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Para os especialistas, o preço-alvo para as ações com direito a voto em 12 meses é de R$ 1,80, o que representaria uma alta de 51% em relação ao valor negociado no pregão da última sexta-feira (30)
Mesmo depois de amargar uma queda de 17% nas ações da Oi após a divulgação do balanço, uma luz no fim do túnel parece ter ressurgido para os papéis da companhia. O avanço na tramitação do PLC 79, que é chamado de novo marco legal das telecomunicações, pode dar um "empurrão" extra para as ações da empresa. Pelo menos é isso o que esperam os analistas do Bradesco BBI.
Em relatório enviado hoje (2) a clientes, a equipe de análise elevou os papéis ordinários da companhia (OIBR3) para compra. Antes, a recomendação era neutra.
Para os especialistas, o preço-alvo para as ações com direito a voto em 12 meses é de R$ 1,80, o que representaria uma alta de 51% em relação ao valor negociado no pregão da última sexta-feira (30). Por volta das 16h43 desta segunda-feira (2), os papéis estavam sendo negociados a R$ 1,12, uma queda de 5,55%.
“Na nossa visão, a aprovação do projeto de lei das telecom é o mais importante gatilho para a Oi, já que isso permitiria que a companhia migrasse de um modelo de concessão para um de autorização na telefonia fixa. Dessa forma, isso extinguiria completamente as obrigações da companhia, como manter orelhões públicos, assim como remover incertezas em torno de ativos reversíveis de propriedade da empresa”, destacam os analistas.
Porém, os especialistas ponderaram que a necessidade de financiamento continua sendo motivo de preocupação quando o assunto é a Oi. Isso porque o dinheiro disponível em caixa diminuiu 17,4% e fechou o último trimestre de 20196 em R$ 4,3 bilhões.
Mas um dos gatilhos que podem ajudar a melhorar as contas da companhia é a conclusão da venda da angolana Unitel. Um dos motivos é que determinados ativos veem queimando caixa mais rápido do que o esperado e o principal nome que aparece é o da companhia estrangeira.
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Hoje, a Oi detém uma participação de 25% das ações da Unitel. Segundo o relatório, a expectativa é que a venda seja concluída no último trimestre desde ano. Na semana passada, a Oi informou que a venda pode render R$ 2 bilhões para a operadora brasileira.
Outro ponto que pode ajudar a Oi é a possibilidade de que ela seja comprada pela AT&T. Mas, de acordo com os analistas, a compra é improvável porque a AT&T ainda está digerindo sua aquisição da Time Warner por US$ 85 bilhões e ainda tem sofrido para operar na América Latina, devido a suas operações no México.
Além dos especialistas do Bradesco BBI, outros três analistas recomendam a compra das ações, segundo os analistas ouvidos pela Bloomberg.
Hoje, os papéis ordinários da Oi (OIBR3) possuem ainda quatro recomendações de venda e uma de manutenção. A expectativa é que o preço das ações chegue a R$ 1,63 em 12 meses, de acordo com os analistas ouvidos pelo serviço de notícias.
Mas há quem aposte mais alto. Para os analistas do BTG, o preço-alvo para os papéis da companhia (OIBR3) pode chegar os R$ 3,50.
Em relatório enviado em agosto passado, os especialistas do banco ressaltaram que a Oi permaneceria como uma empresa estratégica e um bom ativo para possíveis fusões e aquisições. Com isso, o banco reiterou a recomendação de compra dos papéis.
Em sua justificativa, eles também disseram que "continuam com uma visão mais positiva e com a recomendação de compra porque esperam notícias boas sobre a questão regulatória (PLC 79) e porque continuam a ver a Oi como um ativo de estratégia única para os concorrentes locais e internacionais".
Eles ainda apontaram que a venda de ativos não-essenciais para a companhia, como a participação que detém na operadora angolana Unitel poderiam ajudar a diminuir os impactos negativos na dinâmica do fluxo de caixa livre no curto prazo.
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
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