Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

Monique Lima
Monique Lima
9 de março de 2026
15:32 - atualizado às 15:02
ulisses nehmi sparta fundos de investimento onde investir 2025
Ulisses Nehmi, sócio e CEO da Sparta - Imagem: Divulgação

O crédito privado foi a joia da coroa da renda fixa nos últimos dois anos. O volume de emissões e captações das debêntures tradicionais e incentivadas (isentas de imposto de renda) foi recorde em 2024 e 2025. Grande parte da demanda veio dos fundos de crédito, que, por sua vez, eram demandados por investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse cenário foi resultado da alta taxa de juros, que permitiu um carrego (rendimento diário ao manter títulos pós-fixados na carteira) excepcional nos fundos de crédito. Ao mesmo tempo, o risco de calote também era alto, dado o tamanho do endividamento das empresas para conseguir pagar os juros cobrados pelo mercado.

Diante da possibilidade de início do ciclo de corte da taxa Selic, a Sparta vê algum alívio para as empresas. Mas existe uma contrapartida.

“À medida que o risco de crédito [calote] diminui, o risco relevante pode deixar de ser o crédito e passar a ser o spread”, diz a carta mensal de fevereiro da gestora.

  • LEIA MAIS: O SD Select, área com conteúdos exclusivos do Seu Dinheiro, disponibiliza como cortesia relatórios com análises e recomendações de investimentos. Clique aqui para acessar. 

Os spreads são a diferença entre as taxas dos títulos privados em relação aos títulos públicos correspondentes, que remunera o risco de crédito do emissor. Essas taxas estão em níveis mínimos para as debêntures tradicionais e incentivadas há meses, devido à alta procura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dada essa compressão e a expectativa de juros menores no horizonte, a Sparta acredita que a tendência futura é de abertura das taxas, que pode causar problemas como desvalorização de preço nos títulos e retornos menores nos fundos de crédito.

Leia Também

Isso porque taxa e preço em títulos de renda fixa têm correlação negativa: quando um cai, o outro aumenta. Em fundos de crédito, isso significa rentabilidade negativa.

Volatilidade na renda fixa

Os fundos de crédito registraram R$ 3 bilhões em resgates líquidos no mês de fevereiro. Segundo a Sparta, trata-se de um volume pequeno em termos absolutos, mas indica uma mudança de direção.

Nos dois últimos anos, em mais da metade dos meses, a captação líquida superou R$ 20 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A saída sutil dos investidores está relacionada à expectativa pela queda da taxa Selic. Com juros menores, o carrego deixa de ser excepcional e o investidor começa a olhar para outra classe de ativos.

“O crédito perde a condição de porto seguro automático”, diz o relatório da Sparta.

Menor demanda implica em aumento nas taxas das debêntures e outros títulos de crédito privado da renda fixa. Momentos de aumento de taxa são bons para os gestores comprarem mais títulos (visto que o preço cai).

Esse vai-e-vem é sinônimo de volatilidade, tornando mais recorrente a alternância entre meses de performance, que pode ser muito boa e muito ruim em relação ao benchmark — o CDI (juros).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a Sparta, em momentos como esse fica claro que crédito privado não é uma proxy do CDI. Embora seja renda fixa, a negociação de debêntures, tradicionais ou incentivadas, tem uma dinâmica própria.

“Temos visto oscilações frequentes e relevantes, com aberturas e fechamentos rápidos que levaram, neste mês [fevereiro], a um retorno médio próximo de 50% do CDI nos fundos pós-fixados do mercado”, diz a carta.

O que esperar do crédito privado

Essa dinâmica contrasta com o histórico recente dos fundos de crédito, marcado por retornos consistentemente acima do CDI.

A questão é que essa volatilidade toda de abertura e fechamento de spreads deve gerar desconforto nos investidores e aumentar o movimento de saída que, até agora, foi sutil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Em um mercado mais técnico, o retorno deixa de ser apenas carrego e passa a incorporar volatilidade de spread”, diz a Sparta. Mas emenda: “é justamente nesse tipo de ambiente que enxergamos as melhores janelas de alocação.”

A gestora acredita que um movimento mais intenso de resgate é risco principalmente para o investidor, que pode registrar prejuízo por sair dos ativos em um momento de baixa. No entanto, para o gestor, é a oportunidade de entrar em um ativo com preço mais favorável.

Embora seja um ciclo “assustador” para o investidor, as perspectivas são positivas.

Há o potencial de correção dos spreads que estão nas mínimas, o que implica em uma precificação de taxas mais condizentes com o risco do emissor — não com a onda compressora da demanda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, para o profissional que sabe navegar a volatilidade dos spreads, o potencial de alocação e retorno também é alto — desde que o investidor tenha clareza que não se trata de um Tesouro Selic, que acompanha o CDI, mas de crédito privado, com negociação e precificação diária dos títulos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CARTEIRA RECOMENDADA

Além do Tesouro Selic e do CDI: recomendações de renda fixa para abril reafirmam atratividade de títulos IPCA+

9 de abril de 2026 - 17:34

A guerra no Oriente Médio mexeu com a renda fixa em março; analistas indicam cautela e confiança no longo prazo para investir em meio às incertezas

RENDA FIXA

A maré virou: fundos de debêntures ficam abaixo do CDI em março e investidores de renda fixa começam a pular do barco

9 de abril de 2026 - 13:26

Aumento nos casos de recuperações judiciais e extrajudiciais mexeu na precificação dos títulos de dívida

CRÉDITO (IN)SEGURO

As agências de rating erraram? O que as revisões bruscas das notas de empresas encrencadas revelam sobre o papel da classificação de risco

9 de abril de 2026 - 6:05

Os casos de recuperações judiciais e extrajudiciais se avolumam a cada dia e trazem à tona o papel das agências de classificação de risco, que ficaram atrás de alguns eventos, como Raízen e Banco Master

RENDA FIXA

Empresas estão ‘perdendo a vergonha’ de pôr credor para pagar a conta, diz sócio da Vinland, diante de enxurrada de recuperações

8 de abril de 2026 - 19:30

Em evento do Bradesco BBI, executivo defendeu uma lei de falência mais pró-credor, ante tantas recuperações judiciais e extrajudiciais

RENDA FIXA + ETFS

Proteção contra a inflação e uma mesada: este ETF de renda fixa investe em Tesouro IPCA+ de um jeito diferente e ainda paga dividendos

1 de abril de 2026 - 19:02

O AREA11, do BTG Pactual, estreou faz pouco tempo e traz duas novidades para o investidor que gosta de dividendos, mas quer se manter na renda fixa

BALANÇO DO MÊS

Tesouro Selic e CDI: só ganharam em março os investimentos que nunca perdem

31 de março de 2026 - 19:40

Bitcoin e dólar também fecharam o mês no azul, mas com um caminho bem mais tortuoso do que o rentismo garantido de um juro em 15% ao ano

DEBÊNTURES E BONDS

Renda fixa privada: juro alto é a pedra no sapato dos títulos de dívida de empresas brasileiras; mas no exterior, investidor pode ousar mais

31 de março de 2026 - 18:50

É hora de ser cauteloso em relação ao crédito privado de maior risco no mercado local, mas no exterior há boas oportunidades, dizem gestores

NÃO FORAM SÓ AS AÇÕES

Títulos de renda fixa de Hapvida, CSN e Assaí também refletem momento difícil das empresas e veem forte queda no mercado

23 de março de 2026 - 19:04

Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira

RENDA FIXA

Tesouro Nacional reduziu o pânico, mas taxas dos títulos públicos devem continuar altas em resposta ao cenário global

20 de março de 2026 - 19:45

Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio

MEDO NO AR

Renda fixa: títulos públicos do mundo inteiro disparam com a expectativa de uma nova onda de aumento dos juros

20 de março de 2026 - 17:25

Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%

SIMULAÇÃO

Renda fixa: quanto rendem R$ 10 mil no CDB, na LCA, no Tesouro Selic e na poupança com os juros em 14,75% ao ano?

18 de março de 2026 - 19:42

O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Prefixado a 14% e IPCA + 8% aqui não! Tesouro Nacional vai às compras e isso é bom para a sua carteira

17 de março de 2026 - 19:32

Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio

RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia