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2019-01-25T11:32:11+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Investimentos

Tesouro Direto fecha 2018 com 786 mil investidores ativos

Entre setembro e dezembro quase 90 mil novos aplicadores fizeram operações, período que coincide com o movimento dos grandes bancos de zerar taxas do produto. Você também entrou?

25 de janeiro de 2019
11:32
Homem carrega saco de dinheiro
Imagem: Pomb

Incentivos importam e menores custos de transação são um bom impulso para promover um mercado. O que se estuda na teoria se comprovou na prática com o Tesouro Direto, sistema que permite a compra e venda de títulos da dívida pública pela internet.

Com a queda da Selic para mínimas históricas e um acentuado movimento de queda nas taxas ao longo de 2018, a percepção é que as oportunidades no Tesouro Direto estão menores, mas aqui você encontra boas opções. Se não conhece o produto veja o guia que fizemos.

Desde que os grandes bancos iniciaram um movimento de zerar taxas para aplicação e, além disso, propagandearam a medida em setembro, o número de investidores ativos, que são aqueles que realizaram alguma operação, aumentou em 89.804.

Considerando também o mês de agosto, que já tinha mostrando um saldo em novos aplicadores, a média mensal de investidores ativos foi de 30 mil entre agosto e dezembro, contra 10 mil entre janeiro e julho.

Apenas em dezembro foram 34.224 novos investidores ativos, recorde absoluto da série, contra apenas 7.445 em dezembro de 2017.

Assim, o Tesouro Direto fechou o ano com 786.318 investidores ativos, 220.560 a mais do que o visto no fim de 2017, também um saldo recorde na série iniciada em agosto de 2005. Já o número total de cadastrados no programa chegou a 3,113 milhões, contra 1,832 milhão em dezembro de 2017.

Estoque

Em dezembro, as vendas atingiram R$ 1.882 bilhão, enquanto os resgates totalizaram R$ 1.092 bilhão, relativo às recompras, resultando em colocação líquida de R$ 790 milhões.

Com isso, o estoque fechou 2018 em R$ 54,2 bilhões, aumento de 2,02% em relação ao mês anterior e aumento de 11,84% sobre dezembro de 2017 (R$ 48,5 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 57,5%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 27,% e, por fim, os títulos prefixados, com 15,5%.

Na composição por prazo, temos  que 18% dos títulos vencem em até um ano. A maior parte, 38,9%, é composta por títulos com vencimento entre um e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos, correspondem a 23,2%, e aqueles com vencimento acima de 10 anos, a 19,8%.

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Operações

O balanço mostra que foram realizadas, em dezembro, 333.858 operações de venda de títulos a investidores. Para o Tesouro, a utilização do programa por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil que correspondeu a 84,6% das vendas ocorridas no mês. O valor médio por operação, no mês, foi de R$ 5.638,97.

Abaixo um quadro com o perfil dos investidores, mostrando predominância de homens entre 26 e 45 anos localizados no Sudeste do país.

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