que isso não deve durar, segundo gestor especialista em câmbio

16 de abril de 2026 - 6:30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim

NOVO TETO?

Ibovespa acima dos 220 mil pontos? O que dizem gestores com US$ 72 bilhões sob gestão

15 de abril de 2026 - 19:10

Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA

LUCROS COM ESG

Figurinha carimbada: B3 (B3SA3) é a favorita das carteiras recomendadas de ESG (de novo) – o que chama a atenção na ‘dona da bolsa’?

15 de abril de 2026 - 15:02

Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%

MOVIMENTAÇÃO

MBRF (MBRF3) tomba quase 10% na bolsa após venda de ações em bloco por fundo árabe; entenda

15 de abril de 2026 - 14:48

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia