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Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira
O período de atualizar a declaração anual de imposto de renda (IR) bate à porta — e deixa o brasileiro com um gosto amargo na boca. Nada como uma lista de investimentos isentos de IR, como CRI, CRA e debêntures incentivadas, para amenizar esse desgosto.
Diante da perspectiva de início do ciclo de corte dos juros a partir de março, fevereiro se torna um mês estratégico para travar as melhores rentabilidades possíveis nesses títulos com benefício tributário.
Ainda que o juro permaneça em patamar elevado, projetado em torno de 12,5% ao ano ao fim de 2026, a isenção de IR é mais interessante quanto maior for o retorno da renda fixa.
O motivo é bastante simples: quanto maior a taxa de referência do mercado, maior a isenção de imposto de renda. Não ter que pagar IR sobre uma rentabilidade de 13% ao ano é mais significativo do que sobre um retorno de 5% ao ano.
Além dos ganhos expressivos, muitos desses títulos de renda fixa também oferecem proteção contra a inflação, devido à rentabilidade atrelada à correção pelo IPCA. Assim, o poder de compra do investidor fica preservado ao longo do tempo.
No entanto, é preciso estar atento a dois pontos fundamentais antes de investir em CRI, CRA ou debêntures incentivadas.
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Existem debêntures tradicionais e incentivadas. As incentivadas são as que têm isenção de imposto de renda devido à natureza do investimento. Esses títulos de dívida são emitidos por empresas que trabalham em grandes obras de infraestrutura, como estradas, usinas de energia e saneamento básico, por exemplo.
Por fomentarem o crescimento do país, o governo não cobra imposto sobre o lucro dessas aplicações, pois tem interesse em incentivar o investimento privado nessas áreas.
Em fevereiro, os analistas recomendam foco em empresas de setores essenciais, que possuem receitas previsíveis e ajustadas pela inflação, o que oferece mais segurança ao investidor.
Um exemplo de destaque é a debênture da Vale, recomendada pela XP, com um retorno de IPCA + 5,9% ao ano. Se comparado a um título que tem cobrança de IR, a rentabilidade equivalente seria de IPCA + 7,2%.
Outra recomendação da XP é a Engie, uma das maiores geradoras de energia do país, que está pagando IPCA + 6,1% em sua debênture de vencimento em 2035.
Ainda na linha de serviços básicos, as debêntures da Sabesp e da Aegea (Águas do Rio 4) aparecem nas recomendações do BB Investimentos e do BTG, respectivamente.
Ambas são destacadas como boas opções devido à natureza essencial do fornecimento de água e tratamento de esgoto.
No setor de transportes, títulos da Intervias (rodovias) e do MetrôRio são relacionados pelo BTG.
No caso do MetrôRio, o contrato foi renovado recentemente, o que aumentou a previsibilidade de caixa da empresa e, consequentemente, a segurança para os debenturistas. O papel tem rating AAA e uma remuneração IPCA + 7,8%.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) também não têm cobrança de imposto de renda sobre o retorno da aplicação.
O setor de proteínas animais é o grande destaque das carteiras recomendadas de fevereiro. O CRA da Marfrig é uma das principais recomendações do Itaú BBA, com retorno de IPCA + 7,8% ao ano.
Os analistas afirmam que a união da empresa com a BRF criou uma companhia gigante e diversificada, o que ajuda a reduzir riscos.
Outra opção na mesma linha é o CRA da Seara (JBS), recomendado pela XP. O rendimento também é parecido: IPCA + 7,6%.
Para quem prefere saber exatamente quanto vai receber no vencimento, sem depender da correção da inflação, o CRA da Minerva oferece uma taxa fixa de 13,6% ao ano, o equivalente a um rendimento bruto de 15% se houvesse cobrança de IR, segundo a XP.
Em fevereiro, os analistas de bancos e corretoras recomendaram construtoras com longo histórico de pagamentos, e que mantêm suas contas em ordem mesmo em momentos difíceis para o setor, como o atual, devido aos juros altos.
A Cyrela, uma das maiores incorporadoras do país, focada no público de alta renda, é uma das recomendações do Itaú BBA. Seu CRI oferece um retorno de IPCA + 7%.
Outro destaque é a Lavvi, recomendada pela XP. Segundo o relatório, a situação financeira da empresa está confortável e seu CRI oferece uma rentabilidade de 100% do CDI, com vencimento em 2032.
Ambas são vistas como escolhas seguras para quem quer exposição ao mercado imobiliário por meio de um título isento de imposto de renda.
Para diversificar, o setor de habitação popular também está no radar, com recomendação pelo BTG. A carteira do banco destaca a construtora Pacaembu, focada no programa Minha Casa Minha Vida.
Saindo dos isentos de IR e indo para os tributados, os títulos públicos do Tesouro Direto são figurinha carimbada nas carteiras da XP e do Itaú BBA.
Ambas as casas concordam que manter uma reserva no Tesouro Selic 2028 ou 2031 é essencial para ter dinheiro na mão rapidamente e aproveitar os juros altos do dia a dia.
Em fevereiro, o Tesouro Selic 2028 saiu da plataforma do Tesouro Direto e agora somente o 2031 está disponível para novos aportes. Porém, no mercado secundário das corretoras ou em mesas de operações ainda dá para comprar o título público.
A grande divergência que aparece na carteira recomendada do banco e da corretora é o Tesouro Prefixado.
A XP acredita que o momento é bom para investir nesse papel, sugerindo o título com vencimento em 2031, com uma taxa de 13% ao ano.
A possível queda dos juros deve derrubar essa taxa no futuro e fazer o preço do papel se valorizar, de modo que oferece duas possibilidades de ganho ao investidor:
Já o Itaú BBA adotou uma postura mais cautelosa e retirou os prefixados de suas recomendações, alegando que os riscos não compensam o retorno oferecido. (Saiba mais aqui)
No que diz respeito à proteção contra a inflação, o Itaú BBA prefere os títulos intermediários e longos do Tesouro IPCA+, com vencimento em 2032 e 2040.
O objetivo é travar as taxas altas deste momento — 7,57% e 7,30% acima da inflação, respectivamente —, visando garantir um ganho real elevado por muitos anos. A XP também recomenda o Tesouro IPCA+ 2032 e acrescenta o 2035.
| Título | Vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Tesouro Selic 2031 | 01/03/2031 | Selic + 0,099% | – |
| Tesouro IPCA+ 2032 | 15/08/2032 | IPCA + 7,57% | – |
| Tesouro IPCA+ 2040 | 15/08/2040 | IPCA + 7,30% | – |
| CRA Marfrig (CRA021001PQ) | 17/07/2028 | IPCA + 7,8% | AAA |
| CRI Cyrela (25J4545788) | 13/11/2035 | IPCA + 7,0% | AAA |
| CPR-F Suzano (25I02598074) | 15/09/2037 | IPCA + 6,5% | AAA |
| Debênture Águas do Rio 4 (RIS412)* | 15/01/2034 | IPCA + 7,0% | AA+ |
| Debênture Isa Energia (ISAEA9)* | 15/06/2035 | IPCA + 6,2% | AAA |
| Debênture CELPE (CEPEA7)* | 15/08/2035 | IPCA + 6,4% | AAA |
| Título | Vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Debênture Vero (VERO12) | 17/03/2030 | IPCA + 9,28% | A+ |
| Debênture Intervias (IVIAA0) | 15/05/2038 | IPCA + 6,92% | AAA |
| CRA Eldorado (CRA0250080X) | 17/09/2035 | IPCA + 8,13% | AA+ |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS15) | 15/02/2044 | IPCA + 8,43% | AAA |
| Debênture MetrôRio (MGPRA0)* | 15/03/2042 | IPCA + 7,52% | AAA |
| Debênture Rialma Energia (RALM11) | 15/12/2046 | IPCA + 7,57% | AAA |
| CRA 3tentos (CRA025008N8) | 15/10/2030 | 102,75% do CDI | AA |
| CRI Pacaembu (25L2398303) | 28/12/2032 | ND | AAA |
| CRA SLC Agrícola (CRA025007PT) | 22/09/2033 | CDI + 0,60% | AA |
| Debênture Vero (VERO15)* | 15/07/2032 | 14,33% a.a. | A+ |
| CRA Eldorado (CRA025007KK) | 15/09/2032 | 13,56% a.a. | AA+ |
| Título | Vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Tesouro Selic 2028 | 01/03/2028 | Selic - 0,01% | – |
| Tesouro IPCA+ 2032 | 15/08/2032 | IPCA + 7,3% | – |
| Tesouro IPCA+ 2035 | 15/05/2035 | IPCA + 7,1% | – |
| Tesouro Prefixado 2031 | 01/01/2031 | 13% | – |
| CDB Banco Original | 3 anos | 13,7% | BBB+ |
| CRA Jalles Machado (CRA025009Q2) | 15/10/2031 | 94,9% CDI | AA+ |
| CRA Minerva (CRA02400AYP) | 16/11/2034 | 13,6% | AAA |
| CRA Seara - JBS (CRA025009EX)* | 15/10/2035 | IPCA + 7,6% | AAA |
| CRI Lavvi (25J3017471)* | 15/10/2032 | 100% CDI | AA+ |
| Debênture Vale (VALEC1) | 15/05/2035 | IPCA + 5,9% | AAA |
| Debênture Engie (EGIEB5) | 15/06/2035 | IPCA + 6,1% | AAA |
| Título | Vencimento | Rating local |
|---|---|---|
| Debênture Celpe (CEPEB7) | 15/08/2040 | AAA |
| Debênture Equatorial (EQMAA2) | 15/09/2036 | AAA |
| Debênture MRS Logística (MRSAC2) | 15/09/2039 | AAA |
| Debênture Sabesp (SBSPF3) | 15/01/2040 | AAA |
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