Este fundo de infraestrutura, isento de IR, é eleito pelo BTG como a pechincha do setor — confira qual
Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos

Um bom comprador sempre está atrás de um bom desconto para fazer sua compra se tornar mais vantajosa. Isso vale para aquela loja preferida ou para ativos listados na bolsa de valores. Em relatório desta segunda-feira (19), analistas do BTG Pactual apresentaram a pechincha da vez no setor de fundos de infraestrutura: o BDIF11 (BTG Pactual Dívida Infra).
Mesmo sendo um FI-infra robusto, com um patrimônio de R$ 1,5 bilhão, o relatório aponta que o mercado parece estar ignorando o seu real valor, criando uma oportunidade relevante para quem gosta de investir bem.
“A performance recente do BDIF11 evidencia um descolamento relevante em relação aos seus pares do mercado de FI-Infra e às debêntures incentivadas”, diz o texto.
Diante desse cenário de preço "descontado", a equipe de análise do banco recomenda a compra do fundo. Para eles, a diferença entre o que o fundo vale e o quanto ele está custando na bolsa é grande demais para ser ignorada.
O desconto que chama a atenção
Para entender a "promoção", os analistas indicam o múltiplo P/VPA, que divide o preço da cota pelo valor patrimonial do fundo. Quando mais próximo de um, mais próximo do “preço justo”.
No caso do BDIF11, o P/VPA está no nível de 0,87x, enquanto seus pares estão sendo negociados a uma média mais alta, de 0,94x. Em outras palavras, o desconto implica que o fundo de infraestrutura está valendo 87 centavos para cada R$ 1,00 de ativos que o FI-infra possui, já a média dos outros ativos é de 94 centavos.
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Para os analistas, esse desconto implica um retorno ainda mais atraente. A rentabilidade estimada para quem compra o FI-infra agora é de cerca de IPCA + 11,5% ao ano.
Quando comparado com outros fundos de infraestrutura (como o KDIF11 ou JURO11), e até com as debêntures incentivadas — os ativos de renda fixa investidos por esses fundos —, esse retorno está bastante acima da média, que é de IPCA+ 8% a 9%.
Os analistas veem uma "assimetria positiva" diante dessa situação. Isso significa que a chance do preço subir para chegar mais perto do seu valor real é muito maior do que o risco de ele cair ainda mais.
“Esse movimento sugere que o preço atual não reflete a qualidade dos ativos e a capacidade de geração de valor do portfólio, abrindo uma janela atrativa de entrada para investidores com horizonte de médio e longo prazo”, diz o relatório.
Fundamentos do fundo de infraestrutura
Para além do desconto, o relatório do BTG também indica outros fundamentos que tornam o BDIF11 atrativo, a começar pela diversificação de ativos.
O fundo aloca em mais de seis setores. Todos ligados ao segmento de infraestrutura, mas em áreas diferentes. As maiores exposições são aos setores de energia (27%), saneamento (25%) e telecomunicações (16%).
Todos são considerados setores defensivos: negócios com receita garantida e resiliência. Isso se reflete no pagamento de dividendos do fundo. Nos últimos 12 meses, o dividend yield foi de 14,3%.
Desde o ano passado, o fundo passou a pagar todos os meses a variação de inflação (IPCA) no período. Isso fez o valor dos dividendos oscilar um pouco mais de um mês para o outro, mas é uma forma de remuneração mais transparente: o que o fundo ganha de verdade, o investidor recebe.
“A nova abordagem tornou o processo de distribuição mais transparente e reforça o alinhamento entre a performance dos papéis e a remuneração entregue aos cotistas, reduzindo distorções temporais”, diz o relatório.
Comprar ou vender BDIF11?
Após colocar na balança a alta qualidade dos projetos e o preço “promocional" na bolsa, o veredito dos analistas é “compra”. Para o investidor que olha para o médio e longo prazo, a recomendação é aproveitar a entrada por um preço melhor.
Os analistas ainda destacam que a gestão do BDIF11 adota uma estratégia ativa de giro da carteira, que pode se intensificar com um potencial fechamento da curva de juros ao longo do ano e gerar rendimentos adicionais aos investidores.
Embora os analistas do relatório, que recomendaram o ativo, e os gestores do fundo sejam do BTG, eles fazem parte de áreas distintas do banco: os analistas do BTG Pactual Research e os gestores do BTG Asset.
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