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Balanço mostra o maior salto mensal da série histórica no número de investidores ativos. Cadastros totais batem 3,374 milhões
Desde que os grandes bancos reduziram as taxas para investimentos via Tesouro Direto, em meados do ano passado, o número de investidores cadastrados e ativos, que são aqueles com alguma posição em títulos públicos, vem crescendo de forma acentuada. Mas agora em janeiro, houve um salto recorde de 58.851 investidores que realizaram operações no sistema.
Para dar um parâmetro, essa variação mensal supera o acumulado em todo primeiro semestre do ano passado (53,6 mil) e é quase equivalente à soma dos meses de novembro e dezembro, que figuravam entre os maiores da série iniciada em agosto de 2005.
O amigo leitor também faz parte desse grupo? Se ainda não, temos aqui um guia sobre o Tesouro Direto e também uma matéria sobre as melhores opções para 2019. Também vale leitura dessa explicação sobre o funcionamento dos mercados de títulos públicos e privados.
Segundo o Tesouro, a explicação para esse salto decorre da redução da taxa de custódia no fim de dezembro, de 0,30% para 0,25% ao ano, cobrada pela B3. Assim, o mês de janeiro captou o efeito inteiro dessa queda. Além disso, o próprio anúncio dessa redução deixou programa em evidência.
A rápida resposta dos investidores comprova, mais uma vez, que os incentivos importam. Falamos isso quando fizemos o balanço de 2018 e mostramos que a redução das cobranças feitas pelas instituições tinha elevado a média mensal de novos investidores de 10 mil entre janeiro e julho para 30 mil entre agosto e dezembro.
Com esse forte ingresso em janeiro, o número total de investidores com alguma posição subiu a 845.169 investidores, alta de 47,7% em 12 meses. Já o número total de investidores cadastrados teve ampliação de 261.343, totalizando 3,374 milhões, aumento de 76,2% nos últimos doze meses.
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Foram realizadas, no mês, 470.448 operações de venda de títulos a investidores. Para o Tesouro, a utilização do programa por pequenos investidores pode ser observada pelo número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 83,9% das vendas ocorridas no mês. O valor médio por operação, neste mês, foi de R$ 6.013,88. As operações até R$ 1 mil responderam por 63,6% do total.
Ao longo de janeiro as vendas dentro do programa totalizaram R$ 2,829 bilhões, enquanto os resgates ficaram em R$ 2,547 bilhões, sendo R$ 1,496 bilhão em recompra e outros R$ 1,051 bilhão em vencimentos.
O papel mais demandado pelos investidores foi o indexado à Selic, com participação de 47,9% das vendas no mês passado. Aqueles atrelados à inflação responderam por 31,5% e os prefixados ficaram com 20,6%. Por prazo, 54,1% estão entre um a cinco anos.
Já o estoque do programa fechou janeiro em R$ 54,9 bilhões, alta de 1,27% sobre dezembro, e aumento de 16,26% sobre janeiro de 2018. Os papéis atrelados a índices de preços correspondem a 57,7% do total.
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